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‘Pai’, abençoa este corrupto…

In Opinião on December 1, 2009 at 3:33 pm

Jehozadak Pereira

Pai, quero te agradecer por estarmos aqui, sabemos que nós somos falhos, somos imperfeitos, mas é o teu sangue que nos purifica. Pai, nós somos gratos pela vida do Durval ter sido instrumento de bênção para nossas vidas, para essa cidade. Tantas são as investidas, Senhor, de homens malignos contra a vida dele, contra nossas vidas. Nós precisamos da Tua cobertura e dessa Tua graça, da Tua sabedoria, de pessoas que tenham, Senhor, armas para nos ajudar essa guerra. Acima de tudo, Senhor, todas as armas podem ser falhas, todos os planejamentos podem falhar, todas as nossas atividades, mas o Senhor nunca falha”.

A “oração” que o deputado distrital e corregedor da Câmara Legislativa do Distrito Federal Junior Brunelli fez pelo corrupto Durval Barbosa é de uma canalhice sem tamanho na história do evangelho brasileiro. O que dirão agora os defensores da política na igreja? O que dirão os que acham que a igreja deve estar imiscuida com os políticos?

A igreja jamais precisou dos políticos seja lá para o que for. Ao contrário, os políticos é que sempre andaram atrás de alguns pseudo-líderes que jamais hesitaram em vender seus púlpitos por qualquer trocado, já que o negócio é monetário e consequentemente as mesuras a adulações do passado já não servem mais para dar um lustro no ego destes líderes. Podem até receber os salamaleques e condecorações, mas desde que venha em primeiro lugar grana, muita grana.

Este caso de Brasília e do deputado Brunelli é só uma ponta do iceberg do que acontece no meio da igreja brasileira, onde cada qual tem o seu candidato, menos por ideologia ou amizade e mais por puro interesse financeiro mesmo, afinal o que importa é o número de eleitores que cada qual domina nos seus rebanhos. Ou seja, o povo na maioria das vezes é chamado a votar no candidato que o cacique religioso indicar e para tanto, a mão do santo, ops, do homem de “Deus” tem que ser devidamente molhada, ou preenchida com régias quantias.

É só conhecer os bastidores da igreja – ou de algumas igrejas e associações religiosas no Brasil, para saber que os velhacos fazem negociatas com políticos a torto e a direiro sem se incomodarem com o que se passa ao seu redor.

Junior Brunelli deu azar e foi apanhado com a boca, ou melhor, com a mão na grana, num vídeo que mostra a crua realidade do que se costuma chamar de evangelho de resultados na igreja brasileira. Se todos os negócios com políticos fossem revelados outros pseudo-líderes cristãos brasileiros seriam devidamente desmascarados e expostos, e mais ainda, quantos deles seriam pegos “orando” por seus corruptores, chamando-os de “bênçãos” para as suas vidas?

O caso é grave e não pode ser tratado de forma isolada, pois o escárnio e a falta de qualquer tipo de espiritualidade e prática cristã ficaram evidentes e hoje o que se vê é um espanto coletivo da sociedade, principalmente aqueles que não são evangélicos e que se perguntam se não devemos ser o sal da terra e a luz do mundo. Por isto se entende ser diferentes de tudo o que nos cerca. Por isto se entende que não somos iguais aos ladrões, aos corruptos, aos mercenários, aos espertalhões de qualquer matiz.

O pior de tudo isto é que daqui a pouco vão surgir os defensores deste tipo de gente, falando nos seus programas televisivos medíocres dizendo que tudo não passa de armação e conspiração contra o povo de “Deus”, e mais pior ainda é que tem gente que acredita piamente nisto.

Estes velhacos travestidos de pregadores do evangelho só querem tomar grana dos políticos que os corrompem diariamente em busca de apoio e guarida. Não precisamos da política, precisamos é pregar o verdadeiro Evangelho de redenção, da graça, da misericórdia e não estar metidos com negociatas e escândalos com quem quer que seja. No ano que vem teremos eleições e as movimentações de bastidores já começaram e nos próximos meses veremos quem apoia quem. Hoje, há um leilão frenético e quem pagar mais vai levar o apoio de alguns figurões da igreja brasileira, que certamente custarão milhões de dólares devidamente pagos no oculto e no escondido com dinheiro sujo que vão diretamente para os bolsos destes homens e para financiar programas de rádio, de televisão e projetos pessoais, quando não para enriquecimento mesmo.

Uma pena que seja assim, e dá saudades dos tempos em que os verdadeiros homens de Deus, entravam no ministério para pregar a palavra e terminavam as suas vidas mais pobres do que haviam entrado. Hoje, um destes muitos velhacos querem ser ministros evangélicos e ter influência para poder conseguir mais dinheiro dos seus corruptores as custas de gente simples que vai incitada a votar nos candidatos que devidamente pagarem aos seus líderes.

Será que não está na hora de a igreja brasileira ser passada a limpo e vermos quem é quem de verdade?

Halloween – a ‘festa’ dos mortos

In Comportamento on October 19, 2009 at 10:49 pm

Jehozadak Pereira

A Time Magazine trouxe na edição 18 volume 160 de 28 de outubro de 2002, um dado ao mesmo tempo interessante e alarmante. Em 1995 por ocasião do Halloween, foram vendidos cerca de US$ 2,5 bilhões, com produtos que abrangem doces, guloseimas, fantasias a apetrechos. Em 2002 a expectativa superou US$ 6,9 bilhões, com as mesmas coisas.

O Halloween é o segundo maior evento em faturamento financeiro nos EUA, perdendo somente para o Natal, e com maior volume financeiro do que a Páscoa. Casas e estabelecimentos comerciais são decorados com os motivos do Halloween. Nos trens e metrôs é possível ver vetustas senhoras e senhores com meias abóbora e a indefectível cara do Jack the pumpkin estampada nelas e em broches de lapela. As prateleiras das lojas e supermercados são inundadas por centenas de produtos com embalagens confeccionadas especialmente para a ocasião. Abóboras são cultivadas especialmente para o Halloween, e depois jogadas no lixo apodrecem durante semanas a fio.

A grande e crucial questão é que os EUA, antes voltado à pregação do Evangelho e aos valores cristãos, hoje se volta para o paganismo e para as práticas que envolvem bruxaria e feitiçaria, e em cerimônias que cultuam os mortos – Isaías 8.19 “… não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?”.

Algumas máscaras têm caído. A revista Época 231 de 21/10/2002 trouxe a reportagem Halloween para valer, A matéria traz o perfil e conta das peripécias de algumas bruxas, que logicamente enaltecem a sua religião pagã, que chamam de wicca. O engraçado desta situação é a justificativa para as suas crenças. Embora na matéria não aborde este assunto, todos os paganistas adeptos da wicca invariavelmente alegam que foram perseguidos pela inquisição, foram queimados, foram perseguidos. Depois de escrever o artigo, um dia recebi um e-mail de um bruxo, com a cantilena toda. Respondi-lhe perguntando o que nós crentes em Cristo temos a ver com a perseguição que eles dizem ter sofrido? Mandei que ele lesse Hebreus 11, não preciso dizer que até hoje estou esperando uma resposta, e já faz tempo que escrevi…

O texto da Época a mim me parece com mais uma daquelas defesas de algo que não há o que defender. Que somente cabe porque é oportunista – a proximidade do Halloween.

Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais

Todos os anos quando se aproxima o fim do mês de outubro, em alguns lugares no mundo, especialmente nos Estados Unidos e mais recentemente também no Brasil é espantoso ver o quanto as pessoas gastam em fantasias e produtos ligados ao que chamam de festa de Halloween. Bolachas, refrigerantes, alimentos, roupas, máscaras, fantasias, entre outros, sem contar as toneladas de abóbora que são usadas e jogadas no lixo, ou que apodrecem nas ruas e calçadas. O Halloween é um evento que movimenta milhões de dólares nos EUA anualmente. A Comemoração do Dia das Bruxas originou-se entre os celtas, povo que habitava a região da Irlanda e a Grã-Bretanha.

Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro as leis do tempo e do espaço eram suspensas. Nesta data comemorava-se o ano novo dos feiticeiros. Por causa disto, os espíritos vagavam soltos e os mortos visitavam seus antigos lares para exigirem comida. Havia também no fim de outubro o festival da colheita, conhecido como “Samhain”, também chamado de “O Senhor dos mortos”, onde se faziam grandes fogueiras para assustar os espíritos. Para que estes fossem embora, as pessoas saiam pelas ruas carregando velas acesas e nabos esculpidos com rostos humanos, vestidos de modo mais assustador possível. Faziam também muito barulho.

Nos Estados Unidos o Halloween chegou no século 19, e o nabo foi substituído pela abóbora, fruto mais comum que o nabo. Tanto o nabo quanto a abóbora são símbolos de imortalidade e juntando-se ao preto que significa a morte em muitas culturas, fazem o par perfeito para o ritualismo macabro e demoníaco. Na década de 20 a antiga tradição virou brincadeira e hoje é uma das principais festas do país. Crianças saem fantasiadas pelas ruas batendo nas portas, dizendo “trick or treat” literalmente travessuras ou bons tratos, para ganhar doces, tudo isto nos dia das bruxas.

Dia das bruxas? Vejamos: As bruxas modernas tendem a se referir a sua religião como wicca, a forma feminina de wicce – do inglês antigo, que significa witch – bruxa. Tanto os seguidores do sexo masculino quanto do feminino são conhecidos como bruxas e bruxos, embora o culto seja decididamente matriarcal, onde a suprema sacerdotisa de cada convenção é vista como a personificação – em alguns ritos, até mesmo como encarnação – da grande mãe deusa, que é a divindade principal do movimento. Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais.

Marcam o equinócio da primavera em 21 de março, Beltane em 30 de abril, o solstício de verão em 22 de junho, Lammastide em 1º de agosto, o equinócio de outono em 21 de setembro, o Halloween em 31 de outubro, o solstício de inverno em 21 de dezembro e Candlemas em 2 de fevereiro. O culto e as atividades da bruxaria são essencialmente atribuídos às mulheres.

Algumas bruxas trabalham vestidas com manto, outras ‘vestidas’ pelo céu – isto é nuas – e outras das duas maneiras, dependendo das condições meteorológicas. Apesar dos aspectos de fertilidade do culto, há pouco sentido sexual na nudez, que é adotada por causa da crença das bruxas que as roupas interferem na emanação da energia pessoal. Atribuem-se as bruxas evocar os ‘poderosos’, os soberanos, e os elementais da Terra, do Ar, do Fogo e da Água. Fazem parte das cerimônias os ritos de possessão mediúnica de muitas religiões xamânicas. É certo que na inquisição católica, mulheres velhas, solitárias e as parteiras, entre outras eram acusadas de bruxaria, e por isso foram queimadas e torturadas simplesmente porque eram denunciadas por seus vizinhos com quem não tinham um bom relacionamento.

Ou seja, o Halloween, não passa de um culto aos demônios. Pais, sem o saber, levam seus filhos para este culto, realidade que vem se intensificando no Brasil a cada ano que passa. Um dos focos são as escolas de inglês, que incentivam seus alunos a participarem das tais “festividades”. Empresas e comunidades, entre outros, promovem o Halloween no Brasil, e é cada vez mais comum ouvirmos nas ruas frases como “feliz halloween!”. Mas como pode ser feliz um procedimento que vem do inferno?

Nos EUA o evento é cercado de pompa e circunstância, e por anos seguidos o que se vê são personalidades e autoridades envolvidas nas celebrações do Halloween. As fantasias são diferentes a cada ano. Não é possível mensurar o faturamento total do Halloween nos EUA, mas presume-se que seja altíssimo, uma vez que não se pagam direitos autorais e nem royalties sobre o nome e marca. Ainda nos EUA, o faturamento da festividade de Halloween fatura é superior ao da Páscoa.

Participar do halloween é brincar com uma serpente venenosa ou ainda mexer com fogo. Quem sabe do real perigo de se envolver com práticas escusas certamente vai fazer de tudo para evitar tais coisas. Este artigo não vai certamente suprir a necessidade de informação a respeito da pretensa “festa”, mas creio que servirá para elucidar e avisar do perigo. Há de se ficar certamente chocado por ver que rituais pagãos da antiguidade ainda hoje influenciam a vida de muitos.

O grande problema é que o Halloween é tomado por uma festa, quando na realidade é uma aviltante afronta a fé cristã, enquanto que o Evangelho é claro, objetivo, direto e trata de salvar o homem perdido, tais rituais jogam o homem na mais profunda escravidão e escuridade. O halloween é pesado, soturno e sorumbático, carregado da atmosfera do inferno, assustando ao mesmo tempo em que quer fazer parecer que é uma inocente e pueril brincadeira. E de novo os órgãos de imprensa se prestam a divulgar o evento dando a ele um viso cultural, quando na realidade é um cerimonial funesto, cujo fim será uma humanidade abatida espiritualmente e carente da Graça e da misericórdia divinas.

Caros pai e mãe, jovem e adulto, pelo amor de Jesus Cristo, abominem rituais como este. Não devemos nos esquecer de que o halloween é um ritual de bruxas e de bruxarias, de demônios e de espíritos malignos. Participar é estar em conluio com tudo isto. Contudo o apelo para que participemos de tais atividades é intenso, lembro-me da minha infância e adolescência, quando na escola era compelido a participar das festas juninas, e meu falecido pai jamais permitiu que eu e meus irmãos tomássemos parte daqueles rituais. Ele explicava a cada ano e pela graça de Deus, não participar foi uma das grandes bênçãos da minha vida. Agradeço ao meu pai, por ter me preservado daquilo. Hoje o nosso papel é o mesmo. E cabe a nós alertarmos os nossos filhos, nossos amigos, lembrando-lhes de que Deus abomina os feiticeiros e todos aqueles que participam de tais rituais – Apocalipse 22.15.

Trago ainda à nossa memória de que aquilo que (supostamente) é bom para os EUA, necessariamente não é recomendado para nós brasileiros. Que Deus nos ajude a discernir e pelo poder da Sua Palavra nos livrar destas imposturas do nosso inimigo. Aviltamento. Isto é halloween! Não devemos nos esquecer que o halloween é um cerimonial dedicado aos mortos, e convém lembrar que nós somos vivos. Vivos, pelo poder glorioso e restaurador do sangue do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Todos direitos reservados ao autor

Cada coisa no seu lugar

In Comportamento on October 9, 2009 at 12:08 pm

Jehozadak Pereira

Pois é, outro dia quando o Brasil ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, teve gente achando que demos um “créu” no Obama, como se isto fosse importante – coisa de subdesenvolvido e de petista chato, que acha o Lula a última cereja do bolo,

E pior é que comemoraram até cansar.

Pois foi só levantar hoje pela manhã para ver que merecidamente o Presidente Barack Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz, ou seja, na hora que é para valer quem ganha as coisas que valem é quem pode e não é para qualquer um.

Queria ver a cara de quem dançou o créu, isto queria…

Todos os direitos reservados ao autor.

Jogando a vaca no barranco

In Crônicas on January 19, 2009 at 2:02 am

Jehozadak Pereira

Outro dia ouvi uma história deliciosa, da qual tirei muitas lições. Creio tê-la ouvido do reverendo Naamã Mendes. Um velho sábio e seu ajudante chegaram numa pequena fazenda onde moravam um homem e seu filho, e pediram para passar a noite ali. A miséria e a desolação do lugar era total e eles dependiam totalmente do leite que tiravam de uma vaca amarrada à beira da janela.

O mato tomava conta de tudo à volta deles e aliado à sujeira dava ao lugar um aspecto sombrio e desalentador. Conversando com os dois homens, o velho sábio viu-os conformados com a situação de miséria e penúria em que estavam.

Ao sair da casa de madrugada, o sábio puxou a vaca pela corda e a empurrou no primeiro barranco que encontrou, para espanto total do seu ajudante.

Um ano depois os dois voltaram e para surpresa do ajudante do sábio, o lugar estava totalmente modificado. Onde havia miséria, havia agora sinais de fartura e abastança. Pai e filho, ao contrário dos andrajos de um ano atrás, vestiam roupas boas e novas. Na garagem havia carros e no celeiro ao lado caminhões e tratores.

O que havia acontecido, perguntou o sábio? Alguém, que eles não sabiam quem era, havia empurrado a vaca deles no barranco, e sem outra alternativa eles viram que tinham de trabalhar arduamente. E foi o que fizeram. E trabalhando, a vida deles se modificou radicalmente.

Quantas vezes precisamos tomar umas sacudidas da vida ou de alguém que empurre barranco abaixo a nossa vaquinha. Muitos de nós ao virmos para a América nos esquecemos da dignidade e das coisas que tínhamos no Brasil. Moramos mal, dirigimos carros velhos, não nos alimentamos adequadamente, e com isto vamos nos degradando a cada dia que passa.

Moramos mal, porque nos sujeitamos a qualquer espelunca, às vezes em porões úmidos e mofados, e outras vezes convivendo com baratas e ratos, e o pior – quem nos aluga isto acha que está nos fazendo um favor imenso.

E os carros que andamos? Muitos pensam que se comprarem um “carro baratinho” vão economizar no seguro, e gastam muitas vezes mais em manutenção e no mecânico. Outras vezes convivemos com gente que só pensa em mediocridade e acabamos contaminados por isso, e quando nos damos conta, estamos como aquele pai e filho – agradecendo pela miséria e desconforto, achando que somos de fato coitados.

Muitos de nós deixaríamos chocados e pasmados nossos parentes e amigos que ficaram no Brasil, se os deixássemos ver onde moramos, o que comemos, do modo com que nos vestimos, e olha que nem estou falando de trabalho.

Sofremos e padecemos, às vezes por medo de tentar o novo, o diferente, o que não conhecemos. Mas, quantas histórias são escritas a partir de tragédias e infortúnios? Somente porque nos apegamos a chorar e a lamentar, sem nos dar conta de que a vida têm muito a nos oferecer.

Outro dia estava num restaurante e na hora de se servir no buffet, ouvi um conterrâneo dizendo que estava doente porque na casa onde mora, havia goteiras em profusão, além do aquecimento central ter sido desligado pelo dono por economia. E pagava caro por isso.

Fiquei pensando ou tentando imaginar os motivos dele para aceitar tais situações. Será que era por economia? Será que era por causa dos amigos que moram com ele ou por qualquer outra razão?

E aqueles que choram por causa dos parentes e amigos que ficaram no Brasil? Não há nenhum problema em chorar de saudade, o problema é fazer disto um muro de lamentações.

Muitas vezes Deus permite que passemos por situações para que cresçamos e desenvolvamos moral, mental e espiritual.  Desejo que você, no início de ano, jogue a sua vaquinha no barranco, antes que alguém o faça para você.

Pois às vezes nos apegamos a certas situações que nos impedem de crescer tal como a história do pai e filho do início deste artigo. Eu tomei uma decisão – vou jogar a minha vaca barranco abaixo. Espero que você faça o mesmo…

País vira-lata

In Opinião on August 22, 2008 at 4:18 am

Jehozadak Pereira

Bem que o Nelson Rodrigues tinha razão quando disse que o Brasil sobre do complexo de vira-lata. Que horror. Terminei de assistir a decisão do vôlei de praia e não dá para entender como a dupla brasileira conseguiu perder para aqueles americanos mancos.

Aliás, perder e amarelar nestes dias têm sido a sina do Brasil. E o pior é que perdem e nem choram, e sequer se comovem, a não ser as meninas do futebol feminino, mas também com tanta mala junto, e cada qual querendo resolver a parada sozinha, tinha que dar o que deu.

Pelo que vi, nós vamos continuar perdendo por muito tempo.

E pior, perdendo o pouco e vergonha que ainda resta. E depois arrumam um monte de desculpas, todas esfarradapas é claro…

Xô cambada de amarelão!

Madeleine, Isabella e Elisabeth

In Opinião on May 9, 2008 at 2:12 pm

Jehozadak Pereira

Mundo louco! Mundo insano! Mundo perigoso! Que o digam Madeleine, Isabella e Elisabeth. A inglesa Madeleine McCann de cinco anos desapareceu em 3 de maio do ano passado em Portugal quando seus pais estava, de férias. Por mais que a polícia portuguesa e a Interpol investigassem nenhum sinal ou indício da menina foi encontrado em lugar algum, e o seu desaparecimento um ano depois é um dos maiores mistérios que desafia a todos, e parece longe de ter uma solução.

Suspeitou-se de pedofilia, dos pais de Madeleine e de outras pistas que deram em nada. Sabe-se que o tráfico de órgãos e de crianças é uma das causas de desaparecimento na Europa e na Ásia e teme-se que Madeleine tenha sido levada por algum traficante, o que diminui consideravelmente as chances de que seja encontrada com vida um dia.

Já no Brasil, o caso Isabella Nardoni tem ocupado por mais de um mês o noticiário e por mais que a polícia paulistana investigue não se consegue chegar a uma conclusão de que foi o pai e a madrasta que a mataram e jogaram janela afora, embora tudo indique que foi isto o que aconteceu.

Dissimulados, ambos negam o tempo todo que tenham matado a pequena menina, e assessorados por hábeis advogados parecem estar preparados para enfrentar o tribunal de juri, numa batalha juridica que promete ser longa. Nos dias em que se sucederam os depoimentos do casal a população cercou a delegacia de polícia e entre xingamentos e impropérios parece ter elegido os culpados pelo crime.

Já se sabe que grande parte das provas, por mais cuidado que tenham tido os peritos estão viciadas ou comprometidas e mesmo com todo o esforço os peritos sequer conseguiram chegar à conclusão da causa da morte de Isabella, e este parece ser mais um caso daqueles que ficarão insolúveis mesmo que tudo indique quem são os assassinos.

Isto mostra que com um pouco de sangue frio, de dinheiro, de dissimulação, de cinismo e de bons advogados pode se safar sem problema algum. Mas há a questão da consciência, o que não parece preocupar quem de fato matou Isabella.

Já Elisabeth Fritzl safou-se com vida do cativeiro onde esteve confinada por seu pai durante 24 anos por uma peça que o destino ou a natureza pregou no sádico Josep. Uma das filhas que Elisabeth teve depois de ter sido violentada por seu pai ficou doente e os médicos identificaram que o problema era de origem incestuosa, o que fez com que ela fosse libertada junto com os outros filhos com quem partilhava o cativeiro.

No dia em que foi preso, fichado e fotografado pelas autoridades policiais Josep Fritzl mostrou-se arrogante e se preocupou em arrumar os cabelos implantados para aparecer bem na foto.

Certamente a situação psicológica de Elisabeth deve ser das piores possíveis e aos 42 anos certamente não vai conseguir superar os problemas e traumas que sofreu durante o seu cativeiro.

Custa entender a motivação de um pai que resolve aprisionar sua filha e faz dela uma escrava sexual sem se importar com nada a sua volta. Além disto gerou seres que são seus filhos e netos ao mesmo tempo, numa aberração da qual pouco se tem notícia. O caso chocou o mundo civilizado que por mais barbaridades e absurdos vistos ao longo dos anos não tolera ou aceita este tipo de comportamento.

Resta-nos a indignação própria dos civilizados contra este tipod e crime que violenta, mata e desaparece junto com a dignidade humana. Dignidade que foi deixada de lado com Madeleine, Isabella e Elisabeth.

Todos os direitos reservados ao autor

Jogando a vaca no barranco

In Cotidiano on February 19, 2008 at 5:31 am

Jehozadak Pereira

Outro dia ouvi uma história deliciosa, da qual tirei muitas lições. Creio tê-la ouvido do reverendo Naamã Mendes. Um velho sábio e seu ajudante chegaram numa pequena fazenda onde moravam um homem e seu filho, e pediram para passar a noite ali. A miséria e a desolação do lugar era total e eles dependiam totalmente do leite que tiravam de uma vaca amarrada à beira da janela.

O mato tomava conta de tudo à volta deles e aliado à sujeira dava ao lugar um aspecto sombrio e desalentador. Conversando com os dois homens, o velho sábio viu-os conformados com a situação de miséria e penúria em que estavam.

Ao sair da casa de madrugada, o sábio puxou a vaca pela corda e a empurrou no primeiro barranco que encontrou, para espanto total do seu ajudante.

Um ano depois os dois voltaram e para surpresa do ajudante do sábio, o lugar estava totalmente modificado. Onde havia miséria, havia agora sinais de fartura e abastança. Pai e filho, ao contrário dos andrajos de um ano atrás, vestiam roupas boas e novas. Na garagem havia carros e no celeiro ao lado caminhões e tratores.

O que havia acontecido, perguntou o sábio? Alguém, que eles não sabiam quem era, havia empurrado a vaca deles no barranco, e sem outra alternativa eles viram que tinham de trabalhar arduamente. E foi o que fizeram. E trabalhando, a vida deles se modificou radicalmente.

Quantas vezes precisamos tomar umas sacudidas da vida ou de alguém que empurre barranco abaixo a nossa vaquinha. Muitos de nós ao virmos para a América nos esquecemos da dignidade e das coisas que tínhamos no Brasil. Moramos mal, dirigimos carros velhos, não nos alimentamos adequadamente, e com isto vamos nos degradando a cada dia que passa.

Moramos mal, porque nos sujeitamos a qualquer espelunca, às vezes em porões úmidos e mofados, e outras vezes convivendo com baratas e ratos, e o pior – quem nos aluga isto acha que está nos fazendo um favor imenso.

E os carros que andamos? Muitos pensam que se comprarem um “carro baratinho” vão economizar no seguro, e gastam muitas vezes mais em manutenção e no mecânico. Outras vezes convivemos com gente que só pensa em mediocridade e acabamos contaminados por isso, e quando nos damos conta, estamos como aquele pai e filho – agradecendo pela miséria e desconforto, achando que somos de fato coitados.

Muitos de nós deixaríamos chocados e pasmados nossos parentes e amigos que ficaram no Brasil, se os deixássemos ver onde moramos, o que comemos, do modo com que nos vestimos, e olha que nem estou falando de trabalho.

Sofremos e padecemos, às vezes por medo de tentar o novo, o diferente, o que não conhecemos. Mas, quantas histórias são escritas a partir de tragédias e infortúnios? Somente porque nos apegamos a chorar e a lamentar, sem nos dar conta de que a vida têm muito a nos oferecer.

Outro dia estava num restaurante e na hora de se servir no buffet, ouvi um conterrâneo dizendo que estava doente porque na casa onde mora, havia goteiras em profusão, além do aquecimento central ter sido desligado pelo dono por economia. E pagava caro por isso.

Fiquei pensando ou tentando imaginar os motivos dele para aceitar tais situações. Será que era por economia? Será que era por causa dos amigos que moram com ele ou por qualquer outra razão?

E aqueles que choram por causa dos parentes e amigos que ficaram no Brasil? Não há nenhum problema em chorar de saudade, o problema é fazer disto um muro de lamentações.

Muitas vezes Deus permite que passemos por situações para que cresçamos e desenvolvamos moral, mental e espiritual.  Desejo que você, no início de ano, jogue a sua vaquinha no barranco, antes que alguém o faça para você.

Pois às vezes nos apegamos a certas situações que nos impedem de crescer tal como a história do pai e filho do início deste artigo. Eu tomei uma decisão – vou jogar a minha vaca barranco abaixo. Espero que você faça o mesmo…

Um país amoral

In Opinião on February 8, 2008 at 4:42 pm

Jehozadak Pereira 

Uma nova e milionária crise se abate sobre a política, e em especial sobre o governo brasileiro, com o caso dos cartões de crédito corporativos do governo. O escândalo já custou o cargo de Matilde Ribeiro, que tinha o status de ministra após ser acusada de usar irregularmente o cartão corporativo do governo pediu demissão. As despesas de Matilde com o cartão corporativo em 2007 somaram R$ 171 mil, sendo que  ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros, além de ter feito compra num free shop. Após ser pilhada e não ter explicações plausíveis, Matilde culpou dois funcionários do seu gabinete pelo mau uso do cartão corporativo.

Mas a explicação mais cínica e indecente partiu de Orlando Silva, ministro dos Esportes, que teria usado o cartão corporativo para pagar o R$ 8,30 em uma tapiocaria de Brasília, o que contraria as normas, já que, na capital federal, o cartão deve ser usado apenas para despesas emergenciais. Silva disse que confundiu o cartão corporativo com o seu cartão de crédito pessoal, pois ambos são muito parecidos, e sem dúvida alguma esta deve ser definitivamente a prática do governo do PT ou pelo menos de alguns dos seus integrantes que parecem confundir os fundos públicos com os seus pessoais.

Este novo escândalo expõe de modo cruel mais uma vez as vísceras do PT, que quando era oposição tinha a bandeira da moralidade e da ética e uma vez no poder tratou de fazer tudo exatamente o contrário do que pregava.

Para ver o distanciamento do PT da sua primeira realidade basta ver o comportamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se parece cada vez mais com um burguês do que com o fundador e líder maior do partido, postura que aliás, o partido e o próprio sempre abominaram. Progredir socialmente é o anseio – e direito – de todo ser humano, mas se distanciar dos seus ideais por causa disto é sobretudo um problema de caráter.

Os escândalos protagonizados por figurões do partido como José Dirceu, Antonio Pallocci, Luiz Gushiken e José Genoíno serviram para mostrar o nível e o grau de comprometimento ético do partido, além de se aliançarem com adversários que sempre criticaram, o que tornou patente que o PT é tal e qual os outros partidos que sempre sobreviveram por se adaptarem aos novos governos.

Sim, a economia vai bem obrigado, e neste aspecto ao que parece o Brasil esta saneado diante da crise financeira que assola o mundo, o país passa incólume diante dela, recebendo inclusive elogios por causa disto. Mas, há de se ressaltar que o comando da política  economica brasileira jamais esteve nas mãos do PT ou de alguém da confiança dele, o que num primeiro instante provou uma quase sisão no partido e que terminou com a expulsão da ex-senadora Heloisa Helena e de outros parlamentares que se insurgiram.

A imprensa cumpre o seu papel de repercutir e denunciar cada um destes escândalos o que provoca revolta e gritaria dos militantes do PT que vêem nisto uma conspiração contra o partido e em especial contra o presidente Lula.

É só visitar alguns dos centenas de blogs e sites de militantes e simpatizantes para ver o tamanho da revolta e as soluções mais exdruxúlas sugeridas que vão desde a censura até o fechamento de jornais, revistas, emissoras de televisão e rádio, além de sites e blogs e não é de se duvidar que fizessem isto se tivessem poder para tanto, o que prova que a cada dia o país é cada vez mais amoral e na realidade tudo o que critica é igual ao criticado, inclusive o PT que cada dia mais se parece na essência com tudo aquilo que combatia num passado não muito distante.

 

TV Globo e o imigrante. Nada a ver

In Opinião on February 7, 2008 at 9:45 pm

Jehozadak Pereira

O Jornal Nacional veiculou na segunda-feira, 28 uma matéria sobre brasileiros que estão abandonando tudo e voltando para a casa. Até aí não há novidade nenhuma, pois todos os dias tem-se notícia de que milhares de brasileiros estão voltando para o Brasil levando na bagagem um pouco do que amealharam no período em que viveram na América, além dos sonhos e frustrações por não terem conseguido alcançar aquilo que desejavam plenamente.

Só que gente voltando para casa nunca foi novidade para a comunidade brasileira nos Estados Unidos. Então qual é a diferença desta vez? É que nunca os meios de comunicação deram tanto ênfase e cobertura para o assunto. Ou talvez, nunca tantos tenham voltado ao mesmo tempo.

Mas há sim, os exageros de sempre. E a matéria é pródiga em exageros, pois ao se editar os textos, carregou-se nas tintas pessimistas, teimando em dizer que todos estão indo embora. Todos não. Alguns é possível que sim. Há também um fator que não é levado em consideração, de que somos aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Quantos estão indo embora? 10 mil? 20 mil?

Que impacto isto tem na vida de quem fica? E a migração interna de brasileiros? Há alguns anos, milhares de trabalhadores foram para o sudoeste da Florida, na região de Fort Myers, Naples, Tampa e outras cidades. Segundo diziam, havia muito trabalho na área da construção civil e embora os salários fossem menores, o custo de vida também era menor, o que possibilitava uma vida sem maiores problemas, sem contar que nesta região há sol quase que o ano inteiro. Há as migrações para a Georgia, para a California e outros estados em menor escala.

Muitos disseram que jamais voltariam para as regiões frias e saturadas de brasileiros no norte. Passados alguns anos, não só voltaram, como tentam refazer as suas vidas, pois já não há mais trabalho na construção civil, que diga-se, chegou primeiro por lá. Um dos grandes problemas causados pela chegada de muita gente nesta região por exemplo, foi a queda dos salários, pois a mão de obra era farta e com isto os salários caíram.

È certo que alguns quando vieram para cá, o fizeram na incerteza do que de fato encontrariam em terras americanas, pois por mais que se diga que a vida aqui é dura e as vezes complicada, não se consegue transmitir o quanto para quem deseja vir. Há também a desilusão dos que já estão aqui há algum tempo que ao verem o tempo passar sem conseguir muitas coisas decidem pela volta.

Há uma teoria de que esta se voltando para o Brasil, porque o dólar se desvalorizou em relação ao real, e a pergunta que se faz é até quando a política monetária brasileira conseguirá manter as coisas neste patamar? Já vimos este filme antes e o final dele não é dos mais felizes não.

A falta de documentos é um agravante, mas não é o único, pois sempre se viveu na América desde sempre sem documentos e basta conversar um pouco com os mais antigos para se ter a noção exata das dificuldades enfrentadas por eles.

A realidade é que grande parte dos imigrantes brasileiros nunca foram lá muito fiéis a nada por aqui. Basta conversar com alguns líderes religiosos para se ter a noção exata disto. Hoje a pessoa congrega aqui numa igreja e amanhã estará em outra, e depois de amanhã noutra. Com o comércio é a mesma coisa. Não há garantia nenhuma de que o cliente de hoje será o mesmo de amanhã.

A crise por aqui vai passar, como já passaram todas as anteriores, e o negócio è esperar por dias melhores que virão sem dúvida alguma. Mais uma vez a TV Globo presta um desserviço à comunidade brasileira ao veicular meias verdades, carregando nas tintas do exagero mais uma vez. Certamente a crise vai passar, como a Globo também…

Crise nos gabinetes

In Comportamento on November 16, 2007 at 3:59 am

Jehozadak Pereira

Quebra de maldição, evangelho da prosperidade e outras neobesteiras
2 Pedro 2 – Gálatas 1.8-9 – Tito 1.11-15, 16

Como você leitor reagiria se eu te dissesse que o evangelho está morto e cheio de dogmas? Ou ainda se eu recomendasse uma unção peniana para você e uma unção de vagina para a sua esposa? Ou se eu quisesse te vender um sabonete “abençoado” que tira mau-olhado, cura inveja, quebra feitiço? Ou mais, te convidasse para uma regressão intra-uterina profunda, e ao mesmo tempo lhe informasse que você tem maldições que te acompanham desde os tempos imemoriais do bisavô, do seu tataravô, e que elas precisam ser quebradas, e que somente eu, o “ungido” de Deus posso fazê-lo? Acho que você iria achar que eu estou louco e delirando, não é? Deixa-me abusar mais um pouco da tua paciência. Que tal se eu me anunciasse como o “teólogo” do século?

Outra coisa é o tal diálogo com os demônios. Manda o demônio ficar no chão de joelhos, com as mãos amarradas para trás e ficam dialogando com o mesmo. Existe base bíblica para isso?

Que eu me recordo – só uma vez Jesus conversou, quando permitiu que os espíritos imundos entrassem nos porcos – Mateus 8.32 e Marcos 5.8,9. Em Marcos 1.5, Cristo diz apenas – “Cala-te, e sai dele“. Em Lucas 9:42 “… Jesus repreendeu o espírito imundo…”. Vejamos ainda em Lucas 10.17 “Senhor, pelo teu nome até os demônios se nos submetem” e em Atos 16:18 “Em nome de Jesus Cristo, ordeno-te que saias dela…”.

Antigamente a atitude era sempre assim. Quando se percebia que alguma manifestação iria acontecer, todos oravam – enquanto o dirigente – falava simplesmente – sai em nome de Jesus. Muitas vezes havia resistência. Não saio não, etc… Mas a expressão era sempre a mesma. – Sai, sim, em nome de Jesus.

Agora é tanta novidade. Antes de expulsar querem saber o nome, e alguns já conhecem uma porção deles. Talvez esses até estejam contentes de serem conhecidos e mencionados nos púlpitos.

Pois este é o quadro em que estamos vivendo na igreja brasileira. Você pode me dizer com absoluta razão que na sua igreja não é assim que se procede. Eu acredito em você. Grande parte destas práticas veio de fora do Brasil. É a tal da globalização chegando nas nossas hostes. O que eu disse no início deste artigo é o que estão fazendo muitas igrejas, dita evangélicas. Não preciso dizer que para ungir as mulheres tem fila de espertalhões. Eu bem que gostaria de ver o que estes que ungem fariam se chegasse um homossexual e pedisse para ser ungido? Creio que ele o ungiria para não perder o cliente.

Somente mentes perversas e pervertidas para engendrar tais situações, lançar o poderoso Evangelho no escárnio e no ridículo. E levam junto o seu povo com as suas práticas e os mergulham numa escuridão profunda.

Cada hora é uma novidade. Quem não se lembra dos tais dentes de ouro? Foi uma febre, uma onda. Todo mundo queria ter um dente de ouro. Lembro-me da história de um homem que usava dentadura, e ele também queria ter o seu dente de ouro. O bispo – na época ainda não tinha apóstolo, disse para ele jogar fora a dentadura que Deus iria dar-lhe todos os dentes de ouro, e jogar fora a dentadura seria uma prova inequívoca de fé. Não é preciso dizer que o homem ficou banguela, banguelinha, e estaria até hoje se não tivesse mandado fazer uma dentadura nova.

Espanta-me ver crentes se vendendo por tão pouco, indo atrás do que falam homens arrogantes e pretensiosos que afirmam sem medo nenhum que o evangelho está morto e cheio de dogmas. Estes que afirmam isto precisam ler mais a Bíblia, ou vai ver que eles aplicaram aqui a velha história do pastor que ao visitar um doente combalido, espantou-se ao ver que a Bíblia do irmão estava toda retalhada. Perguntou-lhe o por que? A resposta foi a de que cada vez que ele lia um texto e não concordava, fazia uso de uma tesoura e cortava fora tudo aquilo que lhe desagradava. O resultado foi uma Bíblia totalmente desfigurada e inútil. É exatamente isto o que fazem estes vestais.

Vejam que quem disse que o evangelho está morto e cheio de dogmas, não foi nenhum ateu convicto, ou mesmo um incrédulo empedernido. Foi um dos tantos “apóstolos” que povoam o mercado. Certamente você está pasmo, como eu fiquei. Há também um outro agravante perigoso. O evangelho deixou de ser evangelho, para ser gospel. Tudo é gospel. E por causa disto identidades estão sendo perdidas. Igrejas há que por medo de perderem seus jovens e crentes para a concorrência, deixaram de lado a pregação do evangelho, para aderirem ao nefando gospel, e o digo com tristeza, pois este neologismo inglesado que nos impuseram não deve ser chamado de evangelho. O evangelho elucida, enquanto que o gospel – pelo menos esta versão brasileira confunde e avilta.

O agravante é que alguns espertos registraram o nome gospel como marca, como propriedade e fazem então do nome o que querem fazer. Isto lembra anos atrás quando um piloto de carros de corrida registrou a marca Jesus Saves – Cristo Salva e com isto ganhou dinheiro. O adesivo vermelho ficou famoso e certa vez disputava espaço no cockpitt de um carro ao lado de uma propaganda de cigarros.

Troca-se a pureza do Evangelho pelo mercantilismo do mercado, em meros negócios travestidos de igrejas. Se tomássemos conhecimento do que se passa nos bastidores destes negócios – que alguns teimam em chamar de igrejas – ficaríamos horrorizados.

Igrejas que por temerem uma debandada mudaram seus padrões de conduta e de procedimento. Pura covardia. Conheci um velho pastor. Homem temente a Deus em todos os aspectos. Quando começou a moda gospel, a mocidade e alguns crentes da sua igreja se alvoroçaram. Começaram a freqüentar uma das ditas igrejas precursoras, e ele chamou a atenção de todos para o erro; foi-lhe proposto pelo líder do grupo, que todos ficariam se ele mudasse o procedimento dos cultos. Queriam bagunça.

A atitude do pastor foi a de dizer a todos eles, que em querendo podiam ir embora, pois ele não arredaria pé das suas convicções. Numa assembléia ele foi afrontado e disse a igreja que se ali houvesse um fiel que não se contaminasse com o modismo ele estaria disposto a ficar. Pelo menos um terço da igreja se levantou e foi embora atrás do modismo gospel. Dois terços da igreja ficaram ao lado do pastor e da verdade. Tempos depois a maioria dos que se foram retornaram, pois viram que não valia a pena trocar a bênção da palavra pela fragilidade e argumentação pífia do dito movimento gospel.

Infelizmente muitos se acovardaram e permitiram que suas igrejas fossem contaminadas pelos “novos” ventos e perderam a sua identidade definitivamente. Isto me faz lembrar uma frase de Charles Spurgeon – “A igreja deve atrair pela diferença e não pela igualdade”. Bons tempos aqueles em que éramos diferentes. Hoje somos todos iguais e igualdade aqui significa derrota. Derrotados no nosso próprio campo de ação. Derrotados por querer imitar os modismos.

Certamente você notou que eu citei alguns parágrafos atrás a palavra mercado. Assustou-se? Veja qual é o mote principal desta malta ávida por dinheiro hoje. O objetivo precípuo deles é crescer cada vez mais. Quanto mais igrejas melhor. Fazem dos púlpitos verdadeiras máquinas registradoras que visam somente arrecadar cada vez mais dinheiro. É só ver o fausto como vivem os donos destes empreendimentos. E pensar que por causa destes homens, nós – os crentes em Cristo fomos ridicularizados num programa humorístico da Rede Globo, com o mote de que templo é dinheiro.

Para estes – os espertos – templo sempre será sinônimo de dinheiro.

Muito dinheiro.

Dinheiro em excesso.

Numa economia de mercado vende mais quem tem o melhor produto, quem tem a melhor qualidade, quem investe mais em publicidade, etc. Quem faz isto se sobressai à concorrência. Estranhando por eu falar em concorrência? Pois é exatamente isto ai. Concorrência pura e desleal. Desleal porque avilta e profana aquilo que é sagrado, aquilo que é santo.

E por tratarem a fé como uma mercadoria é que inventam coisas como unção de pênis e vaginas; quem não quer prazer sexual? Se perguntarmos para dez pessoas isto, pelo menos metade responderá que querem, estes são os potenciais fregueses, logo estes é que deverão ser alcançados.

Qual será a próxima moda? Igrejas que são edificadas em outro fundamento que não o Evangelho, precisam desesperadamente de novidades, ou então os seus membros debandarão sem dó nem piedade…

Agora vejam, se pregarem o Evangelho, suas igrejas serão abençoadas, mas eles não querem igrejas abençoadas. Querem igrejas ricas.

Eu fico por vezes imaginando que no dia em que as autoridades resolverem investigar as finanças dessas igrejas prósperas, não será surpresa se nos depararmos com um dos maiores escândalos financeiros que se terá notícia. Estes proprietários dessas igrejas não devem satisfação alguma a ninguém, fazem o que bem entendem, manobram, conspurcam, e o fazem porque sabem que não serão punidos de forma alguma.

Certamente irmãos, vocês vão se lembrar dos seus velhos pastores, que entravam no ministério por amor às almas. Entravam pobres e saiam pobres, alguns sequer tiveram a oportunidade de ter um carro, por velho que fosse. Hoje, é comum vermos pastores, apóstolos e bispos em carros importados, alguns até blindados, e com seguranças, pois são homens de negócios.

Tristes negócios.

Negociatas as custas do povo iludido e enganado.

Por vezes unem-se em associações, mas logo se desentendem pois não se sujeitam uns aos outros. Podem ver, se estes homens, via de regra, não estão sozinhos dominando seus respectivos grupos. Se há unidade por que então não se juntam? E como são arrogantes e pretensiosos estes “apóstolos”? Dizem-se portadores da revelação divina. Por conta de um outro artigo recebi muitos e-mails. Um deles dizia que o próximo passo destes homens é ser chamados, ou reconhecidos como arcanjos. Dei muita risada. Já pensaram anunciar-lhes assim: – com vocês o arcanjo… Mas pela falta de humildade deles melhor seria se fossem chamados de arcanjão…

Risível, não?

Risível é um deles jactanciar-se como “teólogo” do século. Você compraria um livro dele?

Eu não. E não é preconceito não. É que os livros são ruins mesmo.

Muitos dizem como argumento que foram salvos em muitas destas igrejas. Ora, o argumento pode ser válido, pois Deus pode salvar o homem até num chiqueiro. Ou não é esta a história do filho pródigo? E notem que lá não tinha ninguém para falar que ele era um pecador. O Espírito Santo que convence o homem trabalha em silêncio. Silêncio absoluto.

Poderia haver dezenas ou centenas de convertidos onde há apenas um se houvesse a pregação do verdadeiro evangelho. As pessoas ficam tão empolgadas com a possibilidade curas, milagres, prodígios e progresso financeiro que acabam se esquecendo da simplicidade do Evangelho de Jesus Cristo. Simplicidade esquecida a partir de muitos gabinetes que de olho em prosperidade financeira, fazem da igreja de Cristo um verdadeiro comércio do qual eles são os verdadeiros donos.

Pela volta da pregação da redentora graça somente encontrada na pureza da Palavra de Deus – O Santo e Verdadeiro Evangelho de redenção para todo o homem!

Malafaia e a questão do homossexualismo

In Opinião on October 27, 2007 at 3:19 pm

Jehozadak Pereira

Outro dia alguém me perguntou o que eu penso a respeito da gritaria do Silas Malafaia contra os homossexuais no seu programa na televisão brasileira. Como tudo o que se refere a Malafaia é ambíguo e de falsa polêmica, e tem algum interesse específico, logo, logo, ele vai lançar – se já não lançou – algum livro medíocre falando a respeito do assunto e vai faturar em cima.

A minha resposta foi a de que primeiro precisamos delimitar se Silas Malafaia falou como apresentador de televisão, como pastor, como psicológo, como homem de negócios ou como um mero cidadão que tem todo o direito de opinar sobre assuntos que estão em pauta no cotidiano e na sociedade brasileira.

O problema é a verborragia e a falsa indignação sempre exasperada, como se isto fizesse a diferença. A questão do multiforme Silas é a de querer estar sempre na dianteira dando opiniões, mesmo que elas sejam as mais retrógradas e distanciadas da verdade absoluta.

Homossexuais sempre existiram e vão existir a despeito de gostarmos ou não de conviver com eles, pois estão em todos os segmentos da sociedade, inclusive na igreja cristã. A abordagem é que parece ser o problema, para o qual nem de longe estamos preparados para enfrentar.

Tempos atrás, me vi tentando ajudar uma pessoa envolvida com o homossexualismo, e me deparei com o absoluto despreparo nosso para tratar do assunto, e depois de tanto procurar achei boa vontade e interesse no Moses – Movimento pela Sexualidade Sadia, mas que não puderam ajudar pela falta de recursos e pela quantidade de pessoas que os procuravam na época sem que eles tivessem condições de auxiliá-los adequadamente.

Poucos são os que no nosso meio dispendem tempo e recursos para tentar ajudar os homossexuais que querem abandonar o homossexualismo.

Agora mesmo, recebi um e-mail dizendo que o programa de Malafaia, corre o risco de ser reclassificado e ter que mudar de horário, por causa da linguagem imprópria e inadequada, ao que o seu apresentador se insurge e diz que se isto acontecer será uma forma de discriminação e de preconceito por parte do governo federal.

Será mesmo? Logo ele falando em preconceito…

Quando o divórcio foi aprovado no Brasil, a igreja – principalmente a denominação da qual o reverendo Silas faz parte, satanizou o falecido senador Nelson Carneiro, e teve gente até orando para que ele queimasse no fogo do inferno, sem se dar conta de que aquela era uma realidade que existia na sociedade, e que em pouco tempo se alastraria pela igreja. Impossível diziam alguns. Qual é o quadro que vemos dentro das igrejas hoje? Aprendemos a conviver com isto, mesmo porque a igreja continua despreparada para ajudar e a interagir com o divórcio em todos os seus níveis, inclusive ministerial.

Sempre lembrando que a Bíblia condena o divórcio, tal como o homossexualismo.

O reverendo Malafaia fala do homossexualismo do mesmo modo que falou do G12, e da mesma forma com que prega sobre prosperidade sem corar de vergonha. Mero oportunismo. Só isto. Para ele é só mais um assunto a ser abordado, e o DVD tratando do assunto já esta a venda, e que a opinião enviesada dele seja a opinião de parte da igreja brasileira.

Eu tinha uma idéia completamente diferente do homossexualismo e de quem o pratica, até que me vi tentando ajudar alguém. Vi que nem todo homossexual é promíscuo, assim como há heterossexuais que o são ao extremo, e sim pessoas carentes que precisam de quem fale para eles o que são e o que devem fazer, tal como eu fiz.

Claro que a Bíblia tem razão quando fala no assunto e corroboro 100% com as escrituras no tocante ao homossexualismo e quem o pratica, e não podia como cristão que sou pensar diferente.

Malafaia quer se fazer de vítima e de quebra faturar mais uns trocados em cima, da malta de gente que é tangida por gente como ele, que não tendo opinião formada sobre o assunto se deixa levar por qualquer palpite.

Nos Estados Unidos existe a pressão para que entre outras coisas se aprove o casamento de pessoas do mesmo sexo, mas apesar de todos os esforços das entidades homossexuais a sociedade tem rejeitado a idéia, pois me parece esclarecida o suficiente para debater o assunto e dar um claro recado aos políticos que não aceita a legalização, fato que parece não acontecer no Brasil, principalmente no meio cristão-evangélico.

A questão é muito mais complexa e ampla do que se possa imaginar, principalmente do que possa pensar Silas Malafaia, que como disse só quer faturar em cima do assunto.

Grace Chapel

In Cotidiano on October 23, 2007 at 7:17 pm

jeanne-grace-chapel.jpg

Participei de um evento Multicultural da Grace Chapel. A estrutura deles é fantástica e mostra o quanto a igreja brasileira na América está atrasada em todos os aspectos. O evento tinha stands de vários países – Haiti, China, Mongólia, Guatemala, Cingapura e do Brasil. A bandeira na foto foi criada pelo meu amigo Paulo Guedes, expert em coisas chiques e exclusivas. A guapa da foto é a Jeanny Kelly, responsável pelo stand brasileiro, de longe o mais concorrido e visitado de todos.

Ps para ver a foto grandona é só clicar em cima dela.
Ps 2 nem adianta pedir a bandeira para o Paulo, que ele não dá, não vende e quando empresta fica de olho…

Filhos. Por que tê-los?

In Comportamento on July 10, 2007 at 4:11 pm

Foi lançado na França o livro No Kids – Quarenta razões para não ter filhos, onde Corinne Maier chama de “aspiração idiota” o desejo de ter filhos. Um dos absurdos do livros – entre outros tantos, diz que se for para sustentar um parasita, que se opte por um gigôlo. No entranto, ter filhos é uma aspiração de muita gente pelo mundo afora.

Enquanto alguns casais buscam a maternidade, em outras partes do do mundo é possível ver a diminuição de nascimentos. Desde o fim do comunismo a população da Rússia vem diminuindo cerca de 700 mil pessoas por ano – perdeu cerca de 6 milhões de habitantes; a Itália enfrenta uma crise de natalidade que causa preocupação das autoridades e países como a Alemanha e França enfrentam os mesmos problemas.

Nestes países a medida que a população vai envelhecendo, não há nascimentos suficientes para o aumento da expectativa de vida e para o aumento cada vez maior da população de idosos. O Japão é outro país que vê a sua população diminuir a cada novo ano. As previsões são de que a população diminua em 43 milhões de pessoas até 2050 – hoje são cerca de 143 milhões.

Os reflexos disto são visíveis em muitos lugares. 28% da população americana – 300 milhões de pessoas, têm menos de 20 anos, contra 20% na França e na Alemanha e 19% na Itália e no Japão. Já no Brasil são 36% da população. As autoridades fazem previsões de que estes jovens – na faixa dos 20 anos – se tornem pais com a idade média de 27 anos, trazendo uma perspectiva sombria para os países desenvolvidos. Até a década de 70 a média de idade era de 22 anos. Na mesma década de 70 um casal tinha em média quatro filhos, hoje eles dois filhos – considerando os países desenvolvidos, o que contribui para perspectivas sombrias no futuro. Uma outra tendência é a de que cada vez mais pessoas, principalmente na Europa, opte por ter animais de estimação em vez de filhos, ou ainda tê-los mais tarde, depois dos 30, anos.

A queda dos índices demográficos são evidentes também na Espanha, que registrou nos últimos dez anos os menores indicadores da sua história. Aliás, a queda dos índices de natalidade é um fenômeno que tem implicações sérias na economia dos países desenvolvidos. Em contrapartida, nos países em desenvolvimento os índices de natalidade são altíssimos, o que faz com que os respectivos índices de mortalidade sejam também elevados. Já na China ter mais de um filho é ser penalizado pelo estado que controla a natalidade com mão de ferro, pois a preocupação é a explosão demográfica. Uma outra característica da China, é que os filhos são na maioria das vezes criados pelos avós, pois os pais invariavelmente trabalham fora. Na contramão, a Itália oferece vantagens, como o pagamento do parto e de oferecer ajuda para quem quiser ter mais de um filho.

A concepção é buscada por uns e rejeitada por outros. Sofia Loren, a belissíma atriz italiana certa vez disse que ser mãe é padecer no paraíso, para justificar o peso da maternidade, talvez, porque os filhos lhe davam trabalho ou pelos quilos extras advindos da gravidez. Mesmo assim, Sofia teve dois filhos.

Se por um lado a opção de não ter filhos é colocada em prática por muita gente, a maternidade tem sido uma busca constante por casais de todas as idades e lugares.

São meninos e meninas cada vez maiores – e com saúde, mais belos e mais inteligentes do que as crianças que nasciam há 20 anos.

Para as mães e pais, os filhos são a reafirmação dos sonhos e de ver neles realizado tudo aquilo que um dia sonharam para si mesmos. Mais importante ainda é saber que estes filhos de brasileiros nascidos na América terão a oportunidade que seus pais não tiveram, pois as portas não estarão fechadas para eles, como muitas vezes estão para os seus pais.

São pais, que não ligam para nenhum obstáculo, como a idade ou para qualquer outra adversidade – os milhares de pessoas que optam por ter filhos, mesmo sabendo que o mundo tem se tornado um lugar cada vez mais difícil de se viver a cada ano que passa.

Enquanto uns optam por ter filhos, outros desprezam o privilégio da maternidade e da paternidade, seja por evitá-los por métodos contraceptivos ou por optar irresponsavelmente pelo aborto.

A Globo e os evangélicos: a beira de um ataque de nervos

In Opinião on March 4, 2007 at 6:49 am

Na semana passada a Rede Globo comunicou aos publicitários e a comunidade cristã-evangélica nos Estados Unidos que a partir de 1o de abril, não mais aceitará publicidade de igrejas, principalmente aquelas que mostram horários de cultos e atividades.

Foi o suficiente para que líderes, pastores, ministros e radialistas cristãos iniciassem um movimento gritando que a igreja brasileira na América está sendo vítima de discriminação por parte da Rede Globo.

A notícia pegou de surpresa a todos e logo acaloradas listas de discussões entupiram os e-mails de muita gente, e nos dias subsequentes estavam sendo discutidos nos programas de rádio com ouvintes dizendo que iriam começar uma guerra santa contra a emissora do plim plim.

E-mails e mensagens mal-criadas foram enviadas a sede da empresa nos Estados Unidos e uma funcionária tratou de responder – a quase – todos, desarmando os espíritos mais exaltados.

Pastores e ministros mais afoitos trataram de cancelar suas assinaturas em protesto contra a medida que consideraram arbitrária e houve quem visse no fato uma maquinação maligna do poder das trevas. Só que não é nada disto. A Rede Globo nos Estados Unidos precisa melhorar a sua programação que é diferente da apresentada no Brasil por motivos contratuais, pois programas como o Big Brother Brasil, a Fórmula 1, e algumas competições esportivas não podem ser transmitidas para o exterior, dai a repetição de muitos programas.

Há também o mercado publicitário brasileiro nos Estados Unidos que é totalmente diferenciado do brasileiro, a começar pelas propagandas exibidas que nem de longe tem o padrão global de exigência cumprido. Aliás, algumas propagandas brasileiras parecem ter sido feitas por algum principiante tal o grau de precariedade que são feitas. São spots publicitários que jamais seriam aprovados e veiculados pela sede da emissora no Brasil.

Sem contar os preços infinitamentes mais acessíveis aqui, que permitem que empresas de diversos ramos e principalmente igrejas e comunidades cristãs apareçam na telinha da Globo, dando visibilidade e as vezes suprindo um ou outro ego, digamos, mais exacerbado.

Só que a farra tem data marcada para acabar e a atitude da rede Globo deve ser interpretada unicamente como uma mera prática comercial seletiva, pois a empresa não veicula nenhum tipo de propaganda de bebidas alcoólicas e de cigarros.

E a exemplo da sua prática no Brasil, não vai mais veicular nenhum tipo de publicidade religiosa. É interessante notar que a Rede Record – principal concorrente da Globo no mercado brasileiro na América não veicula publicidade de igrejas, a não ser da Igreja Universal, e nem por isto é acusada de discriminação.

A realidade é que parte da liderança cristã-evangélica brasileira nos Estados Unidos deu mais uma demonstração de imaturidade e insensatez preferindo ver uma conspiração contra o evangelho, quando na realidade o assunto não tinha nada de extraordinário.

A Rede Globo não é o único e nem o mais eficiente canal de publicidade para as igrejas ou empresas de qualquer ramo. Pode ser sim, o mais visível e o mais caro, mas há outras alternativas interessantes que não são devidamente exploradas.

Ao contrário do episódio da bandeira brasileira que foi pisada por um racista em Marlboro, Massachusetts, onde a lideranca cristã-evangélica pouco se manifestou ou tomou posição – a não ser um ou outro isoladamente, desta vez – e por interesse – as reações foram imediatas, mas efêmeras, talvez por verem que o seu principal argumento – o da cruzada global contra o cristianismo e contra o bem, é apenas uma atitude comercial coerente e oportuna. Nada além disto.

Terra de índio

In Opinião on January 9, 2007 at 3:20 am


O Brasil definitivamente virou uma terra de índio mesmo. É o fim da picada a censura ao YouTube, tudo porque a dona daniella cicarelli não consegue segurar a sua onda e faz o que bem entende em público. Ao se relacionar com o seu namorado em plena luz do dia, assumiu todos os riscos inerentes e a exposição é o risco que ela corria. Como as coisas não saíram ao seu gosto, ela resolveu que deveria intervir via justiça e por causa disto o Brasil – que já é mal falado, ficou mais ainda. E olha que ela é somente uma baranga bocuda. Nada mais que isto…

New book

In Cotidiano on September 28, 2006 at 1:50 am


Este é O Brazil Pentecostal, o mais novo livro que terminei de editar. O autor é o bispo Carlos Boaventura, e o livro conta em minúcias a história do pentecostalismo no Brasil. Um show. O livro tem fotos coloridas e históricas. Todo diletante vai gostar deste livro. A Nova Jerusalém é a editora que publica no Brasil este livro. O Brazil com “Z” tem uma explicação. O pentecostalismo no Brasil vem desde o tempo em que se escrevia Brazil com “Z”, dai o título.