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O jogo acabou! Começa a matança de Columbine School

In Comportamento on April 19, 2009 at 6:29 pm

Jehozadak Pereira

Uma das maiores tragédias ocorridas nos Estados Unidos foi protagonizada por adeptos de violentos jogos de videogames. No dia 20 de abril de 1999, Eric e Dylan, cometeriam uma das maiores tragédias e seriam os responsáveis pela chacina de escolares. De onde haviam tirado inspiração e motivo para cometerem atrocidades que chocaram a todos? Porque tanto ódio e dureza contra tudo e contra todos?

Semanas antes, na sala cercados por uma dúzia de outros jovens vestidos com folgadas camisetas, ouviu-se um grito: – matei mais um!? Nas mãos, poderosos joysticks eram agitados de um lado para outro em nervosas manobras, disparando tiros, atingindo homens, mulheres, crianças, velhos e negros. Caixas acústicas amplificavam ainda mais o som tornando insuportável o barulho dos efeitos especiais dos jogos, – matei mais um!? E outro e outro. Invariavelmente o placar apontava uma quantidade impensável de cadáveres.

O palco de Eric e Dylan era a tela de um computador e os jogos de videogame tinham nomes estranhos – Mortal Combat, Quake, Carmageddon, Destruição, etc. Além de assassinos e armas poderosas, havia ainda demônios e monstros. Corações eram dilacerados por balas explosivas, cabeças eram cortadas por afiadas lâminas, tudo na tela do computador. Os garotos ali reunidos disputavam entre si, para ver quem seria o recordista de mortes daquele dia.

O jogo acabou! E com ele à volta a realidade – era tudo ficção!

Um deles teve a idéia: – e se matássemos gente de verdade?

Começaria então um outro jogo, este real e terrivelmente letal. O planejamento foi feito detalhe por detalhe, minuciosamente. Nada foi esquecido. A quantidade de armas que os dois portavam daria para matar uma multidão. Como no jogo, o tempo era escasso e quanto mais matassem, mais pontos seriam alcançados. Só que agora não era mais um simples jogo.

Era de verdade! Tal como no jogo eletrônico, Eric e Dylan, foram abatendo impiedosamente, um a um, 12 alunos e um professor, e em meio a balburdia ouvia-se as gargalhadas dos dois. Horripilantes gargalhadas! Vendo que já não era possível matar mais ninguém, e encurralados na biblioteca, Eric e Dylan, voltaram às armas contra suas próprias cabeças e o que se ouviu foram os dois últimos tiros de potentes armas automáticas, pondo fim a um drama que atordoou os Estados Unidos e deixou perplexo o resto do mundo.

Todos buscavam explicações e, sobretudo motivos para a atitude de Eric Harris e Dylan Klebold. De onde haviam tirado inspiração para cometer o mais brutal assassinato coletivo de todos os tempos até então, cometido por jovens?

O videogame foi inventado em 1966, e era destinado a crianças e jovens. Basicamente seus jogos eram destinados para outro contexto, onde não havia a violência exacerbada dos dias de hoje. Em pouco mais de quarenta anos, os jogos de videogame mudaram assustadoramente, tornando a diversão em pavor e invariavelmente horror; uma constatação é evidente – o sobrenatural sempre influenciou os criadores dos videogames. Os temas e personagens dos jogos de videogame continuam assombrando e atraindo, mesmo que superficialmente os mestres do joystick, pelos mais profundos padrões mitológicos.

Muito do sobrenaturalismo dos videogames tem sua origem nos temas de espada e feitiçaria que misturam bruxos, monstros e esgrima, as quais criados por Robert E. Howard nos anos 30. J. R. R. Tolkien refinou o gênero, imputando-lhe uma mitologia pura, e o seu O Senhor dos Anéis talvez tenha sido a principal influência do programador de computadores Don Woods, quando no começo dos anos 70 criou o primeiro videogame de aventura no laboratório de inteligência artificial da Stanford University, na Califórnia.

O jogo era dominado por enigmas e um humor colegial, mas o seu cenário – uma caverna cheia de duendes, dragões e baús com tesouros – estabeleceu definitivamente já na sua criação, o padrão para a miríade de fantasmagorias digitais que viriam a seguir no decorrer dos anos.

Os jogos de estratégias passavam por uma revolução silenciosa. No lugar de movimentar tropas sobre mapas hexagonais, os aficionados tornavam-se personagens do jogo. Jogava-se não só com os dados, mas também com a imaginação, e não foi surpresa nenhuma o ocultismo tornar-se junto com as lutas e os quebra-cabeças, parte essencial e primordial da estrutura dos videogames e RPG ou role-playing games, jogos repletos de conjurações e encantamentos.

Os jogos de videogames hipnotizam crianças e adolescentes, assustam os pais e levam o jogador a pensar que pode dominar o monstro na tela. Ledo engano. Milhões de jogadores obcecados e dominados.

Não há como mensurar o que está por trás dos jogos de videogames. Os resultados são seres humanos com suas mentes profundamente comprometidas pela perversidade maligna.

Anos atrás o Ministério da Justiça brasileiro obrigou que se retirasse do mercado o game Carmageddon, cujo tema consistia em dirigir na contra-mão, destruir veículos e espalhar pedaços dos corpos de pedestres. Devia-se matar crianças, gestantes e idosos, e com isto garantir pontos adicionais e bônus extras. A atitude do governo brasileiro foi o reflexo de protestos de entidades. Procedimento igual foi adotado por outros governos estrangeiros. Há na Internet mais de três mil páginas fazendo referências ao Carmageddon. Jogo diabólico, criado por mente diabólica.

Os jogos de videogames vendem muito, por diversos e variados motivos. Publicidade massificante, violência em excesso, misticismo em larga escala, muita ação e aventura além de investimentos bilionários da indústria no desenvolvimento de novos jogos. Para cada dólar investido, a indústria tem um retorno de milhares de outros dólares. Por isso é que não se pára com o lançamento de novos produtos, as cifras são espantosamente inimagináveis. Nada acontece por acaso, tudo é minuciosamente pensado e planejado com o único objetivo de capturar mentes.

Alie a tudo isto, profissionais que trabalham diuturnamente voltados para elaboração de jogos, cuja temática seja o esoterismo, magos, bruxos, feiticeiros, e demônios. Na maioria das vezes veremos aliados o misticismo e a violência numa simbiose genuinamente maligna, além de enredos e tramas terrivelmente grotescos e estapafúrdios.

A chacina perpetrada por Eric e Dylan fez com que as autoridades americanas refletissem profundamente sobre o conteúdo dos jogos de videogames.

Reagindo ao massacre o senador republicano Bailey Hutchison, denunciou no Congresso americano fabricantes de videogames com a seguinte afirmação – Isto – o videogame – permite que as nossas crianças arranquem corações, estilhassem espinhas, explodam cabeças e agitem os dejetos sangrentos nas nossas caras. Hutchison, tachou ainda de imoral a indústria do entretenimento acusando-as de não fazer nada para evitar que as crianças tenham acesso a produtos cada vez mais violentos. Lembrou ainda que tais produtos são anunciados no canal MTV, e vendidos em lojas de brinquedos, sem qualquer restrição ou advertência do seu conteúdo.

Concluímos que a violência precisa ser debatida e excluída dos jogos de videogames. Mas e o misticismo? Não há qualquer menção à prática. É certo que raramente outros garotos seguirão o exemplo de Eric e Dylan, que com as mentes contaminadas pegaram em armas e trucidaram seus colegas de escola, e depois se mataram, influenciados que foram pelos jogos de videogames.

Dez anos depois do massacre da Columbine School, Eric Jharris e Dylan Klebold são reverenciados como heróis por uma multidão de jovens que os têm como heróis de um tempo nefasto e corrompido. Pior ainda, eles encontraram seguidores que fizeram as mesmas coisas ou pior ainda.

Estudiosos e pesquisadores buscam encontrar as razões de ambos, mas não conseguem encontrar. A realidade é que uma criação frouxa, misticismo, irrealidade virtual, contaminação espiritual, mentes corrompidas e deturpadas, contribuiram para que inocentes perecessem sem razão aparente.

Outros massacres em escolas americanas e em outros lugares no mundo se seguiram, tendo os dois de Columbine como modelos, o que fez com que as autoridades agissem, mas mesmo assim ficou o gosto amargo de quem está sempre um passo atrás destas mentes assassinas e frias. 

Todos os direitos reservados – julho/2003.

Jovens e homicidas

In Comportamento on March 15, 2009 at 1:14 pm

Jehozadak Pereira

Nesta semana novamente duas chacinas praticadas por jovens – nos Estados Unidos e na Alemanha, chocaram novamente o mundo pela violência e sobretudo pela banalidade e frieza com que os assassinos cometeram os seus crimes. As autoridades e o estudiosos do comportamento por mais que estudem as mentes destes psicopatas sempre vão dar num beco sem saída. 

Há algumas décadas quando os jovens queriam protestar ou transgredir em algum ato, o máximo que faziam era deixar o cabelo crescer, sair de casa e ir morar numa comunidade hippie qualquer para poder fumar maconha a vontade sem ser recriminado pela sociedade “normal”.

Porém, os tempos mudaram e desde que os alucinados Eric Harris e Dilan Klebold, mataram 13 pessoas e se mataram depois do ataque à Columbine High School no Colorado em 20 de abril de 1999, a prática dos massacres em escolas e instituições de ensino se tornou uma constante nos Estados Unidos.

Por mais que tentem achar explicações e razões para tantos assassinatos as autoridades não conseguem tê-las, mesmo se dedicando com afinco ao assunto. O ponto culminantes destas tragédias aconteceu em abril de 2007, na Virginia Tech University onde o estudante de origem sul coreano matou 30 pessoas e depois se matou.

A América perplexa e abalada assistiu dias depois vídeos que foram veiculados na televisão onde Cho Seung-hui, destilava o seu ódio e rancor contra o sistema estabelecido. Durantes muitos meses os tiros dados por ele ecoaram nas mentes dos que presenciaram o massacre brutal e sem explicação aparente. Este episódio mostrou como é relativamente fácil comprar armas em muitos estados americanos que tem uma legislação frouxa e liberal, principalmente no que diz respeito ao direito do cidadão de ter uma arma no seu nome.

Antes disto em outubro de 2006, Charles Carl Roberts então com 32 anos, assassinou cinco meninas numa escola rural dos amish – povo pacato e que vive de forma simplória no interior do Estado da Pennsylvania. Dizendo estar “cheio de ódio contra si mesmo e contra Deus”, Roberts se matou depois do massacre, e a sua história revelou que fora abusado sexualmente na sua infância.

No último final de semana novamente um outro caso semelhante aconteceu no Colorado, onde Matthew Murray de 24 anos atirou e matou quatro pessoas em dois centros de ensino religioso. Novamente as razões são as mesmas de sempre. Ódio contra o sistema e contra pessoas que deturparam e corromperam a mente dos assassinos, sem que se desse conta do grau de comprometimento e insanidade de cada um deles.

Os detalhes revelados após as tragédias, mostram uma frieza impressionante no preparo e organização dos ataques e por mais que as autoridades queiram estar em cima dos fatos, estão sempre dois passos atrás e nada podem fazer para impedir tais massacres. Principalmente porque os assassinos agem na maioria das vezes sozinhos ou em cumplicidade uns com os outros como foi o caso de Eric Harris e Dilan Klebold. Que há uma cultura de violência na sociedade americana é inegável e evidente, pois tanto filmes, como literatura e os jogos eletrônicos e de estratégia tem no seu conteúdo um grau de violência assustador.

Há também o fator de fragmentação familiar, que deixa jovens a deriva e sem a orientação devida, entregues a própria sorte, sem contar que se por um lado a sociedade atual é liberal ao extremo, por outro é repressora e impõe pesadas regras, numa contradição que costuma confundir quem não a conhece a fundo.

Como identificar e parar uma mente doentia e com planos macabros? Por mais que busquem respostas as autoridades não as têm. Uma solução seria banir todo tipo de violência frontal ou sugerida em qualquer tipo de diversão. Mas isto iria contra os princípios de liberdade pregados pela constituição americana, e que provocaria a gritaria de parte da população.

Enquanto não se acham os caminhos para coibir definitivamente tais tragédias, só resta aos Estados Unidos e ao mundo se perguntar onde acontecerá o próximo massacre e quantas pessoas morrerão. Este é o preço – caro – que se paga pelo liberalismo e tolerância com a violência em todos os níveis, que infelizmente é protagonizado por jovens que antigamente transgrediam fumando maconha e bebendo escondido dos seus pais.

Artigo escrito originalmente em novembro de 2007.

Todos os direitos reservados ao autor 

 

 

 

911 – Os filhos da América

In Comportamento on April 1, 2008 at 2:49 am

Jehozadak Pereira

A América é a terra e pátria dos ditos direitos humanos, tudo é permitido em nome das liberdades civis, desde declarar abertamente a opção sexual, que eles fazem questão absoluta de que isto fique patente e evidente, sendo possível ver nos carros adesivos com o arco-íris estilizado em vidros e pára-choques, sem contar os lugares onde a freqüência é de homossexuais – masculinos ou femininos – igualmente identificados pela bandeira multicolorida. Tempos atrás em passeatas, os homossexuais saíram com seus respectivos pares, para a indiferença da população americana.

Por vezes é possível encontrar pelas ruas, portas de escolas, metrô e ônibus com criaturas andróginas no modo de falar, de vestir, alguns com tantos piercings, brincos e alfinetes que as feições ficam disformes. E os cabelos? Pink, blue, green, entre outras tantas matizes. As idades? É possível identificar entre tantos alguns com onze, doze anos. E como fumam e bebem álcool! Diga-se que em muitos estados americanos tanto o fumo como a bebida alcoólica é proibida. Mas nunca os jovens e adolescentes americanos beberam e fumaram tanto como neste dias. Uma das filhas de George W. Bush, o presidente americano, foi multada pela polícia do Estado do Texas, por tentar comprar bebida alcoólica usando a identidade de uma amiga.

Em muitas escolas, é possível ver carros destruídos com os respectivos nomes dos adolescentes mortos em acidentes por causa da ingestão de álcool.

Outro dia, na cidade em que moro, um fato me chamou a atenção. Um garoto, talvez com catorze, quinze anos, estava fortemente escoltado por policiais armados, que conduziam o menino algemado nas mãos e pés, com as correntes passando pela cintura. Fiquei pensando qual foi o crime que aquele garoto cometeu? Conversando com algumas pessoas, inclusive americanos, fui informado que para que o garoto estivesse algemado daquele modo, o crime cometido foi muito grave, provavelmente assassinato ou tentativa, e se ele estava acorrentado daquele jeito, é porque o seu comportamento é agressivo e violento, além de perigoso. Certamente o menino ainda imberbe, se tiver cometido algo escabroso vai pagar a sua dívida com a sociedade até o último dia da sua pena.

É a lei.

A cada dia na América, mais jovens e adolescentes se envolvem em delitos, que vão desde dirigir sem a driver license – a carteira de motorista, tráfico de droga, porte ilegal de armas, violência – inclusive sexual, roubo, e assassinato entre outros tantos crimes. As estatísticas apontam que a cada ano a quantidade de crimes e contravenções praticadas por jovens e adolescentes é maior em relação ao no anterior.

Nas escolas as crianças são ensinadas a denunciar as autoridades eventuais maus tratos praticados por pais, mães, irmãos, parentes. Qualquer correção que deixe marcas é denunciada incontinenti. Tempos atrás eu conversava com um pastor de uma grande igreja, que me contou um caso muito interessante ocorrido com ele e sua filha. A menina, na época com doze/treze anos fez lá uma peraltice qualquer e o pai disse que ia corrigi-la. Qual não foi a sua surpresa ao ouvir da garota, que se ele atrevesse a toca-la ela ia ligar para o 911, para denunciá-lo às autoridades policiais. Não é preciso dizer que a reação do pai, foi à altura da insolência da menina, e ela foi devidamente corrigida e disciplinada. Onde ela aprendeu que devia denunciar a correção como violência doméstica?

Na escola.

Conheci um pai, que ao se separar da esposa, precisou corrigir fisicamente o filho de onze anos. No dia seguinte o menino comunicou a assistente social da escola que comunicou o fato ao departamento de polícia, que levou o pai à corte, e como conseqüência disto ele recebeu uma probation – restrição imposta pelo juiz, que no caso dele tinha de ficar por seis meses afastado do filho, não podia aproximar-se do menino por uma distância não inferior a 500 metros, e sequer podia telefonar ao filho. Onde ele aprendeu que tinha de denunciar o pai?

Na escola.

A grande e crucial questão é que os Estados Unidos, tem negligenciado a educação e correção dos seus filhos, e o que vemos são cenas chocantes, como a de Nathaniel Brazill, o adolescente de 14 anos que em 2000 assassinou seu professor de inglês com um tiro no rosto, na Flórida, e foi condenado a 28 anos de prisão. Quando deixar a prisão, aos 42 anos, Brazill – ainda terá de passar dois anos em prisão domiciliar e mais cinco em liberdade condicional. Neste período, terá de fazer cursos de “reinserção na sociedade”.

Brazill foi julgado como adulto. Em maio, o adolescente, que tinha 13 anos quando cometeu o crime, foi declarado culpado por homicídio em segundo grau (não premeditado).

Se o crime fosse de primeiro grau – premeditado, ele seria condenado possivelmente à prisão perpétua, ou ainda a tragédia na Columbine School, onde dois ensandecidos adolescentes mataram também a tiros treze pessoas, e por fim colocaram fim nas suas vidas. Poderia citar dezenas de casos de adolescentes americanos que cometeram assassinatos por motivos fúteis, ou sem uma motivação aparente, se bem que nenhum crime de morte é justificável.

Ao deixar para as autoridades a tarefa de educar seus filhos, o que vemos é uma sociedade exasperada e sem a devida paciência com a delinqüência, que não hesita em corrigir aplicando a força fria da lei. Que os digam os reformatórios juvenis e as penitenciárias cada vez mais lotadas. Num dos estados do sul dos Estados Unidos, um pastor foi preso por cerca de dezoito vezes. O seu crime? Pregar no seu púlpito que filhos devem ser corrigidos por seus pais, que os pais devem utilizar os preceitos bíblicos na correção dos seus filhos. O velho pastor foi denunciado por incitação a violência e a cada vez que é recolhido a penitenciaria estadual, faz questão de afirmar aos juizes que o condenam que mais importa obedecer aos preceitos bíblicos, e na última vez narrou um episódio que emocionou a todos.

Ele narrou a vida  de um assassino confesso condenado à morte, que em lágrimas, contou a sua triste história. O jovem com pouco mais de vinte anos, afirmou que seus pais negligenciaram o princípio bíblico, e a cada ameaça de correção ele discava o 911, o resultado estava ali diante dele – um condenado à morte. Por isso o velho pastor insistia em pregar a palavra. 

Logicamente que há as exceções, existem pais que educam seus filhos de modo adequado e segundo os padrões bíblicos, mas parte considerável de gerações tem-se perdido por causa da severidade das leis de proteção aos jovens e adolescentes.

O quadro atual é o de uma geração que se assoma sem a devida atenção de pais e mães, que está à mercê das autoridades, que somente aplicarão o preceito legal. O resultado é que temos visto, atrevimento, insolência, falta de regras e de educação, ausência de preceitos hierárquicos, uma geração sem limites que não respeita absolutamente nada.

Esta é uma geração que tem sido criada sob os auspícios do famoso 911, que não hesita em punir quem corrige os seus filhos, a pretexto de os proteger. Mas é este mesmo 911 que será chamado para corrigir os delinqüentes de hoje que ontem protegeu. Uma sociedade permissiva e indulgente que já começa a se questionar sobre tanta liberalidade na educação dos seus filhos.

É o preço que a América tem pago. Um preço caro. Muito caro. Será que vale a pena?

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