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Criando filhos da maneira certa

In Comportamento on August 21, 2009 at 3:01 am

Jehozadak Pereira

Não bata. Discipline.

Não acostume a criança com gritos. Fale com voz audível.

Mostre para a criança quem manda de fato. Você.

Não corrija a criança com beliscões, puxões de orelha ou safanões.

Não bata na cara da criança, isto faz com que ela se sinta humilhada.

Se a criança errou, tire privilégios dela.

Nunca corrija a criança fisicamente, na hora da raiva. Você pode se exceder.

Não aceite interferências na educação dos seus filhos.

Se prometeu castigar a criança, faça.

Converse bastante com seu filho.

Ambos vão ganhar com isto.

Seja o melhor amigo ou amiga do seu filho

Ame seus filhos. Você só tem a ganhar com isto.

A negligência é o pior crime que uma criança pode sofrer.

Todos os direitos reservados ao autor

Pais folgados, filhos estressados

In Comportamento on April 29, 2009 at 4:30 pm

Jehozadak Pereira

Outro dia ouvi uma coisa interessante. Uma menina de sete anos de idade desabafou diante de todos que já não agüentava mais tantos compromissos que sua mãe havia arrumado para ela.

Balé, natação, inglês, informática, futebol, tênis, e outras tantas atividades que as crianças sequer podem suportar.

- Eu quero brincar! Disse a pequena menina, num lamento choroso e confuso. Sua mãe para se livrar das obrigações e da tarefa de ter de educar e amparar a menina arrumou tantos compromissos para ela que sequer lhe sobrava tempo para ser o que ela queria de fato ser – uma criança de sete anos, vivendo como uma criança de sete anos.

Muitos pais passaram nas suas infâncias, adolescência e juventude privações e vontades que buscam dar aos seus filhos aquilo que eles não tiveram.

Por isso enchem seus filhos de compromissos e tarefas que eles sequer podem suportar. Há crianças que tem agendas lotadas, são tantas festas e compromissos que são lhes impostos que eles não conseguem compreender direito o que se passa.

Em paralelo a tudo isto, vemos que pais são de sobremodo atarefados que também não lhes sobra tempo para dedicarem-se aos seus filhos como deveriam dedicar-se.

Nos nossos dias, é comum além do homem a mulher trabalhar fora, pois para terem um padrão de vida melhor é necessário que ambos trabalhem, antes os homens eram os únicos provedores do lar, hoje não, a tarefa é partilhada com as mulheres, quando não são elas que mantém a casa.

Com isto a rotina dos filhos é profundamente alterada. Mas e aquelas famílias cujas mães não trabalham fora?

Para muitos ter filhos é um suplício, e não fazem questão de esconder isto de ninguém. Daí arrumarem múltiplos afazeres para se livrarem dos filhos.

Há crianças que são submetidas a pressões cada vez maiores, no sentido de que sejam os melhores em tudo o que fazem. Se o menino joga futebol, ele deve forçosamente ser o melhor de todos. Se a menina faz balé, deve ser a que melhor dança. Se as notas na escola são boas, devem na opinião dos pais ser as melhores notas da turma.

Sem contar que pais não dedicam aos seus filhos o tempo que deveriam dedicar. Estão sempre envolvidos em algum projeto pessoal que exclua os seus filhos. Nas nossas igrejas é muito comum vermos isto, homens e mulheres que fazem do seu sacerdócio o bem estar dos outros abandonando suas famílias, especialmente seus filhos, relegando-os a um segundo ou terceiro plano nas suas vidas.

Sem contar que há mães e pais que nas suas horas de lazer empurram seus filhos para a companhia de outras crianças ou os tais muitos afazeres para se livrar deles.

Observe a sua volta e veja quantas crianças há que não conseguem se concentrar em nada, e que choram o tempo todo num lamurioso pedido de socorro, que os pais teimam em não enxergar. E os pais que excluem deliberadamente seus filhos das suas vidas? Se o pai vai jogar futebol, leve o filho junto, ou se a mãe vai ao cabeleireiro, porque não levar a filha a tiracolo?

Principalmente na América os filhos são mais apegados a baby sitter, ou aos professores do que aos pais. Privar os filhos do convívio com os pais, é legar-lhes desprezo e falta de cuidado. Vivemos na era dos filhos solitários e jogados pelos cantos abatidos pela falta de cuidado e atenção adequados e a mercê da negligencia dos seus pais. E não estou falando de pais separados não, estou falando de famílias que em tese moram sob o mesmo teto.

Mesmo que sua vida seja atarefada e cheia de compromissos, tire horas diárias e mostre aos seus filhos o quanto eles são importantes para você pai e mãe.

Certa vez ouvi uma história interessante, de um pai que deu ao filho um brinquedo muito caro. Ao receber a visita de um amigo ele se gabou de poder trabalhar para dar ao pequeno menino o valioso presente, só que o moleque deixou o carrinho de lado e brincou o tempo todo com a caixa. O que isto significa? Mostra que a criança não quer nada rebuscado, ou mesmo ficar com a babá e ter a sua disposição uma geladeira cheia de guloseimas ou ainda, ou armário cheio de presentes caros, dos quais elas preferem as caixas.

Criança e filhos querem colo, carinho, amor e atenção, mesmo que seja só um pouco por dia. Pensem nisto.

 Copyright©2004 – todos os direitos reservados ao autor – setembro/2004.  

Filhos. Por que tê-los?

In Comportamento on July 10, 2007 at 4:11 pm

Foi lançado na França o livro No Kids – Quarenta razões para não ter filhos, onde Corinne Maier chama de “aspiração idiota” o desejo de ter filhos. Um dos absurdos do livros – entre outros tantos, diz que se for para sustentar um parasita, que se opte por um gigôlo. No entranto, ter filhos é uma aspiração de muita gente pelo mundo afora.

Enquanto alguns casais buscam a maternidade, em outras partes do do mundo é possível ver a diminuição de nascimentos. Desde o fim do comunismo a população da Rússia vem diminuindo cerca de 700 mil pessoas por ano – perdeu cerca de 6 milhões de habitantes; a Itália enfrenta uma crise de natalidade que causa preocupação das autoridades e países como a Alemanha e França enfrentam os mesmos problemas.

Nestes países a medida que a população vai envelhecendo, não há nascimentos suficientes para o aumento da expectativa de vida e para o aumento cada vez maior da população de idosos. O Japão é outro país que vê a sua população diminuir a cada novo ano. As previsões são de que a população diminua em 43 milhões de pessoas até 2050 – hoje são cerca de 143 milhões.

Os reflexos disto são visíveis em muitos lugares. 28% da população americana – 300 milhões de pessoas, têm menos de 20 anos, contra 20% na França e na Alemanha e 19% na Itália e no Japão. Já no Brasil são 36% da população. As autoridades fazem previsões de que estes jovens – na faixa dos 20 anos – se tornem pais com a idade média de 27 anos, trazendo uma perspectiva sombria para os países desenvolvidos. Até a década de 70 a média de idade era de 22 anos. Na mesma década de 70 um casal tinha em média quatro filhos, hoje eles dois filhos – considerando os países desenvolvidos, o que contribui para perspectivas sombrias no futuro. Uma outra tendência é a de que cada vez mais pessoas, principalmente na Europa, opte por ter animais de estimação em vez de filhos, ou ainda tê-los mais tarde, depois dos 30, anos.

A queda dos índices demográficos são evidentes também na Espanha, que registrou nos últimos dez anos os menores indicadores da sua história. Aliás, a queda dos índices de natalidade é um fenômeno que tem implicações sérias na economia dos países desenvolvidos. Em contrapartida, nos países em desenvolvimento os índices de natalidade são altíssimos, o que faz com que os respectivos índices de mortalidade sejam também elevados. Já na China ter mais de um filho é ser penalizado pelo estado que controla a natalidade com mão de ferro, pois a preocupação é a explosão demográfica. Uma outra característica da China, é que os filhos são na maioria das vezes criados pelos avós, pois os pais invariavelmente trabalham fora. Na contramão, a Itália oferece vantagens, como o pagamento do parto e de oferecer ajuda para quem quiser ter mais de um filho.

A concepção é buscada por uns e rejeitada por outros. Sofia Loren, a belissíma atriz italiana certa vez disse que ser mãe é padecer no paraíso, para justificar o peso da maternidade, talvez, porque os filhos lhe davam trabalho ou pelos quilos extras advindos da gravidez. Mesmo assim, Sofia teve dois filhos.

Se por um lado a opção de não ter filhos é colocada em prática por muita gente, a maternidade tem sido uma busca constante por casais de todas as idades e lugares.

São meninos e meninas cada vez maiores – e com saúde, mais belos e mais inteligentes do que as crianças que nasciam há 20 anos.

Para as mães e pais, os filhos são a reafirmação dos sonhos e de ver neles realizado tudo aquilo que um dia sonharam para si mesmos. Mais importante ainda é saber que estes filhos de brasileiros nascidos na América terão a oportunidade que seus pais não tiveram, pois as portas não estarão fechadas para eles, como muitas vezes estão para os seus pais.

São pais, que não ligam para nenhum obstáculo, como a idade ou para qualquer outra adversidade – os milhares de pessoas que optam por ter filhos, mesmo sabendo que o mundo tem se tornado um lugar cada vez mais difícil de se viver a cada ano que passa.

Enquanto uns optam por ter filhos, outros desprezam o privilégio da maternidade e da paternidade, seja por evitá-los por métodos contraceptivos ou por optar irresponsavelmente pelo aborto.

Pais confusos, filhos problemáticos

In Comportamento on July 5, 2007 at 12:49 am

De quem é a culpa de jovens aparentemente dóceis se transformarem em assassinos? Se formos remontar a cada uma destas histórias vamos encontrar toda sorte de coisas que aconteceram dentro das casas de cada um.

Tempos atrás eu conversei longamente com um jovem de quinze anos de idade. Durante toda a conversa ele olhou para o chão. Poucas vezes me encarou. O nosso bate-papo girou em torno de família, profissão, igreja, conversão, etc. Em determinada altura, eu lhe perguntei quais eram as suas perspectivas de vida futura.

Surpreendentemente ele me respondeu que nenhuma, e continuou dizendo que embora não sabendo o que fazer, ele não queria ser igual ao seu pai e sua mãe. Curioso, eu indaguei dele o porque.

Como que se tivesse provocado uma reação química, ou explosiva, o rapaz desandou a falar, e contou-me coisas espantosas. Disse das práticas do seu pai e dos costumes da sua mãe. Falou da falta de compromisso com Deus de seu pai. Disse que o pai na igreja era uma coisa e em casa, outra. Contou que sua mãe, que era líder das senhoras na igreja, em casa era uma insana, segundo as suas palavras. Brigava o tempo todo, falava da vida de todo mundo, e não suportava a vida doméstica.

Do pai, falou da personalidade fraca e confusa, das crises de depressão por causa do sucesso dos tios, e amigos, da instabilidade profissional, e de uma série de outras coisas.

Fiquei pasmo diante do desabafo do jovem. Ele queria ser tudo, menos igual ao pai e a mãe. Aquela conversa não me saiu da cabeça por um bom tempo. De que forma e modo eu poderia interagir com aquele jovem? Ou mesmo com aqueles pais? Pus-me então, a observar ao meu redor o quanto às pessoas, especialmente certos pais disfarçam seus comportamentos em público. Pais que em casa junto com a família tem uma postura e na sociedade uma outra completamente diferente.

Personalidades fracas, casamentos fracassados, palavras dúbias, mentiras, ciúmes, falsidade, uma prática cristã vivida de qualquer modo, falta de compromisso com as coisas de Deus, tratamento áspero com cônjuges e filhos.

Certa vez, eu fui à cadeia de Cuiabá com um amigo advogado. Lá pelas tantas, um grupo de evangélicos chegou para o culto dominical. Conversando com o capitão responsável pela guarda ele afirmou que havia lá dentro um grupo de mais de cem crentes. A imensa maioria deles filhos de pais crentes, e que haviam enveredado pelo crime, como uma forma de escapar da vida em que seus pais levavam.

Outro dia eu li um livro, onde o autor afirma, que sua igreja faz um trabalho de atendimento a mendigos, bêbados e pessoas que vivem como indigentes, e para espanto deles grande parte destas pessoas são de desviados ou filhos de crentes.

Filhos que esperavam de seus pais alento, carinho, atenção, mas que não tendo nada disto foram buscar estas coisas em outros lugares e acabaram nas sarjetas ou nas cadeias da vida. E aqueles que por falta de coragem não enveredam pelos caminhos maus, mas que não querem jamais saber do Evangelho?

Há pais tão confusos, que jamais sabem o que fazer diante de determinadas situações. Pais que permitem que seus filhos briguem entre si, e acham que isto é normal, e o que é pior – às vezes até incentivam tais comportamentos. Não sabem que contribuem para que seus filhos cresçam sem limite algum. Se brigarem com seus irmãos, vão certamente brigar com todos pela vida afora, e vão sempre achar que é a coisa mais normal do mundo.

Serão eternas vítimas de pais confusos. Por conta desta confusão muitos filhos fazem dos seus pais reféns e escravos das suas vontades. Uma vez uma mãe veio conversar comigo dizendo que apanhava da sua filha. Aquela mãe não me parecia tão velha, embora aparentasse sofrimento e pesar nas suas atitudes. Indaguei sobre a idade da filha – catorze anos – e ela era agredida desde que a menina tinha dez anos. E as agressões eram cada vez mais constantes e ela já não sabia o que fazer. Denunciar a menina? Reagir? Mandar para a casa de parentes? Ela não sabia o que fazer, o que a tinha assustado ainda mais, era que a caçula de nove anos, dias antes, havia tomado a mesma atitude da irmã mais velha e a agredido também.

Esta rotina – de pais agredidos – por filhos é uma constante e acontece com uma freqüência além do que pensamos ou imaginamos. Perguntei então a mãe agredida como havia sido a infância da sua filha. Possessiva. A menina era extremamente possessiva com as suas coisas. No seu relato ela dizia que já aos três anos de idade a menina tinha crises de choro e se jogava no chão cada vez que era contrariada.

Se não gostava da comida, jogava o prato no chão. Se os pais estavam assistindo determinado programa de televisão que ela não gostava, simplesmente ela mudava de canal e se houvesse reação, certamente ela quebraria o controle remoto, ou o que estivesse ao alcance da sua mão.

Há um outro componente importante nesta história toda. Quantos filhos fazem igual com seus pais, e estes complacentemente aceitam tais comportamentos.

Filhos hoje se tornaram tiranetes que não hesitam em partir para o confronto com seus pais ao menor sinal de contrariedade. Filhos possessivos, que se tornam agressivos. Uma das teorias perversas é a de que filhos não devem ser castigados fisicamente. A psicologia introjetou na mente da humanidade de que, se uma criança for corrigida ela vai ficar traumatizada e com seqüelas pelo resto da vida.

É só ver o quanto de crianças, jovens e adolescentes que vão aos psicanalistas para fazer análise e tentar com isto corrigir os seus desvios de personalidade. Crianças egoístas, prepotentes, antipáticas, irascíveis, insolentes, caprichosas, desobedientes, que jamais aceitam um não como resposta, e que exigem dos seus pais que cada vontade sua seja cumprida a risca.

É só ver os motivos pelos quais Suzane von Richthofen tramou a morte dos seus pais. Contrariada porque eles proibiam seu namoro, ela não hesitou em eliminar quem lhe impedia as vontades, mesmo que fossem seus pais.

É necessário dizer que se crianças, jovens e adolescentes ocupam espaços que não lhes pertencem é porque seus pais assim o permitiram e aceitaram passivamente. Falta a determinados pais coragem de confrontar seus filhos, de os colocar nos seus devidos lugares, e com isto sofrerão mais tarde.

A incapacidade destes pais passa por diversos fatores. Desajuste familiar, trabalho em excesso, outras prioridades que não a família, superproteção, sem contar que os tempos são outros. Anos atrás, crianças com sete, oito anos não tinham acesso a computadores ou jogos eletrônicos. Hoje qualquer escola tem computadores a disposição dos seus alunos, e os jogos eletrônicos estão presentes em muitos lares. Outro fator de desenvolvimento mental e intelectual de crianças é a televisão. Sem contar que muitos pais estão parados no tempo e no espaço, não progrediram como deveriam, dai são presas fáceis dos seus filhos.

O resultado de tudo isto, são crianças, jovens e adolescentes desprovidos de todo tipo de educação possível. Querem ver a confirmação disto? Perguntem na escola que há na sua rua ou na próxima esquina para qualquer professor, como é o comportamento dos alunos. Não se surpreenda com as respostas, mesmo se seu menino ou menina estiver entre eles.

Pequenos tiranetes e ditadores, que não hesitam em fazer dos seus pais meros joguetes nas suas mãos, que fazem chantagem quando contrariados, que xingam e humilham seus pais, quando não os agridem. Diante deste quadro é esperar cada dia pelo pior.

É só ver o quanto de crianças, jovens e adolescentes que estão dentro das nossas casas, nos nossos vizinhos ou dentro das nossas igrejas estão à mercê das suas inexperiências e fazendo prevalecer os seus caprichos, sendo alimentados do que de pior há na atualidade, em termos culturais, vão padecendo sob os auspícios de uma psicologia humanista, da indiferença e do desleixo.

Diante disto só nos resta esperar pelo pior.