Jehozadak Pereira.com

Saudades do Jairo

Posted on: September 28, 2006



Meu irmão Jairo, morreu no dia 29 de setembro de 2004. Deixou – muitas – saudades, e muitas histórias para contar. Quando ele morreu eu escrevi esta crônica que esta publicada no meu site – jehozadakpereira.com, e que reproduzo aqui.

Uma pipa no céu

Adeus ao Jairo

Sempre que eu ver um menino – pequeno ou grande – empinando uma pipa, vou lembrar do Jairo – um dos meus irmãos.

Vou lembrar também dele atazanando meus filhos, quando estes eram pequenos colocando apelidos e os irritando para poder rir a vontade. Mas meus filhos nem ligavam, pois estavam sempre à volta do tio, até a próxima seção de brincadeiras, num círculo vicioso ao mesmo tempo irritante, divertido e inesquecível.

Vou lembrar também dos beijos e abraços que ele – grandalhão – me dava cada vez que nos encontrávamos.

Vou lembrar das incontáveis vezes que ele dizia que me amava, sempre que nos falávamos.

Vou lembrar que para ele, rir e chorar eram coisas comuns, na mesma intensidade e paixão que defendia cada um dos seus.

Vou lembrar dos pequenos gestos, que às vezes passava imperceptível à maioria dos olhos, mas, que para mim marcou bastante.

Um dia ele achou uma caneta valiosa. Alguém quis comprar a caneta dele, mas resoluto, disse que a caneta se parecia comigo, e hoje a tenho como um troféu precioso, da qual não me desfarei jamais.

Hábil artesão que fazia as suas pipas, que voavam e encantavam, parecendo brinquedos perfeitos que ele fazia a exaustão.

Sempre que eu ver um menino – pequeno ou grande – empinando uma pipa, vou lembrar do Jairo.

Jairo Pereira, morreu dia 29 de setembro aos 40 anos depois de uma longa enfermidade.

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3 Responses to "Saudades do Jairo"

[…] dois anos morreu o Jairo, o meu quinto irmão. Ele deixou saudades, e é impossível não lembrar dele todos os dias. Tem […]

Muito legal mesmo este texto. Uma mente super criativa de um escritor jamais poderia escrever algo tao lindo como um relato real da vida de alguem. Isso mostra que o maior escritor sempre foi e sera Deus; o qual ja escreveu-e continua a escrever-bilhoes de lindas historias.

Feliz é quem tem boas lembranças e a certeza de um amor incondicional. Tantas lembranças que estão guardadas no coração, o amor entre irmãos jamais se acabará e sempre haverão meninos pequenos ou grandes a correr pelos parques, encantados com suas pipas coloridas embaladas pelo carinho do vento. São lembranças que nem o tempo poderá apagar do seu coração. Parabéns pela crônica.

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