Jehozadak Pereira.com

O aborto nos Estados Unidos – legal; mas moral?

Posted on: May 28, 2007


Os Estados Unidos é a pátria dos direitos civis, e a sua constituição é uma das mais suscintas e práticas do mundo. Nela tudo é permitido e ninguém deve ser impedido de fazer o que queira, desde que não atinja o direito do próximo. Diz-se que o americano tem uma enorme facilidade de transformar divergências em demandas. Por direito cívil entenda-se abortar.

A questão sempre foi e é espinhosa, e desde que foi encampada pelo movimento feminista que defende o direito de a mulher abortar, enquanto que os oponentes dizem que o aborto põe fim a uma vida, e que o aborto é uma forma de matar um ser humano. Mas, alguns estados americanos deixam para cada uma o direito de optar pelo aborto ou não.

Como mostramos na edição passada, a discussão vem de décadas passadas e está longe de um final que contente todo mundo – prós e contras. Se levarmos em conta que a sociedade americana é um tanto quanto permissiva no trato das questões sexuais, o aborto nada mais é do que o reflexo desta liberalidade. A mulher americana via de regra, é no mundo todo quem mais cedo se inicia sexualmente, e nem sempre com os devidos cuidados e a devida orientação.

O resultado disto é qua a cada ano um milhão de adolescentes americanas engravidam, gerando um custo de US$ 25 bilhões em programas médicos-hospitalares e de alimentação que são bancados integralmente pelo governo. São adolescentes que desprezam qualquer método de prevenção – preservativos e meios anticoncepcionais – e que estão sujeitas a doenças sexualmente transmissíveis.

História do aborto nos EUA
Em 1973, a texana Norma McCorvey que ficou conhecida como Jane Roe, recorreu a Suprema Corte pelo direito de abortar. Até então, o aborto era considerado crime nos Estados Unidos, e Roe que era solteira, pobre, drogada e maltratada não sabia direito quem era o pai do seu filho. Ironicamente, embora tenha ganhado o direito de abortar, Roe não chegou a abortar, e depois de se converter ao catolicismo tornou-se uma ferrenha opositora do aborto, e hoje luta para que o aborto seja criminalizado novamente.

Jane Roe, recorreu a Suprema Corte, porque o Texas punia com até cinco anos de prisão quem fizesse o aborto, e com a demora da decisão a Suprema Corte estendeu o direito a todos os estados americanos.

Prós e contras
Desde então a discussão interminável entre prós e contras domina a sociedade americana. Os argumentos são inúmeros e vão desde afirmar que a mulher tem o direito de optar por interromper uma gravidez indesejada até tirar dela a decisão. O tema tem diversos aspectos – éticos, morais, médicos, científicos, jurídicos, religiosos e políticos – aqui como razões de estado, como controle de natalidade. Há quem veja nesta razão uma imposição dos países ricos que querem impor aos países pobres uma política de controle da população.

A decisão tomada em 1973 pela Suprema Corte ainda repercute com força pois provoca reações na sociedade, principalmente entre os religiosos americanos, que movem mundos e fundos a favor da probição definitive. A discussão é espinhosa e promete durar por muitos anos ainda, até que seja respondida a principal questão – o aborto é legal, mas é moral?

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9 Responses to "O aborto nos Estados Unidos – legal; mas moral?"

Jeozadack,aguarde minha visita para termos uma conversa de homem para homem em Julho.

Meu Deus! Quanto mais eu oro, mais assombração me aparece. Vade retro Bozo!

por quê aborto ´foi declarado legal ai no seu país

eu queria que voce colocasse uma reportagem sobre o aborto na rússia, pq na minha escola tem um trabalho e cada um representa um país e um comite. O meu comite é O.M.S e o meu país é a Rússia e eu tenho que debataer com os outros países colocando o ponto de vista do meu país, pq é, ou pq não é contra o aborto.
Se conseguir aluguma coisa por favor, me mande por e-mail.
obrigada

aborto é um absudo!matar uma pessoa que vai nascer!e justo no texas que é um estado do bible belt que é a ragião que se concenta a maior parte da população protestante praticante dos eua,e ainda e o estado que mais se respeita os valores cristãos,mais essa dai deve ter sido uma exerção!

O Aborto é um crime, contra um ser que não pode se defender! T.T

O aborto é uma questão muito particular e íntima de cada mulher, de cada momemnto ou contexto que ela esteja passando. Não vamos julgar ou simplesmente “atirar verdades” num campo de senso critico comum num discurso “x ou y”. Cada caso é um caso, e cabe a cada um de nós analizarmos com amor e sensatez cada circunstância.

Harlane Rodrigues.

Não é possível ignorar que a concepção é regida por um plano superior, que a determina ou não. Interromper qualquer gravidez é interferir nessas determinações. A cada ser humano, porém, foram dadas capacidade de raciocínio e livre arbítrio, e não cabe a ninguém o direito de interferir em suas decisões íntimas. As transgressões que cada um de nós cometer serão julgadas nesse plano superior, perfeito e justo.
Sempre haverá quem consiga questionar essas afirmações, enfileirando argumentos derivados de interesses diversos, e isso,como em relação a todos os demais direitos que esse plano superior nos deu, será da responsabilidade de cada um e terá suas consequências.

boa noite, acho que é mais as tendências mentais da pessoa ou das pessoas que fazem o aborto que são analisadas por Deus

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