Jehozadak Pereira.com

Filhos. Por que tê-los?

Posted on: July 10, 2007


Foi lançado na França o livro No Kids – Quarenta razões para não ter filhos, onde Corinne Maier chama de “aspiração idiota” o desejo de ter filhos. Um dos absurdos do livros – entre outros tantos, diz que se for para sustentar um parasita, que se opte por um gigôlo. No entranto, ter filhos é uma aspiração de muita gente pelo mundo afora.

Enquanto alguns casais buscam a maternidade, em outras partes do do mundo é possível ver a diminuição de nascimentos. Desde o fim do comunismo a população da Rússia vem diminuindo cerca de 700 mil pessoas por ano – perdeu cerca de 6 milhões de habitantes; a Itália enfrenta uma crise de natalidade que causa preocupação das autoridades e países como a Alemanha e França enfrentam os mesmos problemas.

Nestes países a medida que a população vai envelhecendo, não há nascimentos suficientes para o aumento da expectativa de vida e para o aumento cada vez maior da população de idosos. O Japão é outro país que vê a sua população diminuir a cada novo ano. As previsões são de que a população diminua em 43 milhões de pessoas até 2050 – hoje são cerca de 143 milhões.

Os reflexos disto são visíveis em muitos lugares. 28% da população americana – 300 milhões de pessoas, têm menos de 20 anos, contra 20% na França e na Alemanha e 19% na Itália e no Japão. Já no Brasil são 36% da população. As autoridades fazem previsões de que estes jovens – na faixa dos 20 anos – se tornem pais com a idade média de 27 anos, trazendo uma perspectiva sombria para os países desenvolvidos. Até a década de 70 a média de idade era de 22 anos. Na mesma década de 70 um casal tinha em média quatro filhos, hoje eles dois filhos – considerando os países desenvolvidos, o que contribui para perspectivas sombrias no futuro. Uma outra tendência é a de que cada vez mais pessoas, principalmente na Europa, opte por ter animais de estimação em vez de filhos, ou ainda tê-los mais tarde, depois dos 30, anos.

A queda dos índices demográficos são evidentes também na Espanha, que registrou nos últimos dez anos os menores indicadores da sua história. Aliás, a queda dos índices de natalidade é um fenômeno que tem implicações sérias na economia dos países desenvolvidos. Em contrapartida, nos países em desenvolvimento os índices de natalidade são altíssimos, o que faz com que os respectivos índices de mortalidade sejam também elevados. Já na China ter mais de um filho é ser penalizado pelo estado que controla a natalidade com mão de ferro, pois a preocupação é a explosão demográfica. Uma outra característica da China, é que os filhos são na maioria das vezes criados pelos avós, pois os pais invariavelmente trabalham fora. Na contramão, a Itália oferece vantagens, como o pagamento do parto e de oferecer ajuda para quem quiser ter mais de um filho.

A concepção é buscada por uns e rejeitada por outros. Sofia Loren, a belissíma atriz italiana certa vez disse que ser mãe é padecer no paraíso, para justificar o peso da maternidade, talvez, porque os filhos lhe davam trabalho ou pelos quilos extras advindos da gravidez. Mesmo assim, Sofia teve dois filhos.

Se por um lado a opção de não ter filhos é colocada em prática por muita gente, a maternidade tem sido uma busca constante por casais de todas as idades e lugares.

São meninos e meninas cada vez maiores – e com saúde, mais belos e mais inteligentes do que as crianças que nasciam há 20 anos.

Para as mães e pais, os filhos são a reafirmação dos sonhos e de ver neles realizado tudo aquilo que um dia sonharam para si mesmos. Mais importante ainda é saber que estes filhos de brasileiros nascidos na América terão a oportunidade que seus pais não tiveram, pois as portas não estarão fechadas para eles, como muitas vezes estão para os seus pais.

São pais, que não ligam para nenhum obstáculo, como a idade ou para qualquer outra adversidade – os milhares de pessoas que optam por ter filhos, mesmo sabendo que o mundo tem se tornado um lugar cada vez mais difícil de se viver a cada ano que passa.

Enquanto uns optam por ter filhos, outros desprezam o privilégio da maternidade e da paternidade, seja por evitá-los por métodos contraceptivos ou por optar irresponsavelmente pelo aborto.

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