Jehozadak Pereira.com

Violência e abuso contra crianças

Posted on: August 17, 2007


Marcelo casou com Solange que havia sido casada com Carlos um porto riquenho de Carolina, com quem teve Miguel, o Miguelito. Depois de dois anos de separação Solange conheceu Marcelo na igreja e após um ano de namoro se casaram. Tudo ia bem entre eles até que nasceu Letícia, para desgosto de Miguelito, que com 10 anos era mimado pela mãe e companheiro de futebol de Marcelo. O comportamento de Marcelo mudou em relação ao menino, e a sua atenção era agora totalmente dedicada a pequena menina.

A harmonia da família foi se deteriorando aos poucos e as broncas iniciais logo se tornaram em beliscões, trancos e puxões de cabelo. Logo, Marcelo estava batendo na cara de Miguelito até que um dia o menino comunicou uma das professoras na escola e a polícia foi acionada. O resultado foi a condenação a prestação de serviços comunitários e a entrega da guarda de Miguelito para o pai.

A Corte impôs uma probation de um ano para Marcelo e recomendou acompanhamento psicológico para a criança pelo mesmo período. Este fato não é isolado e reflete circunstâncias presentes em muitos lares, onde crianças são as vitímas do abuso e da violência.

Grande parte das crianças e adolescentes são abusadas por parentes de primeiro grau – avôs, pais, tios e irmãos, depois por primos e padrastos, especialmentge por estes últimos que veêm nos filhos dos companheiros, rivais com quem não querem dividir atenção e carinho. Depois – e principalmente – quem mais abusa são pessoas que estão inseridas no convívio familiar, e por isso gozam de confiança – e são estes os quem mais cometem abuso sexual.

Na maioria das vezes o agressor sexual é pessoa do convívio familiar e social da criança. Maria, descobriu que seus filhos eram fotografados pelo próprio pai que vendia as imagens na internet. A menina com oito anos fora manipulada de tal forma que somente depois de muito custo e insistência da terapeuta admitiu as práticas do pai. A cada seção de fotos a que era submetida ganhava doces, roupas e brinquedos, e era lembrada de que não devia contar nada para ninguém, especialmente sua mãe. Já o irmão de quatro anos era fotografado e filmado desde um ano de idade. Maria descobriu tudo ao acessar um arquivo de fotos que o marido havia esquecido aberto e precisou ser internada por causa do abalo sofrido.

Há casos registrados no mundo de crianças que foram adotadas, sofrerem abusos sexuais por parte de quem as adotou, e que fotos e filmes destas crianças circularam entre pedófilos do mundo todo. Fora do círculo familiar, os maiores violadores são professores, amigos, conhecidos, que tornam a criança cúmplice, imputando a elas a responsabilidade de não contar nada a ninguém. Fisicamente o crime de abuso sexual muitas vezes é difícil de ser evidenciado, restando ao abusado as seqüelas emocionais e psicológicas, que invariavelmente vai carregar pela vida toda.

O maior escândalo sexual da história americana foi protagonizada por padres e sacerdotes da igreja católica, principalmente no Estado de Massachusetts. Um dos acusados foi o padre John Geoghan, que abusou de mais de 130 garotos durante 30 anos sem que fosse afastado ou advertido por seus superiores imediatos. Geogham chegou certa vez a abusar de um menino de quatro anos. Cada vez que era descoberto ou apanhado, era transferido de cidade e a coisa ficava por isto mesmo. Um dos protetores de Geoghan era o cardeal Bernard Law, que foi afastado das suas funções pelo papa João Paulo II.

O caso abalou a comunidade católica nos Estados Unidos e trouxe na sua esteira dezenas de outros casos semelhantes, envolvendo sacerdotes católicos. Foi condenado a dez anos de cadeia por um dos crimes e em 2003, foi espancado com brutalidade e assassinado por Joseph Druce, quando cumpria sua pena de prisão, em Shirley, Massachusetts. Por ocasião do seu julgamento descobriu-se que a arquidiocese de Boston, havia gasto cerca de US$ 10 milhões em indenizações com acordos extrajudiciais com outras vítimas de Geoghan.

Dicas & Conselhos
Desconfie de amizades repentinas de seus filhos com pessoas mais velhas;

Questione presentes e valores em dinheiro que seus filhos ganhem sem motivo aparente;

Não deixe seus filhos a sós com pessoas que demonstrem carinho e atenção excessivos;

Fique atento a mudanças bruscas de comportamento dos seus filhos, especialmente choro, agressividade e introspecção – estas características podem significar problemas;

Verifique as páginas e sites visitados por seus filhos na internet;

Verifique arquivos e e-mails trocados por seus filhos;

Verifique se há sinais de sangue nas roupas íntimas dos seus filhos;

Se tiver dúvidas de que seus filhos estão sendo abusados emocional e sexualmente, busque ajuda especializada, inclusive das autoridades policiais;

Proteja, ampare e ame seus filhos se eles forem abusados ou molestados. É a melhor forma de minorar o sofrimento.

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