Jehozadak Pereira.com

Pedofilia – o pior dos flagelos

Posted on: August 23, 2007


A arquidiocese de Boston, foi abalada por um escândalo que tinha como protagonista o sacerdote John Geoghan, que era acusado de molestar sexualmente mais de 130 crianças em trinta anos de trabalho em paróquias diferentes. Foi condenado a dez anos de cadeia por um dos crimes e em 2003, foi espancado com brutalidade e assassinado por Joseph Druce, quando cumpria sua pena de prisão, em Shirley, Massachusetts. Por ocasião do seu julgamento descobriu-se que a arquidiocese de Boston, havia gasto cerca de US$ 10 milhões em indenizações com acordos extrajudiciais com outras vítimas de Geoghan.
O caso abalou a comunidade católica nos Estados Unidos e trouxe na sua esteira dezenas de outros casos semelhantes, envolvendo sacerdotes católicos.

Recentemente o julgamento de Michael Jackson, revelou detalhes sórdidos das suas predileções sexuais por meninos. Para se ter uma idéia de como as atitudes de Jackson mexeram com a opinião pública, a lei na Califórnia foi modificada a partir de um outro caso rumoroso que o pop star esteve envolvido em 1993, onde um acordo milionário estimado em US$ 25 milhões pôs fim a acusações de Jackson havia molestado sexualmente um garoto. O acordo garantia que os detalhes do caso jamais seriam revelados. A partir dai casos semelhantes não poderiam mais ser objeto de acordos financeiros, e teriam de forçosamente ser levados as cortes.

Incansável, o promotor Thomas Sneddon, ofereceu acusação contra o cantor, que foi acatada pelo juiz Rodney Melville, da Corte de Santa Maria, na Califórnia. O pretexto para a acusação foi o polêmico documentário “Living With Michael Jackson” – Vivendo com Michael Jackson, do jornalista britânico Martin Bashir, onde o cantor admitia ter dividido a cama com crianças.

O documentário exibido em horário nobre na televisão americana mostrava Jackson ao lado do menino, cuja mãe acusava-o de abuso sexual. A repercussão mundial do julgamento de Michael Jackson, traz a tona os esforços das autoridades do mundo todo contra a pedofilia. Por mais que se caçe, prenda, reprima a pedofilia, sempre haverá pedófilos a solta para abusar sexualmente de crianças. Apesar de todos os esforços da promotoria Michael Jackson, foi inocentado de todas as acusações – conspiração, extorsão, seqüestro e abuso, foram as principais – pelo juri composto por oito mulheres e quatro homens – todos brancos. As decisões de inocentar Jackson das dez acusações foram unânimes.

Os rumores de que Jackson é pedófico circulam há anos, e os advogados de acusação classificaram o cantor de predador e pervertido sexual.

A mãe do acusador de Jackson foi mostrada como uma oportunista que se aproveitou da ingenuidade do cantor para tirar proveito de uma situação – a de que seu filho que sofria de câncer na ocasião dos supostos abusos – e pedir uma indenização milionária, caso houvesse a condenação.

No começo do mês de junho, a polícia federal brasileira prendeu o engenheiro e professor de artes marciais Anderson Luís Juliano Borges Costa, acusado de ter abusado sexualmente de pelo menos, 20 crianças. A prisão só foi possível depois que a polícia produziu provas suficientes e incontestáveis. O material apreendido na casa do professor é o maior já recolhido no Brasil e um dos maiores em poder de uma só pessoa, no mundo todo. O professor teria produzido, divulgado, trocado e vendido no Brasil e no exterior, fotos e vídeos de atos sexuais com menores de idade.

Anderson Luiz foi descoberto depois que a polícia espanhola descobriu na internet uma foto dele com uma criança onde aparecia o nome da cidade de Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro ao fundo. Acionada, a polícia brasileira apreendeu os computadores de Anderson, e descobriu mais de um milhão de imagens, de crianças nas mais variadas poses eróticas, e o que mais chocou as autoridades brasileiras foi a constatação de que entre as fotos havia bebês sendo violentados.

A Interpol – associação que reune autoridades policiais do mundo todo – combate ferozmente a pedofilia e não dá tréguas para a modalidade. A internet é o canal e o meio mais usado para a propagação da rede de pedofilia mundial. Com dinheiro disponível, os praticantes da pedofilia hospedam seus sites em provedores do leste europeu ou do Oriente Médio – em tese difíceis de ser rastreados, e mantidos na sua maioria por profissionais liberais e com recursos financeiros disponíveis para investir, inclusive para apagar seus rastros. O pedófilo é um depravado moral, cuja finalidade é realizar seus desejos e instintos sexuais com crianças.

Entregue pela própria mãe, o belga Marc Dutroux, chefe de uma rede de pedófilos, foi condenado pela justiça, depois do assassinato de duas meninas e do sequüestro de outras quatro. Uma delas, Sabine Dardenne foi mantida por mais de 80 dias em cárcere privado no porão da casa de Dutroux, sendo violentada repetidas vezes. Ao ser questionado porque não a havia entregue a outros pedófilos, afirmou ter se afeiçoado a ela, e se o fizesse, ela seria morta. A declaração de que era direito seu violentar e abusar sexualmente de crianças, causou revolta e consternação pública, e dificilmente Dutroux vai escapar da prisão perpétua. Por mais que a ciência tente explicar como funciona a mente de um pedófilo jamais vai conseguir, primeiro por causa da frieza com que comete seus crimes, depois por causa da mente doente e fora da realidade.

Um pedófilo raramente usa da violência para convencer uma criança, valendo-se de artifícios e da linguagem infantil, nos chats de bate-papo na internet, faz-se passar por um coleguinha do menino ou da menina. Segundo a ONG italiana Telefono Arcobaleno, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial dos sites dedicados à pornografia infantil. A entidade trabalha com informações do FBI, da Interpol e de polícias de vários países.

Em 2003 – últimos dados disponíveis – eram mais de 17 mil sites na internet, cujos conteúdos eram voltados para a pornografia infantil. Destes números, cerca de 1,3 mil eram brasileiros.

Outro dado assustador é fornecido pela Interpol, de que a pornografia infantil virtual movimenta cerca de US$ 5 bilhões anualmente. Este número pode dobrar, pois é somente uma estimativa, com base na internet, sem considerar clubes e entidades que reunem pedófilos do mundo inteiro. Os números são terrivelmente assustadores e a prática está longe de ter um fim, pois as autoridades andam no rastro dos criminosos, e tão logo uma rede é descoberta, outras tantas entram em operação.

A igreja católica nos Estados Unidos ao contrário de atitudes que protegeram sacerdotes no passado, afastou sacerdotes e funcionários com suspeita de envolvimento em casos de pedofilia; colaborou com as autoridades; indenizou vítimas e demonstrou que está disposta a extirpar de vez do seu meio quem comete este crime. Não é tudo, mas pelo menos é o princípio de um caminhar que tem de abranger toda a sociedade de um modo geral. O necessário é que haja uma mobilização mundial que prenda, julgue e tranque na mais profunda masmorra quem é pedófilo e pervertido sexual, e que as nossas crianças, adolescentes e jovens sejas protegidas definitivamente contra esta perverssão cruel e profundamente odiosa e repulsiva.

Artigo escrito em julho de 2005

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