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Promotores acima de qualquer lei

Posted on: January 14, 2008


Jehozadak Pereira

Nota: Escrevi este artigo em setembro de 2007, e achei oportuno republicá-lo agora, quando se tem notícia de que o promotor Marcelo Mendroni do Ministério Público paulista, manda interrogar Kaká, por causa da Renascer e do casal Hernandes. Que Estevam e Sonia Hernandes não são flor que se cheirem, até os vira-latas da Aclimação sabem e fogem com a proximidade da dupla, mas mandar ouvir Kaká, é coisa de quem quer aparecer as custas dos outros. Aliás, aparecer é o que mais estes promotores sabem fazer, e usam de todos os recursos possíveis e imagináveis. Outro dia mesmo um deles, Roberto Porto deu entrevista para o Jornal Nacional sobre o roubo dos quadros do MASP, dizendo que depois de realizar investigações, havia descoberto que as telas haviam sido levadas para o exterior, para em seguida ser desmentido pelo próprio Jornal Nacional que noticiou os quadros haviam sido localizados em São Paulo. Ou seja, o promotor ficou com cara de bobo e sequer deu qualquer explicação. Nem precisava…

Na duas últimas décadas o ministério público brasileiro foi literalmente tomado por jovens que se tornaram promotores de justiça, trazendo novos ares e ideais de conduta nem sempre coerentes. Se uma das marcas foi a combatividade e o aumento de denúncias principalmente contra políticos, empresários e fraudadores, outra marca foi a arrogância e a prepotência do tipo “sabe com quem está falando?”, devidamente acompanhado de uma carteirada que intimida, constrange e envergonha a categoria. Outra característica desta geração de promotores é o gosto pelos holofotes, e se tornou comum operações devidamente acompanhadas pela imprensa, em especial a televisão. O cargo deu a muita gente despreparada psicologicamente o sentimento de onipotência e infalibilidade a ponto de não aceitar a menor contrariedade no cotidiano.

Por outro lado, o aumento de crimes e delitos envolvendo promotores aumentou proporcionalmente nas duas últimas décadas o que necessariamente não terminou em condenação, visto que os promotores possuem foro privilegiado, que nem sempre julga com isenção e coerência concedendo prerrogativas e atenuantes aos seus pares.

Um caso envolvendo um jovem promotor se arrasta desde dezembro de 2004, e tem tudo para acabar em impunidade. O promotor Thales Ferri Schoedl, de 26 anos, matou Diego Mendes Modanez de 20 anos e feriu Felipe Siqueira Cunha de Souza também de 20 anos, após uma discussão em Riviera de São Lourenço, condomínio de classe média alta de Bertioga, cidade do litoral paulista.

Thales disparou 12 tiros com uma pistola semi-automática calibre 380, com capacidade para 13.

Os tiros foram por causa de uma suposta briga da turma de Diego e Felipe contra o promotor Thales, que reclamou por causa de um suposto assédio à sua namorada. Irritado Thales atirou, se valendo de uma máxima ensinada nas escolas de direito, de que é mais fácil absolver quem descarregou uma arma em alguém, do que aquele que deu apenas um tiro. Em paralelo a tudo isto conta-se o caso do advogado que ao atender um cliente acusado de matar alguém com um tiro, lamenta o fato, dizendo que se fossem vários disparos a possibilidade dele sair em liberdade seria muito maior.

Será que foi pensando nisto que o promotor Thales Ferri Schoedl atirou e alegou legítima defesa contra rapazes desarmados? A versão de Thales foi desmentida por testemunhas, que disseram que foi o promotor que se irritou com os rapazes que teriam mexido com a sua namorada, e que primeiro atirou para o chão e depois na direção de Diego e Felipe.

Preso e solto para aguardar julgamento em liberdade, Thales seria expulso do ministério público por não ter completado dois anos como promotor, mas o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu mantê-lo no cargo.

A decisão provocou protestos da sociedade brasileira, quem mesmo acostumada com a impunidade dos figurões de qualquer extipe não se conformou com a manutenção de Thales no seu cargo. E uma pergunta foi inistentemente feita – como um promotor acusado de assassinato em primeiro grau poderia acusar alguém que cometeu o mesmo crime? Sim, crime, pois mesmo tendo uma posição privilegiada, Thales não deixa de ser um assassino frio e calculista, que luta desesperadamente para sair impune.

Fosse a legislação brasileira atualizada e coerente, e Thales teria sido imediatamente afastado das funções deixando de receber salários que são pagos pelo contribuinte. Espantoso é ver também que promotores que tão ciosos e combativos quando o criminoso é outro, quando buscam a condenação, agirem de modo contrário quando o acusado é um dos seus. É o tal do espírito de corpo. Julgam-se acima do bem e do mal. Da lei e do direito. Tal como Thales quando atirou em matou Diego por uma banalidade.

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1 Response to "Promotores acima de qualquer lei"

Puxa que lindo ver alguém como Kaká!

Gostaria de ser famosa e exibir o Nome Santo de Jesus como ele!

Eu evangelhizei bastante no meu trabalho, apesar de eu não ser importante.

As pessoas, no meu caso, quando distribuo folhetos evangélicos no trabalho me olham como se eu fosse “alienígena”, não falam nada e ficam caladas.

Acho mais fácil evangelhizar quando se é criticado, zombado ou elogiado do que quando olham “calados” para você.

É como jogar uma bola no abismo e ficar esperando ouvir o som da queda. Esta é a impressão que se tem ao evangelhizar e as pessoas ficarem olhando “caladas”.

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