Jehozadak Pereira.com

Pais ocupados

Posted on: July 31, 2009


Jehozadak Pereira

Tempos atrás eu recebi um e-mail de uma mãe desesperada. Ela pedia conselhos de como tratar a sua filha adolescente – rebelde, segundo ela – que certo dia ameaçou pular da sacada do prédio onde elas moravam.

Respondi-lhe, dizendo que queria saber o histórico de vida das duas, relacionamento de mãe e filha, etc. A resposta veio rapidamente. A mulher era separada do marido, havia se convertido há pouco mais de três anos, e queria por força que a filha também se convertesse. Com a menina se recusasse, a mulher não a deixava sair com freqüência – ou ia para a igreja ou ficava em casa.

A mulher era conselheira e orientadora de um grupo de jovens na igreja três vezes por semana, inclusive aos sábados à tarde, e ela deixava a filha trancada dentro de casa para orientar jovens em crise.

Um dia chamaram-na ao telefone e ela quase desmaiou de susto – a sua filha estava sentada na varanda pronta para pular no vazio. Correria, gritos e desespero, e finalmente depois de algumas horas a menina voltou para dentro do apartamento, e ela lendo um dos artigos que eu havia escrito pedia orientação de como proceder com a educação de filhos, resolveu escrever-me pedindo ajuda. Aconselhei-a que deixasse o grupo de jovens e se dedicasse somente a sua filha, desse atenção diuturnamente, que se tornasse amiga da sua filha e que não a forçasse a se converter, que orasse e mostrasse o quanto sua filha era importante para ela.

Meses depois recebi um outro e-mail, dizendo que a menina havia se batizado, e que ambas trabalhavam juntas aconselhando outros jovens a encontrar a paz e a amizade com seus familiares.

Pensem que uma multidão de crianças, jovens e adolescentes como a menina, “gritam” pedindo por atenção e carinho, para ser ouvidos e atendidos nas suas necessidades emocionais básicas. Por outro lado, há pais que são relapsos e omissos, que não dão atenção devida aos seus filhos. Certa vez eu ouvi uma história interessante de um pastor. Ele foi visitar uma família da sua igreja, e lá chegando o pai todo orgulhoso exibia o novo brinquedo que ele havia comprado para o pequeno filho. Só que o menino estava mais interessado na caixa do que no brinquedo propriamente dito.

O pai dispusera de uma pequena fortuna para comprar aquele brinquedo, e o garoto gostava mais da caixa. É um engano pensar que carinho, atenção, educação, disciplina, companheirismo, amizade pode ser suprida com presentes.

Um determinado pai, diretor executivo de uma multinacional estrangeira no Brasil, estava indo para uma reunião com seus subordinados, e recebeu o recado de que seu filho havia ligado e precisava falar com urgência. Como estava atrasado para a reunião, decidiu não retornar a ligação. Mais tarde descobriu que o filho havia caído da bicicleta e se ferido gravemente, precisando da ajuda de vizinhos para ir ao hospital.

Chocado, o pai viu o tamanho do erro cometido – havia negligenciado auxílio ao filho, em detrimento dos seus negócios. Como este são muitos os pais que negligenciam seus filhos, tornando-os assuntos secundários, quando deveriam ser prioridade nas suas vidas.

Tenho a certeza de que com você isto não acontece. Não é mesmo?

Todos os direitos reservados ao autor – fevereiro/2004

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