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Fim de uma cafajestada

Posted on: December 25, 2009


Jehozadak Pereira

Finalmente chegou ao fim a cafajestada da família brasileira do menino Sean Goldman. Chegou fim porque toparam com o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF que deu um ponto final na história e obrigou-os a entregar o garoto para o pai biológico.

A pretensão tanto da avó quanto do padrasto não se sustentava juridicamente e só demorou tanto tempo porque João Paulo Lins e Silva faz parte de uma família poderosa e que colocou todo o seu prestígio para torrar a paciência do pai e atrasar o máximo que pode para retardar o final do processo.

As lágrimas de crocodilo da avó não convencem nem a mais rígida das estátuas das praças públicas do Rio de Janeiro e foi rídiculo e patético os seus esforços apelando ao presidente da República.

Pelo seu lado, David Goldman lutou bravamente contra um sistema viciado e tendencioso que sempre se submeteu aos embargos de pé de ouvido dos advogados brasileiros e causou asco e ojeriza em quem se condoeu da luta de um pai para reaver seu filho que havia sido tirado dele anos atrás.

Derrotados, avó e padrasto resolveram não recorrer mais, porque quem iria despachar de novo seria o mesmo Gilmar Mendes que lhes impôs a derrota e uma lição inesquecível; aliás, Gilmar Mendes não se impressionou com as pavonices e sobrenome famosos, ou seja, não havia mais nada a fazer.

Havia sim. Havia a possibilidade de fazer mais uma cafajestada e foi o que fizeram ao expor o menino em plena luz do dia e diante de fotógrafos e cinegrafistas, como se quisessem dar um derradeiro recado – vão levar, mas antes vamos tratar de mostrar quem somos. E mostraram mesmo.

Antes a avó havia dito que era uma desumanidade lhe tirarem o neto, depois fez pior. Na hora do embarque queria se intrometer e ir junto, no que teve a porta do avião batida na sua cara, num claro e objetivo recado – aqui não minha senhora! Aqui a coisa é diferente e a senhora que vá tratar de chorar em outra frequesia…

Outro dia me perguntaram o que eu faria se o filho fosse meu? Colocaria embaixo do braço e o levaria embora e queria ver quem ia me impedir de carregar o meu filho.

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1 Response to "Fim de uma cafajestada"

os EUA tratram o caso como sequetro internacional de criança. Como ignorar que quem estava “sequestrando” a criança era a própria mãe, que deixou o País sabe-se lá por quais motivos, o que a mesma teria passado por lá pra ter que sair fugida e levando legitimamente seu filho. Ora, como já foi propagado por aqui “esqueceram de ouvir a criança, para que a mesma opinasse sobre com queria ficar. Me impressiona como os EUA tratam um caso de familia como um problema diplamático a ponto de ameaçar sanções economicas em favor de um cidadão americano. Ah se o Brasil agisse assim com seus cidadãos.

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