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2010, o ano da “bênção” chamada eleição

Posted on: January 22, 2010


Jehozadak Pereira

Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas, e ganharem lucro desonesto. Os seus profetas lhes passam caiação, tendo visões falsas, profetizando mentiras, e dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado. Contra o povo da terra praticam extorsão, andam roubando, fazem violência ao aflito e ao necessitado, e ao estrangeiro oprimem sem razão. Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” – Ezequiel 22.27-30

Ano de eleição! Ano de “bênção” para muitos líderes que vão tratar de lotear seus púlpitos para o político que mais grana oferecer. Claro que há aqueles que são sadios, honestos, comprometidos com o reino e que não querem nem saber de qualquer político por perto. Porém, para cada honesto há pelo menos um outro desonesto e mercenário que só visa dinheiro e influência e o que vale mesmo é pegar algum e botar no bolso.

Quem conhece os bastidores de certas igrejas brasileiras sabe bem o que eu estou falando, pois quanto maior for a liderança mais caro é o apoio que estes darão a quem lhes oferecer mais. Chamam as estes de “amigos”, mas esquecem-se na maioria das vezes que acabaram de fechar negócio há pouco e que jamais haviam visto o tal “amigo” na vida.

Há também de se fazer distinção daqueles que em vez de pagar para ter os seus parlamentares, tratam de eleger eles mesmos suas bancadas para barganhar vantagens e permanecer intocáveis. Mas destes não vou falar agora.

Outro dia conversava com um amigo que mora no Brasil e ele me dizia o quão enojado está com as coisas que têm visto por parte de alguns homens, que abertamente dizem que 2010 é o ano da “bênção” e para mostrar a sua satisfação esfregam o dedo polegar no indicador naquele gesto tão característico do qual não se precisam palavras para defini-lo. Têm alguns que espertamente ainda não se definiram ou se comprometeram com ninguém, porque acreditam que com o passar dos meses e quanto mais perto da eleição for, mas vai custar para quem busca por eles.

Imaginem que tem até facilitador entre políticos e interessados que logicamente leva o seu quinhão na “bênção, a título de comissão.

Claro que o rebanho é pura massa de manobra e obediente vai votar em quem o líder mandar que votem e sem poder reclamar de nada, pois é assim que funciona desde sempre.

Certa vez um amigo tentava me convencer que de fato precisamos de políticos que nos defendam nos parlamentos e que somente legislem leis que beneficiem a igreja. Só que a verdadeira igreja não precisa de políticos e ao longo dos séculos sempre esteve dissociada de qualquer estado de direito.

Nos últimos anos o que se vê é um assédio desmedido a determinados líderes e figurões que dominam igrejas e ministérios e o pior é que vendem caro pelos votos da massa que jamais vai saber o que se passa nos bastidores. Numa eleição há alguns anos, um destes que é dono de uma grande igreja no Rio de Janeiro convocou todo o corpo ministérial dele e na maior cara dura determinou que os votos de todos os membros daquele ministério seriam de determinado candidato majoritário e de quem ele indicasse. Mais ainda, aos gritos afirmou que iria conferir nos mapas das zonas eleitorais o desempenho dos seus candidatos e quem falhasse teria que se ver com ele pessoalmente. Era uma ordem que deveria ser cumprida.

Perdeu-se o pudor, a vergonha e sobretudo o temor, pois quem age assim pouco preocupado está com eventuais consequências e só pensa na grana nervosa que vai botar no bolso, mas quem é que está preocupado com o futuro, se no presente há muita grana para ser embolsada? Afinal não é todo ano que tem uma “bênção” chamada eleição…

Uma lástima!

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