Jehozadak Pereira.com

Transtorno obsessivo compulsivo

Posted on: January 30, 2011


Jehozadak Pereira

Aquele tique ou mania que parece inofensivo e que se repete a cada instante de tempo, não é. O apresentador Jô Soares é um dos que adora saber das manias alheias e os casos contados provocam risadas em todos. Só que as tais manias, são na maioria das vezes transtorno obsessivo compulsivo que atormenta milhões de pessoas todos os dias. Um em cada 50 americanos sofre de transtorno obsessivo compulsivo.

Melvin Udal é um obsessivo compulsivo que transforma a vida da garçonete Carol Conelly cada vez que chega para comer no restaurante onde ela trabalha. Melvin só anda pela calçada em linha reta, e só quer se sentar na “sua” mesa, além de levar o seu próprio talher.

Em casa Melvin, tem as suas manias também. Os sabonetes e as toalhas estão sempre na mesma disposição, e quando ele tem que abrir alguma porta faz uma ginástica sem fim para não tocar na maçaneta. Melvin Udal é um maníaco obsessivo compulssivo, e estima-se que cerca de 3% da população mundial é portadora do distúrbio, e é interpretado pelo ator Jack Nicholson que contracena com Helen Hunt no filme As Good As It Gets, que rendeu aos dois o Oscar de melhor ator e atriz em 1997.

O curitibano José Rubens Camargo tem manias iguais as de Melvin Udal. Quando vai a qualquer restaurante ou festa onde tem que usar talheres ele sempre tem os seus que carrega no carro para qualquer eventualidade, as vezes para espanto e riso dos seus amigos que não sabem do seu problema. Se vai cortar o cabelo ele faz com que o seu cabelereiro use suas tesouras e pentes. Cada vez que cumprimenta alguém corre para lavar as mãos, duas ou três vezes seguidas.

Ao parar o seu carro em qualquer lugar, Rubens aciona o alarme e vai pelo menos duas vezes se certificar que as portas estão de fato trancadas, atitude que toma seguidas vezes quando chega em casa e tranca as portas e janelas.

Por causa das suas manias, Rubens foi abandonado pela primeira mulher e não consegue parar com namorada alguma. Entre um namoro e outro foi casado com Julie que pediu o divórcio quando viu que não conseguiria conviver com as manias do marido. Até que a dominicana Sara mostrasse para Rubens a dimensão do seu problema e juntos buscaram solução médica.

Desde que começou o tratamento para se livrar das compulsões, José Rubens melhorou bastante, mas ainda não consegue comer com os talheres dos restaurantes onde vai costumeiramente. Os progressos para ele tem sido satisfatórios

Muita gente tem isto como excentricidade, quando na realidade é uma doença que causa transtornos variados. Há pessoas que apresentam sintomas e obsessões de jogo compulsivo, de sexo compulsivo, de compras compulsivas. Enquanto que outras passam etapas acumulando quantidades enormes de papéis, documentos, jornais, revistas, objetos sem nenhuma utilidade, e que nunca usarão.

O cantor Roberto Carlos é um dos muitos portadores do mesmo mal que acomete José Rubens Camargo, que só descobriu o que tinha quando viu uma matéria na imprensa sobre o assunto. Roberto Carlos confundia as manias com superstição e evitava uma série de palavras, e até deixou de cantar a música Quero que tudo vá pro inferno, por causa do seu conteúdo.

Outra das manias de Roberto Carlos era o uso de determinadas cores, e somente sair pela porta por onde havia entrado, ou ainda não permitir que seu motorista jamais virasse à esquerda e buscou ajuda especializada para tratar do problema e minorar os seus efeitos.

 

Indentificando alguns dos sintomas obsessivos

  • Lavar as mãos ou a boca com água, sabão, álcool, etc, inúmeras vezes por dia
  • Voltar para conferir portas, janelas, fogão a gás, etc, mesmo tendo certeza que estão fechados
  • Rezar, recitar, falar ou pensar em frases, palavras ou músicas de modo repetido
  • Não pegar em objetos que poderiam ter caído no chão, ou tocado em algo sujo, ou terem sido tocados por alguma pessoa que poderia ter alguma doença
  • Levar tempo demais para fazer coisas comuns, devido à repetição ou conferência exageradas – abrir e fechar coisas repetidamente, conferir papéis e documentos muitas vezes antigos e sem nenhuma importância
  • Medo exagerado de contaminação
  • As manias tendem a se acentuar com o passar dos anos
  • A obsessão pode causar sofrimento e constrangimento
  • Não se envergonhe de ser um obsessivo compulsivo e busque ajuda clínica especializada

 

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1 Response to "Transtorno obsessivo compulsivo"

Esse assunto é muito delicado e pouco divulgado. Muito como Jô fazem piadinhas ou acham engraçado, ou pior chamam a outra pessoa de doida e coisas assim, ignorância delas por não saberem que isso se trata de um transtorno e que a pessoa que tem isso sofre demais.
Seu texto é muito bom! divulguei no meu facebook.
grata,
alice camara

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