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Combatendo a violência doméstica

Posted on: February 1, 2013


Jehozadak Pereira

De cada dez mulheres vítimas de violência, nove são agredidas por maridos, ex-maridos, companheiros e namorados. Ao drama destas mulheres juntam-se crianças e adolescentes que são agredidos basicamente por seus pais ou círculo familiar direto e indireto. O círculo vicioso não tem fim e a cada dia aumenta numa proporção incontrolável.

A violência origina-se no alcoolismo, consumo de drogas, dificuldades financeiras, ciúmes e personalidade agressiva do agressor, estão entre os motivos mais comuns. A violência doméstica caracteriza-se com agressões morais, xingamentos, humilhações e ameaças de espancamento – socos, tapas, chutes ou o uso de objetos que machuquem e prejudiquem a saúde do agredido.

A violência doméstica é um fenômeno universal, endêmico, reiterado e repetitivo – filhos de pais agressores, tendem a se tornar agressores. Não é característica da pobreza, e da qual não escapa classe social, etnia, raça ou religião.

A violência é inexplicável e homens agressores agem como se fossem donos e senhores do universo que os cercam, e de que raramente serão punidos pelos seus delitos.

Isto faz com que mulheres que apanham caladas, com medo de recorrem à ajuda externa e sofrerem mais ainda. São subjugadas, humilhadas, maltratadas, espancadas, violentadas; moral, física e psicologicamente. Aparentemente vítima e agressor vivem em perfeita harmonia diante de todos. São pares perfeitos independente de classe social, contudo o agressor não economiza violência e pressão psicológica para manter sua presa dominada. Vítimas da violência vivem num estado de letargia e raramente buscam ajuda com medo de que seus agressores cumpram as ameaças de matá-los.

Crianças, jovens e adolescentes igualmente são vítimas de violência doméstica. O abuso emocional caracteriza-se pela hostilidade verbal, insultos, desprezo, críticas exacerbadas e ameaça de abandono.

Igualmente a violência sexual é uma constante, principalmente por parte de homens que violentam seus filhos impunemente. The American Humane Association, num recente estudo, estima o abuso sexual de crianças e adolescentes nos Estados Unidos em 450 mil casos por ano. Apesar desses números serem altos, estima-se que o número de casos não relatados seja maior que o número de casos notificados.

Um outro tipo de violência comum é a praticada contra pais e avós, por filhos, netos, genros e noras, e que raramente são relatadas por medo ou constrangimento. Quando os agressores são adolescentes e jovens a causa principal é o consumo de drogas.

A violência física nem sempre deixa marcas visíveis. Socos, tapas, chutes, agressões com objetos, queimaduras e sexual. A violência física é comum também contra homens agressores, praticadas enquanto estão dormindo, e nestes casos a mutilação ou queimaduras com água fervente servem para vingar as agressões sofridas. Já a violência psicológica ou agressão emocional, é tão ou mais prejudicial que a física. Caracteriza-se pela rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e exagero nas punições. A violência emocional não deixa marcas físicas visíveis, contudo, as marcas psicológicas às vezes são insuperáveis.

A violência verbal não é privilégio de ninguém e atinge a todos – homens e mulheres. Maridos que xingam e depreciam suas mulheres e filhos com palavras pejorativas e humilhantes. Mulheres que agridem verbalmente seus maridos duvidando da fidelidade deles, torturando-os dia e noite com suspeitas infundadas, e que descontam suas frustrações e raivas nos filhos.

Deprecia-se a família do outro, subjuga-se à profissão ou o trabalho, ofende-se moralmente, quando a mulher insinua que o marido tem uma amante, ou o marido diz que a mulher tem um namorado.

Normalmente a agressão verbal é o primeiro passo numa escalada crescente de maus tratos. Agressores são na sua maioria homens cônjuges ou ex-cônjuges das vítimas, e os motivos são variados. Personalidade anti-social, personalidade explosiva, instabilidade emocional, dependentes químicos e alcoólicos, embriaguez patológica, histeria, paranóia e ciúme patológico. Dificuldades financeiras, desemprego ou sub emprego, e a maior estatística de violência doméstica é praticada contra crianças.

De todas as formas de violência doméstica a mais complexa é a sexual, que tende a permanecer escondida durante anos, por causa do medo de represália, vergonha ou temor de que ninguém possa acreditar que uma filha ou irmã é violentada por seu pai ou irmão. Este tipo de violência é ignorado, principalmente pela mãe, que sob a máscara de proteger o seu lar de escândalo cala-se.

A violência doméstica deixa seqüelas como traumatismos, problemas gastrintestinais, dores crônicas, depressão, medo, pavor e em muitos casos comportamento suicida. Baixa auto-estima, problemas de personalidade, timidez, descuido com a aparência, etc.

Há tratamentos específicos para agressores, terapeutas e especialistas recomendam buscar ajuda para a detecção do problema e conseqüente terapia, que pode ser individual ou em grupo, onde o agressor estará compartilhando com outros que passam pelo mesmo problema. Ninguém é obrigado a se submeter a tratamento indigno e aviltante. Denuncie todo tipo de violência doméstica, sexual, moral, físico.

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