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A contradição (i)moral de Fausto da Rocha

Posted on: August 10, 2013


Jehozadak Pereira

Nota: Nesta semana Fausto da Rocha no seu programa e rádio detonou a campanha de doação de medula óssea para Filipe Wolff promovida pela Fundação Icla da Silva, espalhando dúvidas, semeando medo e desinformação coisas que são próprias do seu – mau e deturpado – caráter. Porém, se hoje, Fausto coloca em dúvida a lisura do processo de coleta de informação da Fundação Icla da Silva – e ele é tão covarde que ainda tem a desfaçatez de afirmar que em momento algum cita o nome da entidade, num passado bem recente, apoiou uma pesquisa contraditória e que provocou arrepios em muita gente do bem. No dia 15 de outubro de 2009 – leia abaixo, foi publicado o resultado de um trabalho que teve total apoio do Fausto.
Na ocasião escrevi e publiquei uma reportagem no jornal A Notícia do qual eu era o editor e para tanto enviei perguntas ao Fausto que não foram respondidas até hoje e que estão no final deste texto, que ele podia aproveitar o seus programas nesta semana para responder para a comunidade a sua falta de caráter e é por isso que faço questão de republicar aqui o texto para que ele seja confrontando na sua safadeza e imoralidade. Reitero que a responsabilidade é exclusivamente minha e serve para mostrar o quanto mal Fausto, fez e – ainda – faz para a comunidade brasileira em Massachusetts. Fausto sofre de mitomania e julgou que não deveria responder às perguntas enviadas a ele e que continuam sem respostas até esta data.

Foi divulgado na quinta-feira, 15, o caderno com a pesquisa (In)Visible (Im)Migrantes: The Health and Socioeconomic Integration of Brazilians in Metropolitan Boston entre as comunidades brasileira e dominicana, coordenada pelo professor Enrico Marcelli, que desde os trabalhos de coleta de dados provocou polêmica e discórdia entre o Board do Centro do Imigrante Brasileiro e o professor Marcelli. De acordo com Eduardo Siqueira, que foi presidente do Board do CIB e se afastou por conta das divergências com Fausto da Rocha os problemas com o diretor-executivo se arrastam desde então.

“O estudo era prejudicial e seria danoso se saísse do modo como saiu. Mesmo com a posição do Board de não apoiar a pesquisa por causa da metodologia e o Fausto ter sido proibido de apoiar o trabalho, ele manteve a sua posição o que evidencia desrespeito ao Centro do Imigrante Brasileiro, pois o professor Enrico Marcelli não respeitou a parceria, foi autoritário, nunca quis ouvir ninguém, gerou conflitos e usou o Fausto para provocar divisão pois não queria abrir os dados da pesquisa para o CIB. O Board não queria que a pesquisa colocasse no resultado final entre documentados/indocumentados e sim que colocasse dados gerais, homens, mulheres, etc”, disse Eduardo Siqueira. “O Fausto defende um estudo que é contrário a tudo o que ele prega atualmente e diz que vai facilitar a obtenção de verbas, porém ele se acovardou e permitiu os abusos do Enrico Marcelli, foi o único que defendeu a pesquisa e as consequências podem não ser positivas”, conclui Siqueira.

Outras pessoas envolvidas na polêmica afirmam que a parceria foi tumultuada e gerou conflitos a começar da suspeita de o professor Marcelli ter usado dinheiro pessoal para pagar o pessoal da pesquisa, o que gera conflito de interesses, o que não é violação de nenhuma norma, mas que não respeita os critérios da academia além de não ter respeitado os critérios da universidade.

Apontam também o fato de ter sido quebrada a confiança, “Pois é notório que a comunidade brasileira foi abusada na coleta de dados, o estudo teve problemas, violação de confiança, porém ele tinha o direito de colocar o nome do Centro do Imigrante Brasileiro”, disse uma fonte que quer permanecer anônima.

Um outro brasileiro que exerce ativismo na comunidade afirmou ficou chocado ao ter acesso aos dados da pesquisa, fosse pelo grau de informações apontados, fosse pelos dados mais abertos do que os coletados pelo Census. “Separa mais pessoas, revela mais informações metodológicas com números precisos, mas agiu sem compromissos e pode causar danos para a população brasileira, principalmente porque de modo indireto fica evidente quem é documentado e quem não é”, disse.

A reportagem de A Notícia teve acesso a documentos que recomendam de forma aberta que tanto Fausto da Rocha quanto David Estella se afastassem do professor Enrico Marcelli e que retirassem os seus nomes da versão final da pesquisa, o que não foi acatado. No dia 15 no lançamento do livreto da pesquisa, Fausto estava inscrito para ser um dos speakers e mandou um comunicado justificando a sua ausência. A reportagem de A Notícia enviou a Fausto da Rocha 15 perguntas perguntando se não há incoerência – leia Editorial, entre a sua posição de boicote ao Census e de apoio a pesquisa do professor Marcelli muito mais abrangente e que pode eventualmente ser usada contra a comunidade brasileira. Confira as perguntas enviadas a Fausto da Rocha.

Box
E-mail enviado ao Fausto da Rocha no dia 16 de outubro, 9h03 PM e não respondido até o fechamento desta edição.

Fausto da Rocha
Como é do seu conhecimento o professor Enrico Marcelli publicou no dia 15 de outubro o relatório final da pesquisa (In)Visible (im)Migrants: The Health and Socioeconomic Integration of Brazilians in Metropolitan Boston, que de modo ostensivo expõe a comunidade brasileira seja pela qualidade das respostas, seja pelo grau de precisão com que identifica os nichos, locais e cidades onde a comunidade mora ou tem seus negócios.

Estou fazendo uma matéria especial e consta que houve divergências entre você e o Board do CIB no sentido de que você retirasse o seu nome e da entidade do relatório final o que não foi feito. Inclusive consta na relação dos speakers o seu nome para discursar no evento de lançamento, e foi lida uma nota sua justificando a sua ausência.

Para a compreensão da opinião pública preciso que você responda às perguntas abaixo relacionadas. A ausência das suas respostas serão apontadas na matéria com a respectiva observação. Meu prazo é até domingo, 18, as 5 PM – hora local.
1. Por que você contrariando uma posição do Board do CIB de não apoiar a pesquisa manteve o seu apoio?
2. Por que mesmo havendo razões e a maioria das opiniões dos componentes do Board para não apoiar o professor Marcelli você resolveu seguir em frente?
3. Você tinha conhecimento de que as perguntas eram mais seletivas do que as feitas pelo Census?
4. Você tinha conhecimento de que as perguntas respondidas concluiam que eventualmente os pesquisados eram documentados ou não?
5. Quais são as garantias que você dá de que os dados apontados na pesquisa não serão repassados e/ou utilizados pelas autoridades imigratórias?
6. Quais são as garantias que você dá de quem respondeu à pesquisa não será de algum modo prejudicado?
7. Você não vê incoerência entre o seu apoio à pesquisa que visivelmente expõe as comunidades pesquisadas e o boicote ao Census promovido por você?
8. Você tem conhecimento que a pesquisa têm mais informações e dados do que os apontados pelo Census?
9.  Você tem conhecimento que o professor Marcelli colocou dinheiro pessoal na pesquisa o que pode comprometer os resultados éticos do trabalho?
10. Você tem conhecimento de que o Board do CIB recomendou que a pesquisa não fizesse distinção entre documentados/indocumentados brasileiros, o que não foi acatado no relatório final? Você acha que isto pode provocar danos para a comunidade brasileira?
11. Você tem conhecimento de que houve problemas entre o coordenador da pesquisa e os pesquisadores brasileiros, inclusive pessoas que foram indicadas pelo CIB? Qual é a sua posição acerca disto?
12. De que modo ao seu ver a comunidade pode ser beneficiada por esta pesquisa?
13. Você sabe quantas questões foram apresentadas aos pesquisados?
14. Mesmo estando afastado do cargo de diretor-executivo do BIC, você tinha autorização do Board para falar em nome da entidade no lançamento da pesquisa?
15. Alguma consideração que você queira fazer.

Tenha em mente que as suas respostas poderão ser editadas, porém serão preservadas para memória da matéria.

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