Jehozadak Pereira.com

Archive for the ‘Jornalismo’ Category

Este blog deixa de ser atualizado. Para ler o novo portal acesse www.mundoyes.com

Advertisements
Tags:

Jehozadak Pereira

Nota: É sempre bom falar do reverendo Martin Luther King, um homem íntegro que estava à frente do seu tempo. Hoje, 21 de janeiro é dedicado a celebrar a sua memória e quando isto acontece gosto de postar este artigo abaixo que escrevi em 2004.

I have a dream

Martin Luther King Jr.

1 de dezembro de 1955, Montgomery, Alabama, Sul dos Estados Unidos. Rosa Parks dá sinal e embarca no ônibus que a levaria para casa depois de um dia exaustivo de trabalho. Como na parte de trás havia muita gente, Rosa sentou-se num dos bancos da frente do ônibus. Por causa disto o motorista pediu que ela se levantasse, embora ali houvesse muitos assentos vagos. Rosa recusou-se a levantar e o motorista chamou a polícia que a levou presa. Rosa Parks era mais uma das vítimas da lei de segregação racial que vigorava no Alabama.

Rosa era uma negra.

Por conta da prisão de Rosa houve em Montgomery um boicote à companhia de transportes que durou mais de um ano e que pôs fim à discriminação nos transportes públicos. A frente dos protestos estava Martin Luther King Júnior, que pregava a não-violência como forma de protesto e modo de alcançar o que se desejava.

Martin Luther King Junior, esteve além do seu tempo e foi um batalhador incansável pela causa da integração racial e dos direitos dos negros nos Estados Unidos e seu desejo era uma sociedade americana justa e livre de preconceitos raciais. Era o pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter, em Montgomery, Alabama, onde iniciou a sua cruzada pelos direitos civis das minorias.

Em 1956 sua casa foi explodida por uma bomba e uma multidão de negros enfurecidos formou-se em frente à casa, querendo fazer justiça com as próprias mãos aos que injustamente os perseguiam. King, usando sempre da sua política de não-violência, pediu que depusessem as armas e voltassem para suas casas, dizendo o que seria o seu lema: “Devemos responder ao ódio com amor”.

Por conta do seu ativismo e da sua liderança, King foi preso mais de dez vezes, algumas por motivos fúteis como excesso de velocidade, mas na realidade tudo era mero pretexto para o pressionar e fazer calar a sua voz.

Além de ser aprisionado, King era ameaçado de morte em cada lugar que ia, e dizia que se tivesse de morrer pela causa dos direitos civis, morreria. Em 1963 na celebre Marcha sobre Washington proferiu o discurso Eu Tenho um Sonho que serviria de marco definitivo para que os negros americanos conseguissem os seus direitos que eram tolhidos por leis segregacionistas e racistas.

“EU TENHO UM SONHO”

Há cem anos passados, um grande americano, sob cuja simbólica sombra nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse momentoso decreto foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. 

Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua vivendo numa ilha isolada de pobreza, em meio a um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha à margem da sociedade americana, encontrando-se no exílio em sua própria pátria. Assim, encontramo-nos aqui hoje para dramatizarmos tal consternadora condição.  

Em um sentido viemos à capital de nossa nação para descontar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as palavras majestosas da Constituição e da Declaração de independência, estavam assinando uma nota promissória da qual cada cidadão americano seria herdeiro. Essa nota foi uma promessa de que todos os homens teriam garantido seus inalienáveis direitos à vida, à liberdade e à busca da felicidade. 

É óbvio que ainda hoje a América não pagou tal nota promissória no que diz respeito aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar tal compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem fundos; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: “fundos insuficientes”. Nós nos recusamos aceitar a idéia, porém, de que o banco da justiça está falido. Recusamos acreditar não existirem fundos suficientes nos grandes cofres das oportunidades desta nação. Por isso aqui viemos para cobrar tal cheque – um cheque que nos será pago com as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da veemente urgência do agora. Este não é o tempo para se dedicar à luxuria da postergação, nem para se tomar a pílula tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para que se tornem reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo para que nos levantemos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é o tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é o tempo para levantar nossa nação da areia movediça da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade. 

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante verão do descontentamento legítimo do Negro não passará até que ocorra o revigorante outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava apenas se desabafar, e que agora ficará contente como está, terão um rude despertar se a Nação retornar à sua vida normal como sempre. Não haverá tranqüilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações de nossa Nação até que desponte o luminoso dia da justiça.  

Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No processo de ganharmos nosso lugar de direito não devemos ser culpáveis de atos irregulares. Não busquemos satisfazer a sede pela liberdade tomando da taça da amargura e do ódio. Devemos conduzir sempre nossa luta no plano elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que nosso criativo protesto degenere em violência física. Sempre e cada vez mais devemos nos erguer às alturas majestosas de enfrentar a força física com a força da alma. Esta maravilhosamente nova militância que engolfou a comunidade negra não deve nos levar a uma desconfiança de todas as pessoas brancas, pois muitos de nossos irmãos brancos, como evidenciado por sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que sua liberdade está intrinsecamente unida à nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. 

À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos avante. Não podemos retroceder. Existem aqueles que estão perguntando aos devotados aos direitos civis: “Quando vocês ficarão satisfeitos?” Não podemos ficar satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores incontáveis da brutalidade policial. Não podemos ficar satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados pela fadiga da viagem, não puder encontrar um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não podemos ficar satisfeitos enquanto a nobreza básica do negro passa de um gueto pequeno para um maior. Não podemos jamais ficar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um negro em Nova York crê não existir nada pelo qual votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e não ficaremos satisfeitos até que a justiça corra como água e a retidão também, como uma poderosa correnteza. 

Não desconheço que alguns de vocês vieram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês recém saíram de diminutas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade deixou em vocês marcas das tempestades de perseguição e fê-los tremerem pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento imerecido é redentor. 

Voltem ao Mississipi, voltem ao Alabama, voltem à Carolina do Sul, voltem à Geórgia, voltem à Louisiana, voltem às favelas e aos guetos de nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não vamos nos esconder no vale do desespero. 

Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. 

Tenho um sonho que algum dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado de sua crença. “Afirmamos que estas verdades são evidentes; todos os homens foram criados iguais”. 

Tenho um sonho que algum dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade. 

Tenho um sonho que algum dia o estado do Mississipi, um estado deserto sufocado pelo calor da injustiça e opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça. 

Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. 

Tenho um sonho, hoje. 

Tenho um sonho que algum dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador atualmente pronunciam palavras de interposição e nulificação, seja transformado para uma condição onde pequenos meninos negros, e meninas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos meninos brancos, e meninas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs. 

Tenho um sonho, hoje. 

Tenho um sonho que algum dia todo vale será exaltado, toda montanha e encosta será nivelada, os lugares ásperos tornar-se-ão lisos, e os lugares tortuosos serão direcionados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, juntamente. 

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao sul. Com esta fé seremos capazes de tirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação em uma linda sinfonia harmoniosa de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, orar, juntos, lutar juntos, ir à prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que algum dia seremos livres. 

Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: “Meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, de cada rincão e montanha que ressoe a liberdade”. 

E se a América for destinada a ser uma grande nação isto deve se tornar realidade. Que a liberdade ressoe destes prodigiosos planaltos de New Hampshire. Que a liberdade ressoe destas poderosas montanhas de New York. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvânia! 

Que a liberdade ressoe dos nevados cumes das montanhas Rockies do Colorado!

Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia! 

Não somente isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!  

Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee! 

Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi. 

De cada rincão e montanha, que a liberdade ressoe. 

Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia quando todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, com certeza poderão dar-se as mãos e cantar nas palavras da antiga canção negra: “Liberdade afinal! Liberdade afinal! Louvado seja Deus, todo-misericordioso, estamos livres, finalmente!

Ao optar por não atacar pessoas e sim preceitos e preconceitos segregacionistas e raciais, King mostrou ao mundo que a igualdade era possível, ainda que instigada por ódios incompreensíveis e repugnantes.

Entre todos os prêmios e lauréis que ganhou, o mais importante deles foi o prêmio Nobel da Paz em 1965. Celebrado e respeitado por muitos e odiado por outros – “vergonha para todo o mundo” foi a expressão utilizada por racistas do Sul dos Estados Unidos na ocasião.

Sua cruzada em busca da igualdade foi interrompida em 4 de abril de 1968, com um tiro no rosto dado por um branco na cidade de Memphis no Tennesse. O silêncio da cerimônia fúnebre de King trouxe uma profunda reflexão ao povo americano e impôs ao mundo uma nova ordem na área dos direitos civis. Não se podia matar impunemente – por mais dura que fosse a pena, a morte de King não seria reparada – que buscava direitos iguais para iguais, ainda que diferentes por causa da cor da sua pele, não se podiam transformar um embate num combate.

Não se podia conter ou exterminar uma busca pacífica de igualdade com balas letais, pancadaria e intimidação. Martin Luther King Junior deixou um legado de respeito e de admiração que é seguido por muitos. Na sua sepultura estão gravadas as palavras que ele pronunciou na Marcha Sobre Washington:

“FREE AT LAST, FREE AT LAST;

THANK GOD ALMIGHTY

I’M FREE AT LAST!”

“Enfim livre, enfim livre! Graças a Deus Todo-Poderoso sou finalmente livre!

 

 

Jehozadak Pereira

Depois de Pelé, a maior expressão do esporte brasileiro foi, sem dúvida alguma, Ayrton Senna da Silva – ou o Ayrton Senna do Brasil. Ayrton viveu e morreu como gostava – correndo e batendo recordes e mais recordes na Fórmula 1. Quando morreu em 1994 aos 34 anos de idade, Senna era o maior nome em atividade no automobilismo mundial. Tricampeão de Fórmula 1 pela McLaren em 1988, 1990 e 1991, Senna era um piloto arrojado e dono de uma técnica quase que insuperável, e que fez contratos milionários mesmo para os padrões da categoria – no seu último ano na McLaren, recebia, além do seu salário anual, US$ 1 milhão por corrida.

Ao longo da sua carreira foi piloto da Tolleman, Lótus, McLaren e por fim da Willians.

Senna começou sua carreira correndo de kart, como muitos dos pilotos brasileiros, e atrás do sonho dourado foi para a Inglaterra correr na Fórmula 3 onde foi campeão. Sua forma de pilotar e suas vitórias chamaram a atenção, e logo ele estava na categoria que é a nata dos pilotos mundiais.

Na McLaren estava o seu maior “inimigo” na modalidade – Alan Prost, com quem Senna dividia podiuns, títulos e desavenças. Em 1989, na última corrida da temporada no Japão, Senna precisava de um ponto para se sagrar campeão, e logo na primeira curva foi jogado para fora da pista por Prost. Com a desistência de Senna, Prost sagrou-se campeão daquela temporada.

O troco veio em grande estilo dois anos depois. No mesmo grande prêmio do Japão, desta vez quem precisava de um ponto era Prost, e ele foi devidamente jogado sem cerimônia alguma para fora da pista por Senna, que ficou com o título; numa manobra arriscada a 250 quilômetros por hora, que poderia ter custado a vida de ambos. Para alimentar ainda mais a polêmica em torno da vitória de Senna, Jean Marie Ballestre, presidente da Associação dos Construtores e da FIA – Federação Internacional de Automobilismo, ameaçou caçar o título de Senna, justo ele que dois anos antes não havia tomado atitude alguma contra Allan Prost.

Ao trocar a McLaren pela Willians, que tinha o melhor carro da temporada, Senna se juntava à melhor equipe da temporada, e os analistas e especialistas afirmavam que ambos – equipe e piloto – seriam imbatíveis e as vitórias seriam inesquecíveis.

Ao encerrar a sua carreira de modo trágico e prematuro no muro da Tamburelo, a 300 quilômetros por hora, Senna transformou-se no mito que fazia tanto sucesso vivo quanto morto. Senna foi um recordista na Fórmula 1, e muitos dos seus recordes pessoais durarão muitos anos. As alegrias dos brasileiros nas manhãs dominicais com as suas vitórias e performances, eram embaladas ao som do tema da Vitória, tocadas após suas conquistas transmitidas pela Rede Globo durante os dez anos que Senna pilotou um carro de Fórmula 1.

Ayrton Senna foi o piloto que mais venceu corridas de ponta à ponta – 19 vezes. Se para uns Senna era um gênio perfeccionista, que inaugurou o hábito na categoria de ir para os autódromos andar pela pista, para conhecer o traçado, pontos de ultrapassagem, área de escape, e com isso desenvolver estratégias para treinos e corridas, para outros era um maluco alucinado e obcecado que buscava a superação a 300 quilômetros por hora, o que lhe custou a vida. Ou mesmo que seu carro fosse inferior tecnicamente, ele tirava a diferença no “braço”, andando acima dos limites do carro e do risco.

Implacável com seus erros que não admitia em possibilidade alguma, buscava a perfeição no pilotar fosse em pista seca ou molhada ou em detrimento do seu estado físico, como na vitória antológica do Grande Prêmio do Brasil em 1993, onde, para sair do carro e ir receber o seu troféu, Senna teve de ir carregado. Aquele triunfo foi a síntese da carreira vitoriosa de Ayrton Senna da Silva e mostrou o que todo mundo já sabia – ninguém pilotava um carro de Fórmula 1 como ele.

 

Estatísticas de Ayrton Senna

GPs disputados 161

Vitórias   41

Pódiuns   80

Pole position   65

Largada na primeira fila   87

Voltas mais rápidas   19

Total de pontos 614

 

Siga-me no Twitter

@jehozadakp

Tags:

Brasileiros de Boston podem salvar vidas de pacientes com leucemia em campanhas da Fundação Icla da Silva

Você, leitor, pode não saber, mas há uma possibilidade de ser a resposta para algum paciente que sofre de leucemia, linfoma ou outro tipo de câncer no sangue. Estes enfermos, na maioria crianças e adolescentes, necessitam urgentemente de um transplante de medula óssea de um doador compatível – ou seja, células de sangue. Como há pelo menos 68 brasileiros aqui nos Estados Unidos sofrendo destas doenças e as chances de compatibilidade são maiores dentro da mesma raça ou etnia, você pode ser a esperança. Para tanto basta dar o primeiro passo numa das campanhas da Fundação Icla da Silva, que neste fim de semana estará na região de Boston.

Desde 1992 a instituição realiza este trabalho de incluir possíveis doadores no Programa Nacional de Medula Óssea (Be The Match) através de ações em pontos brasileiros, desde igrejas e associações, até restaurantes, consulados itinerantes e eventos da nossa comunidade. Infelizmente, a probabilidade de pacientes conseguirem um doador compatível é pequena, mas é justamente aumentando o número de doadores no registro que poderemos aumentar a esperança dos pacientes e seus familiares.

De 27 a 29 de janeiro, ou seja, neste fim de semana, a Fundação estará com seus representantes e voluntários em várias campanhas na região de Boston, com o objetivo de registrar potenciais doadores. Basta preencher um formulário com informações pessoais e passar quatro cotonetes na bochecha. A saliva é suficiente para determinar se você é um doador em potencial e, em caso de compatibilidade, o possível doador será chamado para novos testes em um laboratório perto de sua casa. Vale lembrar que, com os avanços da medicina, quase 80% dos transplantes de medula óssea são feitos hoje através de um processo semelhante à doação de sangue, ou seja, fácil, seguro e gratuito.

Mensalmente 60 mil novos possíveis doadores se registram no programa nacional de medula óssea, cerca de 40 mil deles através da Fundação Icla da Silva, que é o maior grupo de recrutamento do Be The Match nos Estados Unidos. Só no ano passado, o registro americano facilitou a realização de mais de cinco mil transplantes, graças aos mais de nove milhões de pessoas inscritas. Precisamos, agora, de uma maior representatividade de brasileiros neste banco de doadores.

Seja você também um possível doador de medula óssea e salve uma vida! Participe, organize uma campanha. Alguém está precisando de sua ajuda. Mais informações pelo telefone 646.385-0671 ou através do site www.icla.org. Para registros online, use o link http://join.marrow.org/amor

Detalhes importantes:
– Para se registrar basta ter entre 18 e 61 anos de idade
– Qualquer pessoa pode ser incluída no Be The Match, independente do status imigratório neste país

Campanhas da Fundação neste fim de semana (confira outras no site icla.org):

Sábado, 28 de janeiro – 11 AM

Igreja Adventista Brasileira

4 Oak Street

Wakefield, MA – 01880

Domingo, 29 de janeiro – 9 AM

Igreja Santo Antônio de Pádua

400 Cardinal Medeiros Avenue

Cambridge, MA – 02141

Domingo, 29 de janeiro -7 PM

Revival Church for the Nations

25 Webster Street

Everett, MA – 02149

Ligue para 646.385-0671 para agendar uma campanha em sua comunidade

Jehozadak Pereira

Há alguns anos fui editor da Refletir Magazine em Boston e tive o privilégio de entrevistar algumas personalidades e dentre elas tenho publicado o resultados destas entrevistas. Uma destas personalidades é Jaime Kemp, considerado a maior autoridade em aconselhamento conjugal e familiar na igreja evangélica brasileira. Divertido, espontâneo, sério e contundente Jaime Kemp não deixou nenhuma pergunta sem resposta. Confira a sua entrevista, que como disse foi publicada originariamente no http://www.refletir.com.

 

Jaime Kemp é um apaixonado pelo Brasil desde os dez anos de idade. Um dia na escola – na California – a professora pediu uma redação sobre países do mundo, e para ele caiu o Brasil, começou ali uma relação que já dura 40 anos. Autor de mais de cinquenta e quatro livros – todos eles sobre família, que é a sua especialidade, o que o torna a maior autoridade sobre o assunto no Brasil. O mais vendido dos seus livros é Eu Amo Você. De passagem por Massachusetts, onde veio ministrar um seminário para casais, concedeu entrevista exclusiva a Paulo DeOliveira e Jehozadak Pereira, publisher e editor de Refletir Magazine.

Quais são as maiores problemas que a família enfrenta hoje, especialmente a brasileira?

Penso que é dinheiro. A situação economica, pois muitos pais não conseguem sustentar suas famílias e dar aos seus filhos boas escolas; também não conseguem dar comida, e por isso a mulher tem que trabalhar fora, deixando as crianças aos cuidados de uma babá ou com a empregada, ou numa creche. Com isto, os filhos dos brasileiros que trabalham em tempo integral, são criados por estranhos. Há também o problema de infidelidade, que é muito sério. Antigamente, quando eu cheguei no Brasil, havia um número bem menor de mulheres que trabalhavam fora, com isto as mulheres passaram a enfrentar as mesmas tentações que os homens enfrentam nos seus empregos, viagens. A infidelidade feminina cresceu muito nos últimos 20, 30 anos, o que se tornou um dos problemas. Há ainda o problema da comunicação. Os nossos casais não estão sendo preparados e não tem uma boa comunicação a começar nos seus namoros, e acham que o casamento vai resolver todos os seus problemas, quando na realidade, vai piorar. Os nossos casais não desenvolvem os princípios de comunicação, que é saber ouvir, saber falar, responder corretamente etc. As pessoas se casam e não tem nenhuma idéia de como resolver os conflitos. Na maioria dos casos não fizeram o curso pré-nupcial nem por uma hora sequer. Enquanto eles fazem planos para lua de mel, roupa, festa, flores, não gastam tempo nenhum para aprender a viver debaixo do mesmo teto. Duas pessoas – um pecador e uma pecadora – debaixo do mesmo teto, pode provocar uma guerra – risos. Atrás disto, existe algumas filosofias que estão bombardeando a família. Uma delas é o humanismo que diz que Deus não está mais no trono, que é ocupado pelo homem, que diz ainda que se a mulher não o satisfaz ele a troca por outra mulher, porque ele se julga importante. Tem o materialismo, que faz com que o homem só pende e corra atrás do dinheiro, e valores que acabam se tornando o foco principal na vida do casal. Por causa disto, valores como relacionamento dentro do lar, harmonia, tempo gasto com filhos, acabam relegados a um segundo plano.

O que mais?

Tem o relativismo. Outro dia eu ministrava um seminário para jovens numa cidade no interior – o que me assustou; eu falava sobre sexo pré-nupcial e um casal chegou para mim e perguntou com que direito eu falava sobre isto. Diziam que podiam transar a vontade antes de casar. Diziam que era a minha opinião, ao que eu retruquei que a opinião é a de Deus, o criador e o arquiteto do lar. Este relativismo, que é a sua opinião contra a minha, que diz que todos os caminhos levam a Deus, o que temos que combater. Estas filosofias – edonismo, materialismo, humanismo, estão mudando a cabeça do povo brasileiro.

Um fenômeno tem acontecido entre os jovens que é a depressão. O senhor crê que o fator familiar é a causa disto?

Vários artigos das revistas Time e Newsweek constataram o problema seríssimo de crianças, jovens e adolescentes profundamente deprimidos ao ponto de uma das razões de haver muitos suicídios ser a depressão. Isto vem por que? Famílias desustruturadas, pais muito rigídos que exigem bons desempenhos acadêmicos dos seus filhos; sentem que não são amados, e que tem que agradar seus pais.

O senhor crê que a separação dos pais pode levar os filhos a depressão?

Sim, minha esposa escreveu um livro sobre depressão, porque ela passou por um processo de depressão; a igreja não aceita que uma pessoa convertida possa ter depressão. A depressão é uma doença como qualquer outra.

O senhor crê que a igreja brasileira não está preparada para lidar com o assunto?

Sim. É preciso tomar cuidado, pois não quero criticar, mas há uma cultura do triunfalismo e de vitória crescente. Tudo é vitória. As vezes as nossas lideranças não estão sendo muito honestas, não estão abrindo os seus corações para falar das suas próprias derrotas. Para eles está todo mundo vencendo e em vitória, o que faz com que muitos escondam os seus problemas. Além de ter também a questão da prosperidade.

A questão do homossexualismo nas novelas e na mídia. Até que ponto influenciam a família?

Nós estamos assustado com o crescimento e a aceitação do homossexualismo no Brasil. Está se tornando cada vez mais uma opção e alternativa de vida. Por três anos seguidos, quando a Marta Suplicy era prefeita de São Paulo, ela apoiava as marchas e as paradas de gays e lébicas, e isto vai impactando a mente e o coração do povo. O que mais me preocupa nisto tudo é a redefinição da família. Tradicionalmente, inclusive os católicos, acreditamos e aceitamos que a família é composta de marido e pai, esposa e mãe, e os filhos. Hoje não. Redefinindo a família seria ter dois homossexuais que através de uma adoção vão ter filhos, ou ainda duas lésbicas que vão fazer uma inseminação artificial para ter filhos; não tem pai, não precisa ter pai etc. Esta redefinição da família é uma alternativa mais nova no Brasil. Quando a Marta Suplicy era deputada federal, fez uma proposta indecente, que permitia o casamento de homossexuais, proposta que não passou, por causa de uma igreja em Goiânia que montou um manifesto com milhares de assinaturas que foram levadas para Brasília e criou um alvoroço que não permitiu que a lei fosse aprovada. Eu diria que o homossexualismo está cada vez mais sendo aceito, e o problema maior é sem dúvida a redifinição da família. Por outro lado, a igreja brasileira não está preparada a lidar com o problema. A grande maioria não sabe aconselhar o homossexual, mesmo que ele queria se livrar, não há orientação sadia, e há poucos lugares onde um rapaz ou uma moça poderia receber terapia espiritual, emocional para abandonar o homossexualismo. Eu creio que aos poucos a igreja vai ter que lidar com isto. Não vai aceitar, porque isto nunca vai acontecer, de a igreja aceitar o homossexualismo como alternativa de vida.

O aborto é um problema no Brasil hoje?

Jaime Kemp Infelizmente a igreja brasileira está dormindo com relação ao assunto. Eu creio ter o único livro cristão escrito sobre o aborto. O Jornal do Brasil, constatou através de uma pesquisa que no minímo cinco milhões de crianças estão sendo abortadas por ano no Brasil. É um problema imenso. Nós não cremos que o embrião no útero é uma criança, e por isso é que se aborta tanto. O aborto é um ato fisíco e um ato emocional, que a mulher nunca consegue superar totalmente na sua vida, pois as implicações psicológicas são imensas. A igreja brasileira sabe e não toca no assunto, eu nunca vi um brasileiro pregar sobre o assunto.

A corrupção influencia na família?

A corrupção sempre foi um problema no Brasil. Penso que se nossa liderança fosse disciplinada e ensinada nos caminhos do Senhor desde pequenos não teríamos o quadro que vemos hoje. O pai é um modelo positivo ou negativo, então o filho ao crescer observa uma corrupção para lá e para cá, e vai aprendendo a ser corrupto dentro da sua própria casa. É claro que se ele entrar na política sem o princípio de honestidade e integridade haverá muitas oportunidades de roubar muito dinheiro. Pai e mãe precisam ser gente integra e honesta nas coisas pequenas também, a começar dentro de casa.

Não sou muito de indicar blogs ou sites, mas o da Raphaela Machado vale a pena ser acessado. Os textos são leves e descontraídos e fáceis de ler, e a vontade é de voltar sempre no blog. Vale a pena ler.


Categories

Estatísticas do blog

  • 173,494 hits

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Join 846 other followers

Twitter Updates

%d bloggers like this: