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Jehozadak Pereira

Há alguns anos fui editor da Refletir Magazine em Boston e tive o privilégio de entrevistar algumas personalidades e dentre elas tenho publicado o resultados destas entrevistas. Uma destas personalidades é Jaime Kemp, considerado a maior autoridade em aconselhamento conjugal e familiar na igreja evangélica brasileira. Divertido, espontâneo, sério e contundente Jaime Kemp não deixou nenhuma pergunta sem resposta. Confira a sua entrevista, que como disse foi publicada originariamente no http://www.refletir.com.

 

Jaime Kemp é um apaixonado pelo Brasil desde os dez anos de idade. Um dia na escola – na California – a professora pediu uma redação sobre países do mundo, e para ele caiu o Brasil, começou ali uma relação que já dura 40 anos. Autor de mais de cinquenta e quatro livros – todos eles sobre família, que é a sua especialidade, o que o torna a maior autoridade sobre o assunto no Brasil. O mais vendido dos seus livros é Eu Amo Você. De passagem por Massachusetts, onde veio ministrar um seminário para casais, concedeu entrevista exclusiva a Paulo DeOliveira e Jehozadak Pereira, publisher e editor de Refletir Magazine.

Quais são as maiores problemas que a família enfrenta hoje, especialmente a brasileira?

Penso que é dinheiro. A situação economica, pois muitos pais não conseguem sustentar suas famílias e dar aos seus filhos boas escolas; também não conseguem dar comida, e por isso a mulher tem que trabalhar fora, deixando as crianças aos cuidados de uma babá ou com a empregada, ou numa creche. Com isto, os filhos dos brasileiros que trabalham em tempo integral, são criados por estranhos. Há também o problema de infidelidade, que é muito sério. Antigamente, quando eu cheguei no Brasil, havia um número bem menor de mulheres que trabalhavam fora, com isto as mulheres passaram a enfrentar as mesmas tentações que os homens enfrentam nos seus empregos, viagens. A infidelidade feminina cresceu muito nos últimos 20, 30 anos, o que se tornou um dos problemas. Há ainda o problema da comunicação. Os nossos casais não estão sendo preparados e não tem uma boa comunicação a começar nos seus namoros, e acham que o casamento vai resolver todos os seus problemas, quando na realidade, vai piorar. Os nossos casais não desenvolvem os princípios de comunicação, que é saber ouvir, saber falar, responder corretamente etc. As pessoas se casam e não tem nenhuma idéia de como resolver os conflitos. Na maioria dos casos não fizeram o curso pré-nupcial nem por uma hora sequer. Enquanto eles fazem planos para lua de mel, roupa, festa, flores, não gastam tempo nenhum para aprender a viver debaixo do mesmo teto. Duas pessoas – um pecador e uma pecadora – debaixo do mesmo teto, pode provocar uma guerra – risos. Atrás disto, existe algumas filosofias que estão bombardeando a família. Uma delas é o humanismo que diz que Deus não está mais no trono, que é ocupado pelo homem, que diz ainda que se a mulher não o satisfaz ele a troca por outra mulher, porque ele se julga importante. Tem o materialismo, que faz com que o homem só pende e corra atrás do dinheiro, e valores que acabam se tornando o foco principal na vida do casal. Por causa disto, valores como relacionamento dentro do lar, harmonia, tempo gasto com filhos, acabam relegados a um segundo plano.

O que mais?

Tem o relativismo. Outro dia eu ministrava um seminário para jovens numa cidade no interior – o que me assustou; eu falava sobre sexo pré-nupcial e um casal chegou para mim e perguntou com que direito eu falava sobre isto. Diziam que podiam transar a vontade antes de casar. Diziam que era a minha opinião, ao que eu retruquei que a opinião é a de Deus, o criador e o arquiteto do lar. Este relativismo, que é a sua opinião contra a minha, que diz que todos os caminhos levam a Deus, o que temos que combater. Estas filosofias – edonismo, materialismo, humanismo, estão mudando a cabeça do povo brasileiro.

Um fenômeno tem acontecido entre os jovens que é a depressão. O senhor crê que o fator familiar é a causa disto?

Vários artigos das revistas Time e Newsweek constataram o problema seríssimo de crianças, jovens e adolescentes profundamente deprimidos ao ponto de uma das razões de haver muitos suicídios ser a depressão. Isto vem por que? Famílias desustruturadas, pais muito rigídos que exigem bons desempenhos acadêmicos dos seus filhos; sentem que não são amados, e que tem que agradar seus pais.

O senhor crê que a separação dos pais pode levar os filhos a depressão?

Sim, minha esposa escreveu um livro sobre depressão, porque ela passou por um processo de depressão; a igreja não aceita que uma pessoa convertida possa ter depressão. A depressão é uma doença como qualquer outra.

O senhor crê que a igreja brasileira não está preparada para lidar com o assunto?

Sim. É preciso tomar cuidado, pois não quero criticar, mas há uma cultura do triunfalismo e de vitória crescente. Tudo é vitória. As vezes as nossas lideranças não estão sendo muito honestas, não estão abrindo os seus corações para falar das suas próprias derrotas. Para eles está todo mundo vencendo e em vitória, o que faz com que muitos escondam os seus problemas. Além de ter também a questão da prosperidade.

A questão do homossexualismo nas novelas e na mídia. Até que ponto influenciam a família?

Nós estamos assustado com o crescimento e a aceitação do homossexualismo no Brasil. Está se tornando cada vez mais uma opção e alternativa de vida. Por três anos seguidos, quando a Marta Suplicy era prefeita de São Paulo, ela apoiava as marchas e as paradas de gays e lébicas, e isto vai impactando a mente e o coração do povo. O que mais me preocupa nisto tudo é a redefinição da família. Tradicionalmente, inclusive os católicos, acreditamos e aceitamos que a família é composta de marido e pai, esposa e mãe, e os filhos. Hoje não. Redefinindo a família seria ter dois homossexuais que através de uma adoção vão ter filhos, ou ainda duas lésbicas que vão fazer uma inseminação artificial para ter filhos; não tem pai, não precisa ter pai etc. Esta redefinição da família é uma alternativa mais nova no Brasil. Quando a Marta Suplicy era deputada federal, fez uma proposta indecente, que permitia o casamento de homossexuais, proposta que não passou, por causa de uma igreja em Goiânia que montou um manifesto com milhares de assinaturas que foram levadas para Brasília e criou um alvoroço que não permitiu que a lei fosse aprovada. Eu diria que o homossexualismo está cada vez mais sendo aceito, e o problema maior é sem dúvida a redifinição da família. Por outro lado, a igreja brasileira não está preparada a lidar com o problema. A grande maioria não sabe aconselhar o homossexual, mesmo que ele queria se livrar, não há orientação sadia, e há poucos lugares onde um rapaz ou uma moça poderia receber terapia espiritual, emocional para abandonar o homossexualismo. Eu creio que aos poucos a igreja vai ter que lidar com isto. Não vai aceitar, porque isto nunca vai acontecer, de a igreja aceitar o homossexualismo como alternativa de vida.

O aborto é um problema no Brasil hoje?

Jaime Kemp Infelizmente a igreja brasileira está dormindo com relação ao assunto. Eu creio ter o único livro cristão escrito sobre o aborto. O Jornal do Brasil, constatou através de uma pesquisa que no minímo cinco milhões de crianças estão sendo abortadas por ano no Brasil. É um problema imenso. Nós não cremos que o embrião no útero é uma criança, e por isso é que se aborta tanto. O aborto é um ato fisíco e um ato emocional, que a mulher nunca consegue superar totalmente na sua vida, pois as implicações psicológicas são imensas. A igreja brasileira sabe e não toca no assunto, eu nunca vi um brasileiro pregar sobre o assunto.

A corrupção influencia na família?

A corrupção sempre foi um problema no Brasil. Penso que se nossa liderança fosse disciplinada e ensinada nos caminhos do Senhor desde pequenos não teríamos o quadro que vemos hoje. O pai é um modelo positivo ou negativo, então o filho ao crescer observa uma corrupção para lá e para cá, e vai aprendendo a ser corrupto dentro da sua própria casa. É claro que se ele entrar na política sem o princípio de honestidade e integridade haverá muitas oportunidades de roubar muito dinheiro. Pai e mãe precisam ser gente integra e honesta nas coisas pequenas também, a começar dentro de casa.

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Jehozadak Pereira

Dizem que as novelas nada mais são do que uma representação da vida. Se for assim mesmo as cenas exibidas no dia 12 extrapolaram toda e qualquer representação da vida. Talvez seja a representação da vida de Aguinaldo Silva, autor da novela Duas Caras. As cenas mostradas foram de um mau gosto profundo pois retrata o linchamento e a invasão da casa de Dália, Bernardinho e Eraldo que vivem um triângulo amoroso. Até ai nada demais a não ser pelo fato de Bernardinho ser homossexual e ser tratado como “bambi”, “boiola” e “florzinha”, por outros personagens da novela, e deve-se perguntar de quem é o preconceito?

As cenas fortíssimas mostraram a rebelião do povo da favela da Portelinha, que foram assulados por Edivânia, frequentadora da Igreja do Abençoado e resolveram fazer justiça em nome de Deus. Edivânia, que anda com uma Bíblia – ou algo parecido nas mãos – o tempo todo e que não perde uma oportunidade sequer de: 1. fazer fofoca; 2. cuidar da vida alheia; 3. brandir a Bíblia – ou algo parecido – contra tudo e contra todos; 4. evocar o juízo e dizer que é em nome de Deus.

O que provocou a ira de Edivânia foi a compra de um colchão king size para que os três – Dália, Bernardinho e Edivânia pudessem dormir a vontade enquanto esperavam pelo nascimento da filha de Dália que terá dois pais – com quem Bernardinho que num momento de recaida teve uma relação sexual ou Eraldo que é o outro vértice do exótico triângulo.

Em nome de Deus uma possessa Edivânia, numa das cenas mais fortes da televisão brasileira em todos os tempos foi à frente da turba que apedrejou, espancou e depredou a casa onde os três moram.

A comunidade cristã-evangélica brasileira protestou contra a exibição imediatamente e os e-mails da Rede Globo e do autor ficaram entulhados de reclamações, pois o que se viu ali não condiz em absoluto com a realidade.

Nós como cristãos não concordamos com o homossexualismo porque a Bíblia assim preconiza, mas dai sair batendo e espancando homossexuais só porque são homossexuais é uma circunstância totalmente desvirtuada da realidade e é de se perguntar para Aguinaldo Silva quantas vezes ele já viu um cristão professo batendo, espancando ou linchando um homossexual?

Aliás, na novela mais uma vez os cristãos ou os crentes – como queiram são retratados de forma caricata e distorcida, beirando o fanatismo e é até possível que exista gente assim, mas se o núcleo de pesquisa da novela não sabe como somos, porque não foram fazer laboratório para ver como é?

Qual é o problema da Globo com os evangélicos? É acertar contas? Por que? O que lhe fizemos? Ainda devemos perguntar para Aguinaldo Silva qual é o problema dele com os evangélicos? É acertar contas? Por que? O que lhe fizemos? Temos o nosso credo e nele cremos, assim como cada um tem o seu e nele crê.

Aliás, Aguinaldo Silva escreve Duas Caras como um autor de novelas ou como um ativista do homossexualismo, visto que é homossexual assumido? A realidade é que ambos – Globo e autor extrapolaram na mão e exageraram na dose e agora enfrentam protestos merecidos.

Há gente que defende a censura como um meio de coibir abusos semelhantes, pois além de tudo o que aconteceu embora seja tido como uma expressão de arte é na realidade um vilipêndio à igreja evangélica brasileira.

É certo que no nosso meio há gente oportunista como Silas Malafaia que recentemente provocou polêmica ao atacar o homossexualismo no seu programa de televisão. Os motivos de Malafaia não são nada nobres, mas sim meramente comerciais. A Globo precisa saber que não somos como Edivânia e a sua turba de gente fanatizada e estereotipada negativamente por Aguinaldo Silva e retratada pela Globo.

 


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