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Jehozadak Pereira

Fechadas as urnas e encerrada a apuração o Brasil vai ter pela primeira vez na sua história uma mulher presidente. Ao contrário de quando Lula foi eleito não se viu ou se notou o grande entusiasmo que a eleição do operário, líder sindical, e um dos maiores nomes da história política brasileira em todos os tempos provocou. Lula é carismático e dono de uma personalidade que é capaz de incendiar uma multidão somente contando a sua história e trajetória de vida.

Ao ascender ao governo, Lula levou junto de si companheiros de luta e de agruras, de ideologia e tendências de esquerda que sem dúvida alguma deram um novo viés à política brasileira. As conquistas sociais deste grupo foram notáveis e como gosta de dizer Lula, nunca na história do Brasil tantos puderam progredir. Também é notório que nunca na história da república brasileira tantos escândalos se sucederam bem debaixo das barbas do presidente, quando não na sua antesala sem que ele se desse conta, ou pelo menos foi o que sempre disse.

Há também as alianças no mínimo estranhas que o PT fez para governar com nomes manjados na política brasileira, bem ao contrário de tudo o que havia pregado anteriormente, deixando evidente que o discurso era um, mas a prática totalmente diferente e o partido ético e coerente com as suas ideias e ideais deu lugar a alianças estranhas e comprometidas com o loteamento de cargos e funções. O PT se juntou com quem ferozmente combatia no passado.

Se por um lado Lula foi o pai dos pobres, por outro foi alcoviteiro de ladrões e corruptos e a prova disto é que grandes quadros do PT foram ficando pelo caminho, a exemplo de José Dirceu, Luiz Gushiken, Delúbio Soares, Antonio Palocci – nem sempre por causa de dinheiro, mas de escândalos e acobertamentos diversos.

Não há dúvida alguma que se estes nomes acima não tivessem sido prejudicados por problemas, é certo que pelo menos Dirceu e Palocci se credenciariam à presidência como ungidos de Lula.

Com estes fora, restou a Lula apostar as suas fichas em Dilma Rousseff que de ilustre e ranzinza desconhecida se tornou uma celebridade e se credenciou para disputar a presidência da república. A campanha de Dilma enfrentou problemas variados. Um deles foi a falta de carisma, as limitações de quem amais havia subido num palanque para fazer campanha anteriormente e também pelo seu problema de saúde.

Colocou-se então em curso uma campanha publicitária para eleger Dilma que era um produto cujo destino era conquistar o mercado, ou o eleitor indeciso e os que queriam dar continuidade ao que Lula fez em oito anos. A política brasileira é pródiga em eleger produtos de marketing e um exemplo disto é Fernando Collor de Mello que se impôs comoi solução e acabou em retumbante fracasso. Outro exemplo é Celso Pitta, criação de Paulo Maluf que foi eleito prefeito de São Paulo e governou em meio a escândalos e terminou a vida enrolado em problemas.

Depois do susto no primeiro turno, a estratégia foi retomada e Dilma eleita. Resta saber como a nova presidente vai se comportar, principalmente com os radicais do partido que querem endurecer diversas relações, inclusive com o controle da imprensa a quem acusam de perseguir o partido. Lula sempre soube se impor e fazer valer a sua opinião ante as diversas tendências que o PT abriga e por isso governou em paz e com relativa paz nos bastidores. E com Dilma como vai ser? Ela tem tudo para fazer a diferença tal como Lula e alguns dos seus antecessores fizeram, ou então se deixar dominar pelos meandros nem sempre claros e honestos da política e dos seus bastidores. Dilma vai ter que se cercar de gente competente e honesta que pense primeiro no Brasil e não no PT e nas suas alianças.

Só o tempo vai dizer se ela foi uma presidente inesquecível como Lula ou uma presidente a ser esquecida como Collor. Tomara que seja a primeira hipótese…

 

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Jehozadak Pereira 

Uma nova e milionária crise se abate sobre a política, e em especial sobre o governo brasileiro, com o caso dos cartões de crédito corporativos do governo. O escândalo já custou o cargo de Matilde Ribeiro, que tinha o status de ministra após ser acusada de usar irregularmente o cartão corporativo do governo pediu demissão. As despesas de Matilde com o cartão corporativo em 2007 somaram R$ 171 mil, sendo que  ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros, além de ter feito compra num free shop. Após ser pilhada e não ter explicações plausíveis, Matilde culpou dois funcionários do seu gabinete pelo mau uso do cartão corporativo.

Mas a explicação mais cínica e indecente partiu de Orlando Silva, ministro dos Esportes, que teria usado o cartão corporativo para pagar o R$ 8,30 em uma tapiocaria de Brasília, o que contraria as normas, já que, na capital federal, o cartão deve ser usado apenas para despesas emergenciais. Silva disse que confundiu o cartão corporativo com o seu cartão de crédito pessoal, pois ambos são muito parecidos, e sem dúvida alguma esta deve ser definitivamente a prática do governo do PT ou pelo menos de alguns dos seus integrantes que parecem confundir os fundos públicos com os seus pessoais.

Este novo escândalo expõe de modo cruel mais uma vez as vísceras do PT, que quando era oposição tinha a bandeira da moralidade e da ética e uma vez no poder tratou de fazer tudo exatamente o contrário do que pregava.

Para ver o distanciamento do PT da sua primeira realidade basta ver o comportamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se parece cada vez mais com um burguês do que com o fundador e líder maior do partido, postura que aliás, o partido e o próprio sempre abominaram. Progredir socialmente é o anseio – e direito – de todo ser humano, mas se distanciar dos seus ideais por causa disto é sobretudo um problema de caráter.

Os escândalos protagonizados por figurões do partido como José Dirceu, Antonio Pallocci, Luiz Gushiken e José Genoíno serviram para mostrar o nível e o grau de comprometimento ético do partido, além de se aliançarem com adversários que sempre criticaram, o que tornou patente que o PT é tal e qual os outros partidos que sempre sobreviveram por se adaptarem aos novos governos.

Sim, a economia vai bem obrigado, e neste aspecto ao que parece o Brasil esta saneado diante da crise financeira que assola o mundo, o país passa incólume diante dela, recebendo inclusive elogios por causa disto. Mas, há de se ressaltar que o comando da política  economica brasileira jamais esteve nas mãos do PT ou de alguém da confiança dele, o que num primeiro instante provou uma quase sisão no partido e que terminou com a expulsão da ex-senadora Heloisa Helena e de outros parlamentares que se insurgiram.

A imprensa cumpre o seu papel de repercutir e denunciar cada um destes escândalos o que provoca revolta e gritaria dos militantes do PT que vêem nisto uma conspiração contra o partido e em especial contra o presidente Lula.

É só visitar alguns dos centenas de blogs e sites de militantes e simpatizantes para ver o tamanho da revolta e as soluções mais exdruxúlas sugeridas que vão desde a censura até o fechamento de jornais, revistas, emissoras de televisão e rádio, além de sites e blogs e não é de se duvidar que fizessem isto se tivessem poder para tanto, o que prova que a cada dia o país é cada vez mais amoral e na realidade tudo o que critica é igual ao criticado, inclusive o PT que cada dia mais se parece na essência com tudo aquilo que combatia num passado não muito distante.

 


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