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Jehozadak Pereira

Aquela cena corriqueira do comercial de cerveja na televisão que mostra um grupo de pessoas sorridentes em volta de uma garrafa, é a mais pura expressão da mentira. Mentira porque ninguém pode ser feliz bebendo. Mas ao colocar pessoas sorridentes e aparentemente felizes para ingerir álcool, quer se fazer pensar que é possível alcançar o que eles têm ali naquele instante. O pesquisador Gerald Jellison, da Universidade do Sul da Califórnia, afirma que no decorrer de um dia normal qualquer – fora dos períodos eleitorais – uma pessoa ouve, vê e lê mais de duzentas mentiras, ou uma inverdade a cada cinco minutos. Read the rest of this entry »

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Jehozadak Pereira

Escrito em 2007, mas bem atual, principalmente em tempos onde a imprensa é criticada pela petistada toda, Lula à frente querendo colocar uma mordaça em quem os denuncia e critica.

A grande questão é que o PT como instituição e enquanto governo não aceita ser criticado por ninguém, e quando o é pela imprensa grita aos quatro cantos que é vítima de um complô da mídia. Mentira. A mídia não persegue ninguém, e a cantilena é a mesma de gente do quilate de Silas Malafaia, quando o criticado era o seu protegido, o ex-governador Garotinho, que dizia da perseguição pelo fato de ser um evangélico.

Já pensou se o nosso Lula, passasse por um processo de impeachment que passou o abjeto Collor de Mello? Pelo contrário, quem se dispôr a ler e pesquisar vai ver que ninguém mais manipulou a imprensa do que o próprio PT, cujos militantes eram os primeiros a vazar para a imprensa extratos bancários, documentos, e tudo o que podiam para comprometer e enlamear ainda mais o péssimo nome de Collor e sua troupe. Quem foi que surgiu com o motorista Eriberto França a tiracolo numa CPI? Ou ainda quem não se lembra do senador Suplicy se fazendo de sonso e detonando com tudo? Ou o próprio José Dirceu, com sua falsa indignação e moralidade deitando falação?

Quando era a imprensa nos olhos e em outras partes menos pudendas dos outros era bom, mas e agora que a imprensa relata tudo e marca em cima? Sabe daquele ditado que quem com ferro fere? Pois é…

Juscelino governou com a imprensa no seu pé. Ribamar, o estadista do Maranhão também. O topetudo Franco, o Itamar e FHC idem, e nenhum deles, ao que me consta se disseram vítimas de perseguição da imprensa. Não foi a imprensa que inventou Marcos Valério, e muito menos o mensalão. Não foi nenhum jornalista ou dono de qualquer veículo noticioso que chefiou o mensalão, ou sequer foi denunciado no STF. Quem foi? Foi o defectível José Dirceu, que se julgava o todo poderoso, e uma vez acusado – não julgado – quer politizar um caso de polícia, de roubo e de falcatruas contra os cofres públicos.

Já pensou se o Lula enfrentasse e passasse pelo mesmo processo de Nixon? O que vocês fariam? Mandariam prender ou matar os jornalistas que os denunciasse? Nixon saiu calado e jamais acusou a imprensa de o ter derrotado.

O PT que sempre pregou a ética, a moralidade e a lisura na política não tinha o direito de errar, pois sabia que todos os olhos da nação estariam em cima, mas não, o que fizeram? Tudo o contrário. E quando pilhados saem-se com a conversa fiada de que a imprensa os persegue.

Acusam o finado Serjão das mesmas práticas. Claro que é comodo, se justificar acusando. A impressão é a de que se o Serjão fez e ninguém falou nada, nós – o PT – podemos fazer e se a imprensa nos detonar – na visão tacanha e miúda da companheirada – nós vamos nos fazer de vítimas. E não é o que tem acontecido?

Quando o presidente Lula já eleito, mas não empossado veio a Washington eu fui numa comitiva de jornalistas participar de um almoço onde ele estava. Nunca vi tanta arrogância e prepotência andando juntas. Membros da comitiva, olhavam todos por cima e estavam mais preocupados e deslumbrados com o que os cercava, do que tudo.

Outra coisa difícil de aceitar é a fala de Lula que não sabia de nada. Quanta mentira e cinismo. Para que serve o serviço de informações de um governo? Lembro que cada um dos envolvidos trabalhavam no mesmo palácio que Lula dá seu expediente e mesmo assim, ele continua afirmando que não sabia de nada. A quem ele quer enganar? Que busque outro trouxa. Aliás, trouxa é o que não falta.

Todos estes escândalos denunciados, servem para colocar o PT no seu devido lugar junto com todos os outros que o antecederam no exercício do poder, e é dever da imprensa sim, informar, denunciar, expor e noticiar os rolos de quem quer que seja. Aqui nos Estados Unidos a imprensa toma partido sim, e nem por isto é cerceada. Outro dia participei de um jantar onde estavam cerca de 2,5 mil profissionais de imprensa, e ao lado deles as principais autoridades do estado. Governador, prefeito da capital, deputados e senadores, e nenhum deles foi poupado de críticas ou gozações. Inclusive um ex-prefeito da capital que estava preso por causa de problemas na administração da cidade, mas como é um homem muito popular, as previsões dão conta de que ele se elegerá na próxima eleição.

Sabe quem o denunciou? Foi a imprensa. Ele foi investigado, julgado, condenado a cumprir uma pena de cinco anos por corrupção, formação de quadrilha e conspiração. Mas nem por isto culpou a imprensa.

O que me parece é que o PT quer estar acima do bem e do mal, e se pudesse calava a imprensa, como fez o idiota do Chávez ou criava uma imprensa oficial nos moldes da que Castro criou.

Conviver com as opiniões diferentes e com as diferenças é uma arte que o PT não aprendeu ainda, e pelo jeito não vai aprender nunca, e se continuar nesta toada, vai sobrar incapacidade e faltar culpado para ser apontado. Concorda?

Jehozadak Pereira

Escrevi este artigo há quatro anos. Troque os nomes de John Kerry e George W. Bush pelos de John McCain, Hillary Clinton e Barack Obama que a história se repete.

Dizem que as eleições presidenciais americanas dão sono em monge de pedra. É assim mesmo? Quase assim. A cada quatro anos as cenas das primárias se repetem ao longo do território americano. A partida deste processo eleitoral começa com – os caucus – reuniões dos comitês eleitorais dos partidos, onde são indicados os delegados convencionais que participarão das convenções que escolherão os candidatos a eleição presidencial.

A eleição dá-se por voto indireto num intricado processo de difícil entendimento e nem sempre o mais votado no geral é o presidente eleito, um exemplo disto é George W. Bush, que teve menos votos que Al Gore, mas foi eleito, por causa dos votos da Florida.

As eleições americanas são um show de marketing, propaganda e cada detalhe é pensado e repensado à exaustão. É impensável um candidato – democrata ou republicano – falar algo que não está no script. Cada um deles parece que acabou de sair do banho naquele instante, com seus cabelos, roupas, sapatos e postura impecáveis, e sempre com um sorriso de propaganda de creme dental.

À parte disto, os candidatos têm suas vidas esmiuçadas em todos os aspectos. Descobre-se que foram à guerra, se lutaram, e se foram condecorados.

Busca-se saber quais eram as suas predileções no passado. Um exemplo foi Bill Clinton. Mostraram à exaustão as – muitas – amantes dele; que havia fumado maconha, e por conta disto ele saiu-se com uma justificativa hilária – fumou mas não tragou.

Deslizes de pré ou mesmo de candidatos não são perdoados de modo algum. A lista dos abatidos em disputas pré e eleitorais é enorme. Um dos exemplos notórios é o do senador Ted Kennedy. Em 1969 Ted Kennedy dirigia alcoolizado e caiu da ponte em Chappaquiddick, Martha’s Vineyard, matando Mary Jo Kopechne, tida oficialmente como sua secretária por alguns e amante por outros. A realidade é que o virtual candidato à presidência da república em 1972 acabou com qualquer chance de sê-lo um dia.

Gary Hart, foi outro abatido por causa de uma acusação de adultério em 1984. Mas, saias a parte, acusações ou insinuações são usadas para mostrar o caráter ou a falta dele nos candidatos.

Na década de 70, um dos candidatos era Richard Nixon, e sabedores da sua fama de mentiroso, publicitários evitavam a todo custo chamá-lo como tal. Se fizessem isto grande parte do eleitorado iria sentir compaixão de Nixon, e o objetivo – provar que Nixon era de fato mentiroso – cairia por terra. O que fizeram então? Sob uma foto do ex-presidente eles colocaram a sentença que iria acompanhar Nixon até os derradeiros dias de vida.

O que eles escreveram?

VOCÊ COMPRARIA UM CARRO USADO DESTE HOMEM?

O resultado foi visto tempos depois com Nixon renunciando ao cargo mais cobiçado do planeta – por mentir!

Muitas vezes tais expedientes não dão em nada. Bill Clinton, foi massacrado, sua vida íntima foi exposta antes e durante seus oito anos de governo e nada disto foi suficiente para diminuir a popularidade dele. O fraco de Clinton sempre foi o sexo feminino e ele parecia querer que todo mundo soubesse disto.

Além do caráter, o eleitor exige que os candidatos tenham posições religiosas definidas. Nesta eleição o republicano George W. Bush desfruta de uma clara vantagem junto aos cristãos, vantagem que se acentua com a proximidade da eleição. Os republicanos estão muito a vontade para falarem de valores religiosos, e são céleres em prometer que a fé terá uma forte influência sobre a atuação política de cada um deles, ao contrário dos democratas que quase nunca cumprem suas promessas de campanha.

O certo é que longe de atrair a atenção do mundo para o cargo mais importante, poderoso e cobiçado do planeta, a eleição presidencial é atração e preocupação da população americana, que muitas vezes não comparece para votar – no sistema eleitoral americano o voto não é obrigatório – e depois cobra do seu mandatário maior a sua quota de responsabilidade.

Quem ganhará a eleição presidencial americana? Não se sabe, só quando se apurar a última urna do condado distante; mas desde já se discute se Bush ou Kerry – republicano e democrata, conservador e liberal, ambos milionários são de fato os melhores candidatos.

A vida de Bush foi esmiuçada cinco anos atrás, a vez de Kerry é agora. A imprensa noticia livremente o que é apresentado ou falado, longe da preocupação em esconder este ou aquele deslize de qualquer deles, tornando o processo todo numa eletrizante disputa. As fofocas de alcova são muito mais interessantes do que a disputa propriamente dita.


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