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Jehozadak Pereira

Este Dias Toffoli é tão larápio e vendido quanto o Ricardo Lewandowski. Absolver José Dirceu por falta de provas é o fim da picada e é uma afronta ao contribuinte brasileiro. Acho que precisamos fazer uma campanha urgente para comprar óculos novos para estes dois idiotas…

Jehozadak Pereira

Este Ricardo Lewandowski é o que pode se chamar de Rolando Lero e se bobear é capaz dele absolver o José Dirceu e condenar o Joaquim Barbosa…

Jehozadak Pereira

Uma pergunta que não quer calar tem ecoado nas últimas semanas nas ruas, esquinas e lares brasileiros – o que está acontecendo com o PT? Por que o partido aguerrido, romântico e até certo ponto ingênuo – por achar que podia consertar o mundo – enveredou pelo caminho da corrupção e das coisas escamoteadas.

Quando foi fundado há 32 anos no rastro das greves do ABC paulista em plena ditadura militar o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, realizava as suas assembléias onde o principal orador era um pernambucano aguerrido que atendia pelo apelido de Lula. Quando ele discursava a platéia entrava em transe numa catarse coletiva jamais vista na história do sindicalismo brasileiro.

Lula falava a língua do peão que trabalhava no chão das fábricas, produziam a riqueza e ficavam com uma parte minguada que eram os seus salários. Com coragem e destemor Lula e seus companheiros convocavam greves gerais em frontal desafio aos militares. Logo a idéia de fundar um partido político sem o ranço e os costumes de outros partidos foi tomando corpo e criou-se o Partido dos Trabalhadores, que reunia sindicalistas como o próprio Lula, Jacó Bittar, Vicentinho, Jair Meneguelli com intelectuais como Plínio de Arruda Sampaio, Florestam Fernandes, Marilena Chauí, que compunham com outros a nata do pensamento intelectual no Brasil. Universitários como José Dirceu, ativistas como Fernando Gabeira, a atriz Bete Mendes; o aristocrata Eduardo Suplicy foram alguns dos petistas de primeira hora.

Logo o Partido dos Trabalhadores se organizava e disputava eleições e não demorou para que os primeiros vereadores e prefeitos fossem eleitos – o primeiro prefeito eleito pelo PT foi Gilson Menezes em Diadema, São Paulo. As câmaras estaduais e federal recebiam os primeiros parlamentares eleitos pelo Partido dos Trabalhadores que não parou mais de crescer. Lula disputou eleições para o governo paulista e perdeu, sendo eleito deputado – dos mais votados – para a constituinte, mandato para o qual não quis se reeleger, preferindo percorrer o Brasil e implantar uma nova consciência política, o que em parte alcançou êxito.

A figura maior do partido sempre foi Lula, que alcançou o status de ícone e líder inconteste pela sua trajetória e história, sendo respeitado no exterior e pelos seus adversários. Ao se candidatar a presidente da república foi derrotado por Fernando Collor – num dos episódios mais vergonhosos de manipulação; primeiro Lula foi acusado de não desejar o nascimento de sua filha Lurian, depois a edição tendenciosa do debate com Collor, onde Lula aparecia como derrotado – e duas vezes vencido por Fernando Henrique Cardoso. Qualquer um teria desistido. No entanto, a militância empurrou Lula adiante e o que se viu foi sempre um partido que primava pela ética, pela moralidade, pela transparência e que conferia tudo em cima. Quem não se lembra do procurador Luiz Francisco de Souza – ligado ao PT – atormentando as autoridades com processos e mais processos?

Impeachment de Collor? O PT supriu a CPI com documentos hábeis que contribuíram para a derrocada do governo que permitiu uma das maiores roubalheiras de todos os tempos. O PT foi à pedra no sapato dos oito anos de governo tucano, expondo as vísceras de qualquer coisa que parecesse suspeito. O PT tinha respostas e soluções – e sempre vendeu a idéia – para todos os problemas e dificuldades do povo brasileiro. Até o dia em que virou governo e teve que fazer o que sempre abominou – compor com as forças do atraso, como eles diziam – para poder governar. Ao se aliar a políticos cuja única preocupação é o proveito próprio, o PT loteou a administração pública e o que se viu foi o caos absoluto.

Para governar, Lula vendeu a si e o PT na bacia das almas e optou por praticar aquilo que sempre abominou e hoje é julgado no Supremo Tribunal Federal no maior caso de corrupção da história republicana e política do Brasil. Joaquim Barbosa e seus pares estão deslindando as falcatruas petistas. A sensação que fica é que o PT definitivamente não precisava passar por isto. Não mesmo!

 

Jehozadak Pereira

Outro dia alguém disse que o ministro Joaquim Barbosa é um chato. Chato, mas bom e tem mostrado isto com extrema precisão e maestria ao relatar o Escândalo do Mensalão que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal.

Tido como o primeiro negro a ser nomeado ministro no Supremo, Joaquim Barbosa é daqueles homens ímpares aos quais não se consegue ficar indiferente em momento algum. Ou gosta ou não gosta dele, fato que parece pouco importar para ele. Sempre atento às questões jurídicas e ao rito processual para não deixar nenhuma lacuna ou falha que possa ser explorado pela defesa.

O Brasil deve um importante progresso de consciência política a Joaquim Barbosa que mesmo parecendo pedante e arrogante é exemplar naquilo que faz. Gente como José Dirceu, Roberto Jefferson, Marcos Valério, Delúbio Soares e os outros réus do Mensalão devem ter pesadelos e insônia só de pensar na acusação que lhes fez o relator do processo. Pena mesmo que o palco seja o Brasil e os espectadores sejamos, compulsoriamente, nós que sustentamos esta corja de ladrões.

Joaquim Barbosa é daquelas pessoas destemidas e que jamais se deixam intimidar pela fama ou peso político de cada um dos réus e corajosamente enfrentou Ricardo Lewandowski, o revisor do processo e não baixou a crista para ele.

Sua voz vai ecoar nas nossas mentes por muito tempo, dizendo-nos que há sim esperança de justiça no nosso país tão explorado e dilapidado por estes vilões do erário público. Diz-se que o processo de acusação está tão bem amarrado que os réus só escaparão se os seus advogados apelarem para expedientes pouco éticos para tanto.

O Brasil deve sim a Joaquim Barbosa desnudar cada passo que os governantes deram em nome de um projeto de governo. Diga-se que o Partido dos Trabalhadores que a vida inteira pregou a ética, a retidão e a moral na política, esqueceu-se de cada um destes itens e jogou-os no lixo da história tão logo Luiz Inácio Lula da Silva instalou-se no gabinete e sentou-se na cadeira presidencial e deu conta de que para governar teria que fazer alianças políticas e teria de colocar dinheiro na parada. Mas de onde sairia a verba? Dos cofres públicos e se não fosse Mauricio Marinho, um ladrãozinho barato que foi nomeado diretor dos Correios ser pilhado embolsando uma propina o Brasil jamais iria saber ou melhor, jamais se chegaria às ante-salas do gabinete presidencial.

Marinho, citou o nome de Roberto Jefferson como o chefe do esquema de corrupção nos Correios e a divulgação de um vídeo provocou o início de uma das maiores crises jamais vista na política brasileira.

Roberto Jefferson afirmou que se tivesse que sentar no banco dos réus levaria com ele José Dirceu. Reagindo com virulência e batendo em todo mundo, Jefferson detonou com dirigentes e líderes petistas e os escândalos começaram a surgir e a manchar a reputação ética do PT, e a partir daí descobriu-se o sinistro Marcos Valério, o bobo da corte Delúbio Soares, Silvio Pereira, José Genoino – outro que assinou contratos sem ler, e todos os envolvidos no maior escândalo político-financeiro da república brasileira.

Roberto Jefferson e José Dirceu foram cassados, os homens de confiança de Lula foram defenestrados e um a um os envolvidos foram surgindo para desespero do PT que desta vez não pode culpar a imprensa como é do feitio deles.

E Lula? Bem, o combativo, dedicado e esforçado ex-líder sindical saiu-se com a pérola da década. Disse que não sabia de nada e que fora traído. Quem há de acreditar? O que se sabe é que ao dizer que ignorava o que se passava debaixo do seu nariz, Lula deixou na mão os seus ladravazes todos no mato sem cachorro e agora nas mãos de Joaquim Barbosa.

Logo, o imaginário popular tratou de eleger Barbosa, o homem que está passando o Brasil a limpo e seria muito interessante ter a possibilidade de vê-lo num cargo onde pudesse exercer a moralidade pública na sua plenitude, mas antes com certeza vai condenar e botar na cadeia esta quadrilha de ladrões.

Salve Joaquim!

Jehozadak Pereira

Fosse nos Estados Unidos que tivesse acontecido o escândalo do Mensalão, certamente no fim do julgamento que começou na quinta-feira, 2 de agosto, um macacão laranja esperaria cada um dos 38 acusados em diversos crimes. Formação de quadrilha – e o fato

jurídico é que foi o maior roubo da história política brasileira em todos os tempos, de tal modo que a ladroagem do governo Collor de Mello ficasse parecendo coisa de iniciante; lavagem ou ocultação de dinheiro; corrupção ativa e passiva; peculato; evasão de divisas e gestão fraudulenta, são as acusações do procurador-geral da República.

No comando disto tudo estavam figuras importantes do Partido dos Trabalhadores, como José Dirceu, então poderoso Ministro Chefe da Casa Civil, Luis Gushiken e Antonio Pallocci que tiveram que abandonar os seus cargos.

Tudo começou com a divulgação de um vídeo onde um diretor dos Correios foi flagrado recebendo uma propina, e citava o nome do deputado Roberto Jefferson que fazia parte da base aliada do governo Lula. Foi o suficiente para que um escândalo de grandes proporções atingisse em cheio o governo.

A cena foi completada com o surgimento do publicitário Marcos Valério, que mentiu para tudo e todos. Primeiro dizendo que não sabia de nada, não havia visto nada, não havia recebido e muito menos feito qualquer pagamento a quem quer que fosse. Sua cabeça reluzente transformou-o num dos mais fotografados personagens dos últimos tempos. Valério tentou por todas as formas se desvencilhar do escândalo mas não teve jeito, foi indiciado e vai ser julgado; a expectativa é que resolva contar tudo o que sabe para que o Brasil saiba a verdade sobre este episódio obscuro que envolve figuras importantes da política nacional.

É certo e sabido que uma movimentação financeira deste porte jamais poderia permanecer incógnita, principalmente do presidente da república que saiu-se com uma das pérolas da cena política brasileira – a de que não sabia de nada. Ou realmente Lula não sabia do que se passava debaixo do seu nariz ou então foi omisso e com uma assessoria incompetente que jamais conseguiu detectar os rolos e as falcatruas que aconteciam nas salas vizinhas ao seu gabinete.

Na ocasião Lula disse que estava decepcionado e que fora traído por pessoas da sua confiança, sem jamais declinar os nomes de quem havia cometido as traições. No entanto, o mais importante foi a constatação de que o Partido dos Trabalhadores que segundo os seus fundadores surgiu para normalizar as relações morais e éticas na política brasileira e este foi o seu discurso até que Lula assumisse a presidência da república. A partir daí, o que se viu foi um festival de alianças no mínimo esquisitas e comprometedoras em todos os aspectos, inclusive morais e éticas, que era a bandeira do PT.

Gente como Antonio Carlos Magalhães, José Sarney, Renan Calheiros e até Paulo Maluf  entre outros tantos foram sendo agregados ao modo de fazer política do PT e as desculpas esfarrapadas começaram a surgir justificando que para colocar em prática os benefícios sociais do partido era necessário se aliar aos adversários do passado.

Com isto, o PT loteou e distribuiu cargos a torto e a direito e a lama que dominava o submundo político de Brasília logo chegou aos gabinetes mais estrelados da república. Desde então o que se vê é o PT querendo se justificar e para isto joga a culpa em cima da imprensa a quem acusa de manipular a verdade. Mas que verdade? A verdade é que houve sim um gigantesco esquema de fraude e de desvio de dinheiro jamais visto e o indiciamento de José Dirceu, um dos próceres do PT prova isto. Embora Lula tenha ficado de fora do rol dos acusados do Mensalão, é notório que ele tem sim responsabilidades no caso, seja por participação, seja por omissão, o que se for o caso é inadmissível para quem se julga desde sempre o paladino da moralidade e da retidão.

O julgamento do Mensalão não é político, o julgamento é um caso de polícia que acontece num foro privilegiado que é o Supremo Tribunal Federal por causa da imunidade de quase todos os envolvidos.

Tomara que ao fim deste julgamento, o que se veja é que os acusados saiam do tribunal de camburão e encontrem um macacão laranja a espera. Uma questão a se lamentar é que o principal responsável por tudo isto, escape ileso com a desculpa de que não sabia de nada. Uma pena…

Jehozadak Pereira

Aos poucos o Partido dos Trabalhadores vai mostrando as suas garras e dentes arreganhados de gente cretina, oportunista, populista e totalitária. A proposta de controle da imprensa por mais palavras empoladas que se queiram colocar não passa de censura – termo correto que deve ser usado sempre.

O que o PT quer é amordaçar a imprensa livre e que transmite os seus rolos e oportunismo, com o que obviamente eles não concordam e não aceitam.

O que Lula et caterva querem é uma imprensa dócil, alinhada e identificada com o partidão que cada vez mais é composto de gente que só quer mesmo é encher os bolsos e viver a grande com o dinheiro do contribuinte. O ideólogo desta farsa é José Dirceu que desde sempre se diz perseguido pela imprensa. Aliás, Dirceu é uma das figuras mais perniciosas e sinistras da política brasileira nos últimos tempos e se não o impedirem vai continuar com sua pregação ridícula e inoportuna.

Jehozadak Pereira

Fechadas as urnas e encerrada a apuração o Brasil vai ter pela primeira vez na sua história uma mulher presidente. Ao contrário de quando Lula foi eleito não se viu ou se notou o grande entusiasmo que a eleição do operário, líder sindical, e um dos maiores nomes da história política brasileira em todos os tempos provocou. Lula é carismático e dono de uma personalidade que é capaz de incendiar uma multidão somente contando a sua história e trajetória de vida.

Ao ascender ao governo, Lula levou junto de si companheiros de luta e de agruras, de ideologia e tendências de esquerda que sem dúvida alguma deram um novo viés à política brasileira. As conquistas sociais deste grupo foram notáveis e como gosta de dizer Lula, nunca na história do Brasil tantos puderam progredir. Também é notório que nunca na história da república brasileira tantos escândalos se sucederam bem debaixo das barbas do presidente, quando não na sua antesala sem que ele se desse conta, ou pelo menos foi o que sempre disse.

Há também as alianças no mínimo estranhas que o PT fez para governar com nomes manjados na política brasileira, bem ao contrário de tudo o que havia pregado anteriormente, deixando evidente que o discurso era um, mas a prática totalmente diferente e o partido ético e coerente com as suas ideias e ideais deu lugar a alianças estranhas e comprometidas com o loteamento de cargos e funções. O PT se juntou com quem ferozmente combatia no passado.

Se por um lado Lula foi o pai dos pobres, por outro foi alcoviteiro de ladrões e corruptos e a prova disto é que grandes quadros do PT foram ficando pelo caminho, a exemplo de José Dirceu, Luiz Gushiken, Delúbio Soares, Antonio Palocci – nem sempre por causa de dinheiro, mas de escândalos e acobertamentos diversos.

Não há dúvida alguma que se estes nomes acima não tivessem sido prejudicados por problemas, é certo que pelo menos Dirceu e Palocci se credenciariam à presidência como ungidos de Lula.

Com estes fora, restou a Lula apostar as suas fichas em Dilma Rousseff que de ilustre e ranzinza desconhecida se tornou uma celebridade e se credenciou para disputar a presidência da república. A campanha de Dilma enfrentou problemas variados. Um deles foi a falta de carisma, as limitações de quem amais havia subido num palanque para fazer campanha anteriormente e também pelo seu problema de saúde.

Colocou-se então em curso uma campanha publicitária para eleger Dilma que era um produto cujo destino era conquistar o mercado, ou o eleitor indeciso e os que queriam dar continuidade ao que Lula fez em oito anos. A política brasileira é pródiga em eleger produtos de marketing e um exemplo disto é Fernando Collor de Mello que se impôs comoi solução e acabou em retumbante fracasso. Outro exemplo é Celso Pitta, criação de Paulo Maluf que foi eleito prefeito de São Paulo e governou em meio a escândalos e terminou a vida enrolado em problemas.

Depois do susto no primeiro turno, a estratégia foi retomada e Dilma eleita. Resta saber como a nova presidente vai se comportar, principalmente com os radicais do partido que querem endurecer diversas relações, inclusive com o controle da imprensa a quem acusam de perseguir o partido. Lula sempre soube se impor e fazer valer a sua opinião ante as diversas tendências que o PT abriga e por isso governou em paz e com relativa paz nos bastidores. E com Dilma como vai ser? Ela tem tudo para fazer a diferença tal como Lula e alguns dos seus antecessores fizeram, ou então se deixar dominar pelos meandros nem sempre claros e honestos da política e dos seus bastidores. Dilma vai ter que se cercar de gente competente e honesta que pense primeiro no Brasil e não no PT e nas suas alianças.

Só o tempo vai dizer se ela foi uma presidente inesquecível como Lula ou uma presidente a ser esquecida como Collor. Tomara que seja a primeira hipótese…

 


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