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Jehozadak Pereira

Há poucos dias a mídia anunciou que Silas Malafaia vai apoiar o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes na sua pretensão de se reeleger. Há de se dizer que ano de eleição é uma ‘bênção’, tamanha a possibilidade de que alguns líderes sejam abençoado ao apoiarem os políticos. Não estou dizendo e longe de mim insinuar qualquer coisa contra quem quer que seja, inclusive Silas Malafaia. Em 2002 escrevi este artigo que publico abaixo e o mundo caiu na minha cabeça, inclusive com o próprio Malafaia me esculhambando por causa disto. Na época o texto foi publicado originariamente no http://www.aleluia.com.br que já não existe mais e o Rodrigo Bressane que era o web master foi pressionado por muita gente ligada ao staff de Garotinho para tirar o texto do ar. Vou postar algumas das manifestações de algumas pessoas contra mim para que vejam o tamanho da pressão. Ainda bem que Garotinho não foi eleito, mas sem dúvida alguma ganharam todos, se é que me entendem…

Um presidente evangélico

Em outubro de 2002, teremos eleições gerais, e um dos cargos a ser votado é o de presidente da república. Os candidatos são muitos. Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Itamar Franco, Antonio Carlos Magalhães, José Serra, Geraldo Alckmin, Paulo Maluf, Eduardo Matarazzo Suplicy, Orestes Quércia, Enéas Carneiro, Leonel Brizola, Pedro Simon, Pedro Malan, Paulo Renato de Souza, e Anthony Garotinho entre tantos outros.

Cada um dos pretendentes tem uma tendência ideológica, de esquerda, de direita, de centro, moderado, conservador, o que é perfeitamente normal numa multiplicidade de candidatos como a que teremos. Entre tantos nomes um deles se destaca, visto a sua condição de cristão, que é o governador do Estado do Rio de Janeiro – Anthony Garotinho.

Ao se movimentar para mobilizar sua candidatura Garotinho, criou alguns fatos e circunstâncias, que atraíram sobre ele a atenção da mídia. A revista Veja na sua edição número 1708 – 11/7/2001, trouxe a matéria Rádio, marketing e gogó – O velho populismo é o combustível de Garotinho na corrida presidencial. A matéria traz um perfil do jovem governador carioca e os seus métodos utilizados. Na edição seguinte Garotinho ocupa novamente as páginas da revista Veja. Primeiro na seção Radar onde é comparado a Fernando Collor, certamente o pior presidente da república que o Brasil já teve, e em matéria de duas páginas com o título Vozes do passado que conta à história de um grampo telefônico, envolvendo o governador e o pagamento de propina a um fiscal da Receita Federal.

O que fez o governador? Foi à Justiça para impedir que as fitas fossem divulgadas na imprensa. Depois se justificou dizendo que eram somente ‘R$ 500,00’. A reportagem traz a informação de que o processo foi arquivado pelo Ministério Público Estadual e Federal por falta de provas, visto que as gravações ilegais não são aceitas como evidência de crime. Igualmente a matéria mostra o relacionamento de Garotinho com Jonas Lopes de Carvalho, amigo de longa data e assessor quando o governador foi prefeito da cidade de Campos, e hoje instalado no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. O problema todo é decorrente do sorteio de carros e casas num programa de auditório que era comandado por Garotinho, e que foram fraudados, daí a origem do grampo telefônico. O fato ocorreu em 1995, quando Garotinho após deixar a prefeitura de Campos, não conseguiu eleger-se governador carioca.

Pois bem, a revista CartaCapital na sua edição número 151, traz a matéria Sucessão 2002 – O esquema Garotinho: Jesus, Rádio e Cia. Onde toda a movimentação do governador carioca e de sua troupe é apresentada. Inclusive o relacionamento com um ex-integrante do staff de Fernando Collor, e da fartura financeira que cerca a divulgação das falas de Garotinho em programas radiofônicos pelo país afora.

Citei somente três matérias envolvendo o governador Garotinho, mas poderia citar outras trinta. Em todas elas sempre é feita alusão ao fato de Garotinho ser evangélico, e em geral sempre depreciando o governador. Sua esposa Rosinha Matheus, afirma que os ataques são por causa exclusivamente da subida de Garotinho nas pesquisas de indicação de votos, que na realidade não valem para nada. Porém, as acusações muitas vezes não são desmentidas e a cada uma delas surge um fato desabonador.

Não estou discutindo isto, ou a conversão, ou a fé, ou a convicção religiosa de Garotinho. O que preocupa é o fato de que Garotinho se apresenta como a solução para os problemas do Brasil. Será muito fácil para qualquer um com um pouco de carisma pessoal – e Garotinho tem carisma – escudado por uma condição – a de evangélico – lastreado por uma boa assessoria de marketing e comunicação – infindáveis recursos financeiros – que parece não faltar no caixa; apresentar-se como candidato e constranger o povo cristão a votar nele. E é isto o que Garotinho tem feito, com maestria.

O que se fazer pensar também é que Garotinho tem sido atacado por ser evangélico, o que não é verdade. O que a imprensa tem mostrado são os (maus) modos e como se comporta o governador e aqueles que lhe cercam, além do que Garotinho não está isento de ser criticado ou mesmo que tenha as suas falhas apontadas pela mídia de um modo geral.

Alguns podem me dizer que o Brasil já foi governado por todo tipo de gente. Concordo. Até por um que tinha a confissão luterana – Ernesto Geisel, presidente numa época de escuridão democrática para o Brasil, e vejam que a sua condição de religioso não impediu que o país passasse por uma etapa a ser esquecida, principalmente no campo das liberdades individuais.

Época em que se matava nos quartéis e se dizia que tinha sido suicídio. Depois o catolicismo com Tancredo Neves que não chegou a assumir, e que nos reforça a convicção de que Deus está no comando de todas as coisas – Provérbios 21:1.

Fomos governados por José Sarney e seu sincretismo exacerbado, ou não é de conhecimento geral as suas idas e visitas a Codó no Maranhão, tida como a cidade onde mais se pratica feitiçaria no Brasil? É só ler os jornais e revistas na época do governo Sarney para ver com quem ele se aconselhava, especialmente com Neyla Alckim, médium mineira, ou os recados que recebia de Adelaide Scriptori, médium espírita do centro Cacique Cobra Coral, que dá conselhos a políticos e personalidades.

Com Fernando Collor, desesperado para não ser mandado embora, as seções de magia branca, negra e tudo o mais que se podia fazer para evitar a debacle, atividades que se mostraram ineficientes para lhe assegurar o poder. No atual governo, o presidente embora tenha ido a cultos evangélicos e até ter falado ‘Aleluia’ num deles, é conhecido por seu ateísmo, desmascarado que foi anos atrás por Boris Casoy, num debate televisivo. Um dos seus ministros mais influentes, o general Alberto Cardoso é espírita.

Agora mesmo ao renunciar para não ser defenestrado por seus pares, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães apelou para todos os santos e orixás para que sua situação fosse revertida. Igual a Fernando Collor foi para casa do mesmo modo.

Você tem-se perguntado se não é hora de termos um dos nossos no cargo de presidente da República? Antes de respondermos vamos continuar na mesma reportagem da revista CartaCapital. A matéria informa que a bancada evangélica na Câmara Federal é de 49 deputados, ou seja, quase 10% dos deputados são evangélicos. Uma bancada considerável.

Continua ainda a matéria: Uma das maiores entidades evangélicas – a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo – é dona da terceira maior rede de televisão do País, a Record, e controla sozinha uma bancada de 15 deputados, liderados pelo Bispo Rodrigues (PL-RJ). Macedo, no entanto, sempre se limitou a usar seu peso político para pleitear benesses e favores ao governo federal, sem ousar vôos mais altos. (sic).

Além de pensar ter o poder espiritual buscam o poder temporal, como se ele fosse importante. Sem grandes malabarismos teológicos vejamos o que nos diz I Timóteo 2:1-2, Romanos 13:1,

Tito 3:1. Os textos dizem para orar, obedecer, honrar…

Não diz que é para se envolver na política.

Ressalte-se que o senhor Anthony Garotinho, tem todo o direito – democrático inclusive de pleitear e postular o cargo de mandatário da nação, mas tornar isto uma cruzada religiosa ou uma missão celestial é inaceitável. Se ele – Garotinho quer o cargo que se candidate, sem usar a sua condição de evangélico, sem fazer disto uma plataforma política, buscando lançar todo o povo de Deus numa batalha do bem – ele – contra o mal – todos os outros candidatos. Sobretudo, porque há coisas, fatos e circunstâncias que o envolvem que não estão claramente explicadas, e que se existir líderes evangélicos que o apóiem nesta empreitada que o façam pessoalmente e não em nome da coletividade.

Os analistas políticos dizem que Garotinho tem tudo para reeditar Collor de Mello, na trajetória, nas atitudes e, sobretudo nas companhias.

Não me sinto obrigado ou mesmo constrangido a votar em Anthony Garotinho, só porque ele se diz cristão, o que quero é votar de acordo com a minha consciência. O que temos de ter em mente é que não precisamos de que o presidente da república seja um evangélico, o que precisamos é que ele seja temente a Deus, pois o Senhor o conduzirá do Seu jeito e modo. Ou não é o que nos diz Provérbios 21:1? E você o que acha?

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Jehozadak Pereira

Este triste episódio do desabamento de três prédios no Rio de Janeiro vem se somar e compor mais uma triste crônica da cena brasileira. O que se passou desta vez? Tudo ruiu por causa de uma obra no prédio maior? Se havia a obra e parece que havia quem autorizou? Havia um alvará? A obra estava sendo supervisionada por gente capacitada?

O que se vai ver nos próximos dias é a exploração barata pela Globo e congêneres do acontecido.

O que se vai ver nos próximos dias é um desfile de desculpas esfarrapadas das autoridades, especialmente do governador Sérgio Cabral com sua cara de lambão e do prefeito Eduardo Paes que vão tentar de tudo para tira de cima de si a culpa pela tragédia.

No ano passado vimos uma das maiores tragédias com as mortes provocadas pela chuva na serra fluminense. O que foi feito? Nada. Se chover este ano de novo, vai acontecer tudo de novo – tomara que não. As desculpas vão se repetir.

Assim, de tragédia em tragédia, de descaso em descaso, de desculpa em desculpa vai se vivendo. O cidadão que paga impostos é obrigado a conviver com insegurança, com violência, com corrupção dos políticos que uma vez eleitos se perpetuam no poder e se revezam nos cargos ad eternum.

Tudo isto transforma a cada dia o país cada vez mais avacalhado e esculhambado e a caminho do caos.

A sorte é que o nosso povo é pacato e cordato e jamais vai reagir contra estes velhacos que os dirigem.

Uma pena que seja assim, pois se somos abençoados por Deus, somos ao mesmo tempo uma nação cada vez mais corrompida politicamente.

Jehozadak Pereira

Vejam como são as coisas na pretensa esquerda brasileira. Yoani Sánchez, a blogueira cubana do Generacion Y conseguiu visto para ir ao Brasil e agora vai batalhar para que o tiranico governo cubano lhe dê permissão para viajar. Conhecida por publicar textos que expõem as agruras e dificuldades do seu povo, Yoani é perseguida pela polícia e política estatal que a censura constantemente.

Sobre o assunto nenhum piado do PT.

Claro e óbvio que não vão abrir a boca, pois isto não lhes interessa. Seja o governador Tarso Genro ou o senador Eduardo Suplicy que foi um dos que foram fazer festa para o Cesare Batistti na penitenciária da Papuda quando este obteve a permissão de ficar em solo brasileiro, para vergonha nossa diante do mundo.

Outro dia mesmo, Tarso Genro esculhambou o governo italiano e parte da imprensa do Rio de Janeiro e de São Paulo que segundo ele estavam em conluio para ‘massacrar’ o seu queridinho Batistti. Uma vergonha para o povo brasileiro, para os gaúchos e para a clase política ter um idiota destes versando sobre o que não sabe.

Talvez ao falar de governo corrupto, mafioso e indigno, esteja falando do governo petista que como se sabe é de longe o que mais escândalos protagonizou na política brasileira nas últimas décadas. Só para ficar com um só, deve-se citar o famoso caso do Mensalão que era comandado por eminentes figuras petistas. No entanto, Tarso arvora-se na defesa de um terrorista e assassino que para ele é a utopia esquerdista, mesmo que todas as evidências apontem como culpado nos crimes dos quais é acusado. Aliás, deveríamos todos os dias esfregar na cara do PT os seus escândalos e mazelas para lembrar-lhes o quanto roubam e corrompem.

Já com Yoani, nenhuma palavra. Silêncio total. E não será de se espantar se um dia soubermos que houve pressão para que não fosse concedido o visto para a blogueira.

Talvez não digam nada para não desagradar seus patrões cubanos que lhes suprem de rum e charutos o ano inteiro.

Estes episódios mostram o quanto determinados políticos são dispensáveis e o quanto estão dissociados da realidade e das circunstâncias pelas quais passa o povo cubano e em especial aqueles que como Yoani ousam enfrentar as barreiras oficiais impostas para comunicar ao mundo o que se passa por lá.

É claro e óbvio que se Yoani for ao Brasil será ignorada pelos cretinos petistas de qualquer escalão, mas quem escreve e lê há de saudá-la como a verdadeira guerreira que é e pelo que ousa fazer para comunicar ao mundo sua esperança de que um dia os ditadores se vão, talvez embora para o Brasil viver sob a tutela de Tarso Genro e  seus camaradas…

Jehozadak Pereira

Escrevi este texto em 15 de abril de 2008 acerca deste crime que abalou a sociedade brasileira, principalmente pela crueldade e vilania com que foi praticado. Agora há pouco foi divulgada a sentença de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que pelas provas apresentadas teriam matado a menina. Alexandre pegou 31 anos e Anna Jatobá 26 anos. Pelos relatos, os réus mantiveram-se impássiveis e frios durante o julgamento e não confessaram o crime. Fez-se justiça à Isabella. Ontem, 2, de março mais uma menina – Lavínia, 6 anos, foi assassinada no Rio de Janeiro por uma cretina que era namorada do pai da garota e queria os R$ 2 mil que ele guardava em casa. Por isso matou Lavínia. Triste sociedade que mata as suas meninas…

Isabella morreu! Aos cinco anos de idade a menina Isabella Nardoni foi assassinada quando de certo era a estrela principal de um enredo que só dava alegria para sua mãe e seu pai. Quem tem filhas mulheres sabe perfeitamente que não há nada mais interessante e gratificante do que ser pai e mãe de uma menina de quatro, cinco ou seis anos. É nesta fase em que elas demonstram quem são – inteligentes, espertas, vistosas, amigas, desembaraçadas e invariavelmente querem ter todas as atenções do mundo. Não que os filhos homens sejam diferentes, mas uma menina é sempre uma menina.

É possível ver Isabella andando pela sua casa calçando os sapatos da sua mãe, vestindo as suas blusas, usando as suas bolsas, tentando colocar os seus cintos, além de pegar escondido o estojo de maquiagem para tentar se parecer ainda mais com a sua mãe. Quando o telefone toca lá está ela atendendo e conversando com desembaraço com a pessoa do outro lado, e sempre que possível vai deixar claro as suas opiniões, gostos e desejos.

Se durante o dia tem a atenção da mãe, de noite ela será toda do seu pai, e demonstrando carinho vai dizer que o ama, tanto quanto a sua mãe.

O futuro de Isabella tinha tudo para ser brilhante e marcante, até que fosse jogada janela afora e se arrebentasse lá embaixo, num crime até agora sem explicação ou motivo. Aliás, nenhum crime pode ser explicado a não ser pela insanidade e maldade própria do ser humano.

O sorriso de Isabella está estampado em todos os veículos da imprensa e meios de comunicação e por mais que se investigue, mais se chega a conclusão de que ela foi espancada, estrangulada e por fim jogada fora como se joga o lixo ou algo imprestável.

Por outro lado, certamente o obscuro da história toda, fica evidente e patente o desajuste familiar onipresente em muitos lares da nossa sociedade moderna.

Aliás, o que não faltam são lares desajustados nos nossos dias, como em nenhum outro período da história da civilização.

Os pais de Isabella nunca foram casados, e ao constituir sua família, o pai dela tem dois filhos que em princípio conviviam bem com a menina, mas fica sempre a ressalva, como é comum nestes casos de que os filhos de relacionamentos anteriores convivam com os do  atual.

As autoridades policiais estão se cercando de todas as provas possíveis baseados na medicina forense para ter todas as evidências que lhes permitam indiciar para que a justiça condene os culpados.

Certamente que isto vai acontecer nos próximos dias, mas por enquanto a principal pergunta está sem resposta – quem e por que matou Isabella? Quem foi o selvagem que tirou a vida da criança?

Ao pedir a prisão preventiva do pai de madrasta de Isabella, automaticamente se jogou sobre ambos o manto da suspeita, e mesmo que não sejam eles os culpados ficarão marcados por toda a vida.

Daí a necessidade de se ter todas as provas possíveis. A parte de tudo isto as especulações e a constatação de que a tragédia serve de promoção para alguns, como o promotor responsável pelo caso que quer aparecer mais do que o costume.

Vítima mesmo é Isabella que morreu precoce e injustamente para espanto de todos, principalmente dos seus parentes e da opinião pública que pasmada assiste a mais uma tragédia sem motivo aparente.

Dramas semelhantes comovem a todos, mesmos os mais frios e distantes e que acontecem todos os dias no mundo todo. O que se espera é que a justiça seja feita e que a morte da linda e alegre menina não fique impune, a exemplo do que aconteceu com a inglesa Madeleine McCann desaparecida em circunstâncias misteriosas desde maio de 2007 quando passava férias com seus pais em Portugal.

A grande tristeza é constatar que a humanidade tem matado as suas meninas. Cativantes meninas…

 

Jehozadak Pereira

Os desabamentos dos morros por causa das chuvas já mataram centenas de pessoas na região serrana do RJ. Todo ano é a mesma coisa e até quando as pessoas continuarão morrendo? Talvez desta vez seja diferente porque muitas vítimas são pessoas ricas e da alta sociedade, ao contrário das outras vezes. Mas ficam algumas lições:

1. A presidente Dilma Rousseff de imediato foi ver pessoalmente a extensão da tragédia e se solidarizou. Bem diferente de quando era o pai dos pobres que só dava as caras dias depois, quando dava;

2. O governador Sérgio Cabral é o tipo de político que se pode classificar de lambão e porcalhão. O sujeito teve a cara de pau de culpar os antecessores pela tragédia, como se ele que está no seu segundo mandato não tivesse nenhuma responsabilidade e ainda teve a cara de pau de falar em populismo, como se ele não fosse um populista descarado. É de chorar…

Jehozadak Pereira

Escrevi este texto em 15 de abril de 2008 acerca deste crime que abalou a sociedade brasileira, principalmente pela crueldade e vilania com que foi praticado. Agora há pouco foi divulgada a sentença de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que pelas provas apresentadas teriam matado a menina. Alexandre pegou 31 anos e Anna Jatobá 26 anos. Pelos relatos, os réus mantiveram-se impássiveis e frios durante o julgamento e não confessaram o crime. Fez-se justiça à Isabella. Ontem, 2, de março mais uma menina – Lavínia, 6 anos, foi assassinada no Rio de Janeiro por uma cretina que era namorada do pai da garota e queria os R$ 2 mil que ele guardava em casa. Por isso matou Lavínia. Triste sociedade que mata as suas meninas…

Isabella morreu! Aos cinco anos de idade a menina Isabella Nardoni foi assassinada quando de certo era a estrela principal de um enredo que só dava alegria para sua mãe e seu pai. Quem tem filhas mulheres sabe perfeitamente que não há nada mais interessante e gratificante do que ser pai e mãe de uma menina de quatro, cinco ou seis anos. É nesta fase em que elas demonstram quem são – inteligentes, espertas, vistosas, amigas, desembaraçadas e invariavelmente querem ter todas as atenções do mundo. Não que os filhos homens sejam diferentes, mas uma menina é sempre uma menina.

É possível ver Isabella andando pela sua casa calçando os sapatos da sua mãe, vestindo as suas blusas, usando as suas bolsas, tentando colocar os seus cintos, além de pegar escondido o estojo de maquiagem para tentar se parecer ainda mais com a sua mãe. Quando o telefone toca lá está ela atendendo e conversando com desembaraço com a pessoa do outro lado, e sempre que possível vai deixar claro as suas opiniões, gostos e desejos.

Se durante o dia tem a atenção da mãe, de noite ela será toda do seu pai, e demonstrando carinho vai dizer que o ama, tanto quanto a sua mãe.

O futuro de Isabella tinha tudo para ser brilhante e marcante, até que fosse jogada janela afora e se arrebentasse lá embaixo, num crime até agora sem explicação ou motivo. Aliás, nenhum crime pode ser explicado a não ser pela insanidade e maldade própria do ser humano.

O sorriso de Isabella está estampado em todos os veículos da imprensa e meios de comunicação e por mais que se investigue, mais se chega a conclusão de que ela foi espancada, estrangulada e por fim jogada fora como se joga o lixo ou algo imprestável.

Por outro lado, certamente o obscuro da história toda, fica evidente e patente o desajuste familiar onipresente em muitos lares da nossa sociedade moderna.

Aliás, o que não faltam são lares desajustados nos nossos dias, como em nenhum outro período da história da civilização.

Os pais de Isabella nunca foram casados, e ao constituir sua família, o pai dela tem dois filhos que em princípio conviviam bem com a menina, mas fica sempre a ressalva, como é comum nestes casos de que os filhos de relacionamentos anteriores convivam com os do  atual.

As autoridades policiais estão se cercando de todas as provas possíveis baseados na medicina forense para ter todas as evidências que lhes permitam indiciar para que a justiça condene os culpados.

Certamente que isto vai acontecer nos próximos dias, mas por enquanto a principal pergunta está sem resposta – quem e por que matou Isabella? Quem foi o selvagem que tirou a vida da criança?

Ao pedir a prisão preventiva do pai de madrasta de Isabella, automaticamente se jogou sobre ambos o manto da suspeita, e mesmo que não sejam eles os culpados ficarão marcados por toda a vida.

Daí a necessidade de se ter todas as provas possíveis. A parte de tudo isto as especulações e a constatação de que a tragédia serve de promoção para alguns, como o promotor responsável pelo caso que quer aparecer mais do que o costume.

Vítima mesmo é Isabella que morreu precoce e injustamente para espanto de todos, principalmente dos seus parentes e da opinião pública que pasmada assiste a mais uma tragédia sem motivo aparente.

Dramas semelhantes comovem a todos, mesmos os mais frios e distantes e que acontecem todos os dias no mundo todo. O que se espera é que a justiça seja feita e que a morte da linda e alegre menina não fique impune, a exemplo do que aconteceu com a inglesa Madeleine McCann desaparecida em circunstâncias misteriosas desde maio de 2007 quando passava férias com seus pais em Portugal.

A grande tristeza é constatar que a humanidade tem matado as suas meninas. Cativantes meninas…

Jehozadak Pereira

Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas, e ganharem lucro desonesto. Os seus profetas lhes passam caiação, tendo visões falsas, profetizando mentiras, e dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado. Contra o povo da terra praticam extorsão, andam roubando, fazem violência ao aflito e ao necessitado, e ao estrangeiro oprimem sem razão. Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” – Ezequiel 22.27-30

Ano de eleição! Ano de “bênção” para muitos líderes que vão tratar de lotear seus púlpitos para o político que mais grana oferecer. Claro que há aqueles que são sadios, honestos, comprometidos com o reino e que não querem nem saber de qualquer político por perto. Porém, para cada honesto há pelo menos um outro desonesto e mercenário que só visa dinheiro e influência e o que vale mesmo é pegar algum e botar no bolso.

Quem conhece os bastidores de certas igrejas brasileiras sabe bem o que eu estou falando, pois quanto maior for a liderança mais caro é o apoio que estes darão a quem lhes oferecer mais. Chamam as estes de “amigos”, mas esquecem-se na maioria das vezes que acabaram de fechar negócio há pouco e que jamais haviam visto o tal “amigo” na vida.

Há também de se fazer distinção daqueles que em vez de pagar para ter os seus parlamentares, tratam de eleger eles mesmos suas bancadas para barganhar vantagens e permanecer intocáveis. Mas destes não vou falar agora.

Outro dia conversava com um amigo que mora no Brasil e ele me dizia o quão enojado está com as coisas que têm visto por parte de alguns homens, que abertamente dizem que 2010 é o ano da “bênção” e para mostrar a sua satisfação esfregam o dedo polegar no indicador naquele gesto tão característico do qual não se precisam palavras para defini-lo. Têm alguns que espertamente ainda não se definiram ou se comprometeram com ninguém, porque acreditam que com o passar dos meses e quanto mais perto da eleição for, mas vai custar para quem busca por eles.

Imaginem que tem até facilitador entre políticos e interessados que logicamente leva o seu quinhão na “bênção, a título de comissão.

Claro que o rebanho é pura massa de manobra e obediente vai votar em quem o líder mandar que votem e sem poder reclamar de nada, pois é assim que funciona desde sempre.

Certa vez um amigo tentava me convencer que de fato precisamos de políticos que nos defendam nos parlamentos e que somente legislem leis que beneficiem a igreja. Só que a verdadeira igreja não precisa de políticos e ao longo dos séculos sempre esteve dissociada de qualquer estado de direito.

Nos últimos anos o que se vê é um assédio desmedido a determinados líderes e figurões que dominam igrejas e ministérios e o pior é que vendem caro pelos votos da massa que jamais vai saber o que se passa nos bastidores. Numa eleição há alguns anos, um destes que é dono de uma grande igreja no Rio de Janeiro convocou todo o corpo ministérial dele e na maior cara dura determinou que os votos de todos os membros daquele ministério seriam de determinado candidato majoritário e de quem ele indicasse. Mais ainda, aos gritos afirmou que iria conferir nos mapas das zonas eleitorais o desempenho dos seus candidatos e quem falhasse teria que se ver com ele pessoalmente. Era uma ordem que deveria ser cumprida.

Perdeu-se o pudor, a vergonha e sobretudo o temor, pois quem age assim pouco preocupado está com eventuais consequências e só pensa na grana nervosa que vai botar no bolso, mas quem é que está preocupado com o futuro, se no presente há muita grana para ser embolsada? Afinal não é todo ano que tem uma “bênção” chamada eleição…

Uma lástima!

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