Jehozadak Pereira.com

Posts Tagged ‘Jesus Cristo

Jehozadak Pereira

Continuando com a publicação dos 10 artigos e textos mais acessados do blog desde a sua criação, publico hoje ‘E quando sentimos inveja?’

Quantas vezes você já ouviu ao longo da sua vida a frase “inveja santa”? Certamente muitas vezes. Mas a inveja não é, nunca foi e jamais será santa. E por quê? Como pode ser santa algo que nasceu no coração de Lúcifer? Que foi o motivo da defenestração dele. Não há como justificar que a inveja, sob qualquer pretexto ou motivo seja santa.

Mas por que sentimos inveja? Ou melhor o que fazer quando sentirmos inveja?

A Bíblia nos alerta acerca disto. Vamos começar por Asafe, o salmista. No Salmo 73.3-14 ele diz “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto. Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias. Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez. Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra. Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos. E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo? Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas. Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado”.

1 João 2.16 “… porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”.

Notem que Asafe era de fato um servo do Senhor, mas creio que exausto ou enfadado por alguma circunstância especial ele se ressente de fazer tudo corretamente. E vai desfiando num lamentar as causas da prosperidade dos ímpios. Asafe explicita o contraste entre as suas aflições e os benefícios dos ímpios.

Algumas vezes nossa tendência é a de ser piegas e perguntar – por que eu que sou honesto, decente, trabalhador, cumpridor de todos os meus compromissos, dizimista fiel, cooperador diligente da obra do Senhor, bom pai, bom marido, boa esposa, boa mãe, filho ou filha exemplar, e não progrido? Enquanto isto eu vejo ao meu lado o ímpio, o incrédulo, o homem ou a mulher que dá os piores exemplos progredir, prosperar, adquirir bens e riquezas, comprar a sua casa, o seu carro, ser feliz, viajar, cumular para si coisas inimagináveis?

Aqui existem duas situações. Uma delas é sentir inveja dos ímpios. Outra de sentir inveja dos nossos irmãos em Cristo. Ambas são execráveis e desprezíveis.

Um dos nossos grandes problemas é achar que somos preteridos por Deus. Por mais que nos esforcemos não conseguimos ter tudo aquilo que desejamos, mas que nem sempre precisamos. Se pensarmos desta forma e modo entenderemos as razões de Asafe. Não há como duvidar da fidelidade de Asafe. No há como imaginar que o salmista tivesse uma pequena sombra de dúvida no seu coração. Vejam que muitas vezes esta é a nossa reação. Perdemos a noção de fidelidade e a semente da inveja se põe a postos no nosso coração.

Uma coisa é de se notar com relação à inveja: ninguém nasce invejoso. A inveja nasce no coração do homem, instala-se e por muitas vezes não é possível desalojá-la de lá. A inveja é como um câncer que se aloja no organismo e vai corromper e contaminar o ser humano, e estamos falando aqui de seres humanos. Aliás, não é possível saber o que nasceu primeiro – o câncer ou a inveja, o certo é que ambos são explosivos e, às vezes, mortais. Ouso dizer que a palavra inveja deveria ser riscada do dicionário do cristão verdadeiro e fiel.

Como é possível detectar se você está sentindo inveja de alguém? Preste atenção nos seus atos e atitudes para com as pessoas a sua volta. Veja nos ambientes onde você convive com outras pessoas, seja na igreja, seja no seu trabalho ou mesmo no convívio familiar. Certa feita, numa determinada igreja, o tesoureiro – homem que trabalhara duro a vida toda e durante muitos anos pagou consórcio de um carro novo sem que ninguém além da sua família e do seu pastor soubesse. Um dia qualquer ele foi contemplado e no domingo seguinte ele estacionou o seu automóvel último tipo na porta da congregação. Queixos caíram, rostos se viraram para contemplar com admiração a nova aquisição. Porém, muitos torceram o nariz, e olhares trocados entre alguns diziam tudo – onde ele havia arrumado dinheiro para comprar aquele carro? Entres estes estava o seu melhor amigo, ou melhor um amigo de longa data. No coração deste amigo estava plantada a semente da inveja, e ao final daquele ano, ele foi um dos que exigiram uma análise detalhada nas finanças da igreja.

Vejam que este amigo tinha toda a liberdade para perguntar ao tesoureiro como foi que ele havia comprado o carro, mas optou por dar vazão ao sentimento pérfido da inveja. Tempos depois um dos seus filhos veio com a notícia de que o carro do amigo havia sido adquirido num consórcio, mas era tarde para ele, a amizade já não era a mesma de tempos atrás.

A inveja finge, dissimula, falseia – vejam o caso acima, houve a opção deliberada pela desconfiança com o carro comprado pelo amigo, que era tesoureiro da igreja. A inveja põe uma máscara intransponível de indiferença que ao longo dos anos se torna irremovível. Uma das faces desta máscara é a do desmerecimento dos méritos ou conquistas alheias. É aí que aparece a inveja.

A máscara ou dissimulação do sentimento da inveja é um dos recursos que o invejoso usa para esconder a sua prática. Em alguns casos nas nossas igrejas, a dissimulação ou máscara pode vir em forma de espiritualidade. Você já viu quando um irmão ou irmã se diz mais espiritual que outro? Quando ele se gaba de ter um dom que o outro não tem? Ou quando ele se acha melhor que o outro na execução de alguma tarefa ou função.

Raramente, em casos como este o invejoso vai deixar transparecer o seu sentimento.

Ao querer competir com o outro, o invejoso vai sempre se sobressair vencedor – mesmo que não esteja em jogo absolutamente nada, mesmo que não haja competição alguma.

Somos pessoas razoáveis, e não há dúvida alguma disto. Mesmo sendo idôneos, nos é por vezes difícil admitir que temos alojado em nós determinados sentimentos, entre eles a inveja, e mais ainda quando nos entristecemos com o êxito alheio. Muitas vezes nos sentimos os piores, os incapazes, os derrotados com o sucesso daquele que nos rodeia, nos cerca, na igreja, no trabalho ou na família.

Surge então o sentimento de raiva, de ira, que se apossa do invejoso, fazendo com que ele se sinta merecedor da conquista do outro, ele vai achar que o seu território pessoal foi invadido e não admite a sua inércia ou incapacidade. Logo ele vai estar boicotando, fofocando, preparando armadilhas para destruir o outro, sempre querendo provar que ele é que fato capaz, e que o outro é na realidade um impostor e um usurpador.

Salmos 68.16 – “Por que olhais com inveja, ó montes elevados, o monte que Deus escolheu para sua habitação? O SENHOR habitará nele para sempre”. A habitação do teu próximo é melhor que a tua? Aceite isto, porque Deus assim o permite e quer.

Este processo do crente sentir inveja não é percebido facilmente, e ele busca principalmente a desestabilização espiritual e pessoal.

Provérbios 24.1 – “Não tenhas inveja dos homens malignos, nem queiras estar com eles”. Já observou a sua volta? Viu se existem homens “populares”, homens que vivem cercados por outros, que parecem felizes, mas na realidade são pecadores empedernidos, que vivem de fazer o mal a todos? Conta-se a história de determinado governante, que tinha uma fama muito ruim. Um dia ele disfarçou-se de mercador e saiu para saber o que pensavam dele os seus súditos. Numa vila distante, bateu numa porta pedindo comida e água. Foi acolhido em uma casa simples, porém aconchegante. Pôde então notar as feições tranqüilas dos donos da casa, pôde ver que ele era um homem feliz e realizado. Ao servir o jantar ele tinha ao seu lado os seus filhos e empregados, todos sentados na comprida mesa. Viu também que todos respeitavam o homem, e chamou-lhe a atenção o tratamento que a esposa dedicava a ele.

Lá pelas tantas, o viajante perguntou qual era a opinião do dono da casa a respeito do seu governante maior. Perguntou-lhe se ele não sentia inveja do rei. O homem respondeu então que não e lhe mostrou o que estava escrito em Provérbios 24.1. Por que motivo ele teria de ter inveja de um homem maligno?

Maligno?

Então esta era a imagem que o povo tinha do seu governante? Anos depois um rei mudado e temente a Deus mandou que lhe levassem a presença aquele homem, pois queria que ele visse a mudança na sua vida.
 Provérbios 24.19 – “Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos”.

A Bíblia alinhava uma série de advertências para que nós como crentes, não sintamos inveja ou mesmo que admiramos o ímpio. Como crentes e filhos escolhidos de Deus, não temos o direito de “espichar” o olho para o nosso próximo. A palavra de Deus é bem clara em muitos aspectos e um deles é o que fala sobre inveja. Na vida do crente não deve haver lugar para a inveja. Provérbios 16.18 – “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda”. Um dos grandes problemas do homem é a soberba.

Soberba que junto com a inveja leva o homem ao buraco do sofrimento e da angústia.

Mas como evitar a inveja? Vejamos em Salmos 119.11 – “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”. Somente esta atitude de guardar a palavra do Senhor no coração é que se torna possível refutar e recusar ter inveja de alguém.

Marcos 7.22 – “A avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura”.

Romanos 1.29 – “Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores…”.

Gálatas 5.26 – “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros”.

1 Timóteo 6.4 – “É enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas”.

Tito 3.3 – “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros”.

Tiago 3.14 – “Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade”.

Tiago 3.16 – “Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins”.

Crente, em Cristo Jesus, não deixe que a inveja ou qualquer outro sentimento faccioso, antagônico ou ardiloso se aloje em seu coração. Repreenda, resista e refute qualquer sentimento destes, especialmente o da inveja, pois como ficou demonstrado a inveja vem direto do coração de Lúcifer.

Jehozadak Pereira

Volta e meia os devotos de Tolkien e dos Senhor dos Anéis resolvem ou me insultar ou então tentar convencer-me que não há misticismo ou esoterismo na obra – no bom sentido é claro – do professor. Este artigo postado abaixo foi escrito em 2001 e me rendeu muito xingamento, ameaças de todos os tipos e milhares de dentes arreganhados dos devotos.

O Senhor dos Anéis

“Se voce for fazer uma critica para ‘O Senhor dos Aneis’ tao ou igual a que fez para ‘Harry Potter’ posso lhe garantir que voce nao viverá mais sossegado na sua ‘doce e bela vida’. Caso voce nao saiba esse ano alem de ter o filme do Harry, terá tambem o filme do ‘Senhor dos Aneis’, nao é bem legal?”

“MAGO CLOW” magoclow@bol.com.br
Thu, 3 May 2001 14:47:46 -0300
Review do “artigo” Harry Potter – o oleiro maldito

O texto acima faz parte de um longo, maçante e importuno e-mail que recebi por conta da série de artigos sobre Harry Potter, que escrevi e que foram publicados neste e em outros espaços. Ri bastante com a pretensão e com o tom desafiador do “Mago Clow”, mas como sou um pouco teimoso e inconformado, já havia decidido escrever sobre J. R. R. Tolkien e O Senhor dos Anéis. Primeiro, meu compromisso é com a Verdade e depois como jornalista, não posso recuar diante da mentira e do engano. Eis aí as minhas razões e o meu artigo.

Quem foi J. R. R. Tolkien? John Ronald Reuel Tolkien, nasceu em 1892 na África do Sul para onde seu pai, cidadão inglês, havia sido transferido a trabalho. Morreu em dois de setembro de 1973 na Inglaterra. Tolkien foi um prolífico e criativo escritor e levou anos para idealizar e produzir sua contribuição literária ao mundo. Mais do que uma trilogia, o épico O Senhor dos Anéis representa a gênese das aventuras de RPG e de praticamente toda a literatura referente a mundos místicos e a seres mágicos.

Uma das criações de Tolkien, O Senhor dos Anéis (best seller desde sua publicação em 54), foi eleito o livro do século por europeus e norte-americanos. O Senhor dos Anéis é o relato de uma aventura maniqueísta entre o bem e o mal. Conta à história de Frodo Bolseiro, que empreende longa jornada pela Terra Média, para salvar um anel ameaçado pelo avanço das forças malignas, que buscam tomá-lo do seu guardião.

“Cuidado com dragões, gnomos e magos; eles estão por toda a parte. Essas criaturas já fazem sucesso há anos, seja no mundo fantástico criado pelo escritor inglês J. R. R. Tolkien, ou na recente série de livros do aprendiz de feiticeiro Harry Potter. Mas agora elas prometem conquistar um reino ainda maior. No Brasil, acaba de ser lançado Harry Potter e o Cálice de Fogo, o quarto volume de uma série escrita pela escocesa J. K. Rowling, que já vendeu cerca de 100 milhões de exemplares no mundo todo. E, no final do ano, deve estrear nos Estados Unidos, além de um filme com o aprendiz de feiticeiro, a primeira parte da trilogia de O Senhor dos Anéis, baseada na série de livros que consagraram Tolkien como o maior escritor de ficção fantástica da atualidade”.
(www.galileu.globo.com – Revista Galileu número 121)

Gnomos, elfos, dragões, misticismo, seres mágicos? Você deve estar se perguntando se tudo isto está na narração de Tolkien? Tudo isto e muito mais. Mas antes de continuarmos com os comprometimentos do Senhor dos Anéis, vamos ao filme. Somente o site http://www.lordoftherings.net, endereço oficial do filme na internet, teve em poucos dias mais de 420 milhões de acessos. As filmagens abrangem a trilogia completa ao custo de U$ 270 milhões, sendo que foram vendidos mais de 50 milhões de exemplares da trilogia no mundo inteiro. O esquema de marketing e publicidade do filme inclui a exibição de um trailer de vinte e seis minutos em seções especiais onde são convidados profissionais de imprensa e formadores de opinião, além de grandes verbas destinadas à divulgação. Especialistas estimam que o filme vai ter o maior faturamento da história do cinema em todos os tempos, o único e grande rival é exatamente Harry Potter – o filme, que deve ser lançado na mesma época. Afirmam ainda que Titanic não será páreo para O Senhor dos Anéis.

Voltemos aos comprometimentos. Embora os aficionados de Tolkien, estrebuchem juntamente com os potterianos há sim comprometimento espiritual nas respectivas narrativas. A reportagem da Revista Veja edição 1671 18 de outubro de 2000 http://www2.uol.com.br/veja/181000/p_158.htm, diz o seguinte:

“É aí que entra o segundo efeito colateral da mania Potter. Uma série de escritores de literatura infanto-juvenil vem pegando carona na vassoura do jovem mago, graças à descoberta dessa nova brincadeira – a leitura. À esperado terceiro volume, que chega em dezembro, as crianças vão às livrarias em busca de obras com temática semelhante. E acabam encontrando escritores fundamentais do gênero, que décadas atrás já haviam criado mundos tão encantados quanto aquele imaginado pela ‘mãe’ de Potter, a escocesa J.K. Rowling. Mestres no assunto, os autores Roald Dahl, C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien compõem a linha de frente desse time”.

A temática de Harry Potter é por demais conhecida e dispensa maiores comentários.

Numa famosa entrevista que Tolkien concedeu em 1971 para a rádio BBC de Londres algumas perguntas foram feitas a ele. O entrevistador foi Dennis Gerrolt para o programa Now Read On da BBC rádio 4. Eis algumas delas:

Gerrolt: Frodo aceita o fardo do Anel e ele encarna como grande caráter às virtudes de longo sofrimento e perseverança. Pelas ações dele a pessoa poderia dizer que existe quase um senso budista. Ele se torna quase um Cristo na realidade figurada de O Senhor dos Anéis. Por que você escolheu um Hobbit para este papel?

Tolkien: Eu não escolhi. Eu não fiz muitas escolhas quando escrevi a história… tudo que eu estava fazendo era tentar escrever uma continuação do ponto onde terminou O Hobbit. Eu escolhi porque já estavam em minhas mãos, às vezes acho que foi muito mais uma escolha deles do que minha.

Gerrolt: Realmente, mas não há nada mais particular sobre a figura de Cristo como Bilbo?

Tolkien: Não…

Gerrolt: Mas em face ao perigo mais apavorante ele luta e continua, e vence.

Tolkien: Mas isso me parece suponho, mais como uma alegoria da raça humana. Eu sempre fui impressionado pelo fato de nós estarmos aqui sobrevivendo por causa da coragem indomável de pessoas bastante pequenas contra desertos impossíveis, selvas, vulcões, bestas selvagens… eles lutam, de certo modo quase cegamente.

Gerrolt: Você pretendeu em O Senhor dos Anéis que certas raças deveriam encarnar certos princípios: a sabedoria de Elfos, a habilidade de Anões, a força dos Homens, e assim sucessivamente?

Tolkien: Eu não pretendi isto, mas quando você têm estas pessoas em suas mãos você tem que os fazer diferentes. Bem claro que como sabemos no final das contas todos nós conseguimos que a humanidade desse certo, e é só o barro primordial que nós temos. Nós devemos tudo – ou pelo menos uma parte grande da raça humana – ao trabalho de diferentes pessoas com diferentes habilidades. Eu gostaria de ter uma capacidade mental maior para poder criar arte mais elevada, assim o tempo entre a concepção e a execução seria encurtado… porém nós deveríamos gostar mais de tempos mais longos onde poderíamos criar mais. É por isso que, de certo modo, os Elfos são imortais. Quando eu usei o conceito de imortalidade, eu não quis dizer que eles eram eternamente imortais, somente que eles são “provavelmente imortais” e que sua longevidade tem seu contato direto com a habitabilidade da terra. O Anões é claro são bastante óbvios – você não diria que em muitas formas eles o fazem lembrar dos judeus? As palavras deles são obviamente semíticas, construídas para ser semíticas. Hobbits são pessoas inglesas rústicas feitas pequenas em tamanho porque reflete (em geral) o alcance pequeno da sua imaginação – não o alcance pequeno da coragem ou poder oculto.

Gerrolt: Há uma qualidade outonal ao longo de todo O Senhor dos Anéis em um momento um personagem diz que a história continua, mas eu pareço ter perdido o rumo dos pensamentos neste ponto… porém entendo que tudo esta enfraquecendo e ficando velho, pelo menos para o fim da Terceira Era tudo gira em torno de transformações. Agora isto parece ser um pouco como Tennyson “a velha ordem dá lugar a uma nova, e a vontade de Deus se cumpre em muitas formas”. Onde está Deus em o Senhor dos Anéis?

Tolkien: Ele é mencionado algumas vezes.

Gerrolt: Ele é o Um? (aqui Gerrolt está fazendo referência a Eru Ilúvatar, também conheçido como “O Um”, e não ao Um Anel. Ilúvatar aparece apenas em “O Silmarillion”).

Tolkien: O Um… sim.

Gerrolt: Você e um ateísta?

Tolkien: Oh, eu sou um católico romano. Católico romano devoto.

Vejam as questões: substituição de Jesus Cristo, terceira era, velha ordem, nova ordem, onde está Deus no Senhor dos Anéis? Eru Ilúvatar… respostas muito rápidas, sem convicção, pouco inteligentes para um homem com a capacidade mental e intelectual de Tolkien.

Sei não…

E depois vem dizer que não há a pretensão de se substituir Deus e seu Filho Jesus Cristo…

A íntegra da entrevista de Dennis Gerrolt pode ser lida no www.duvendor.com.br

Jehozadak Pereira

A Time Magazine trouxe na edição 18 volume 160 de 28 de outubro de 2002, um dado ao mesmo tempo interessante e alarmante. Em 1995 por ocasião do Halloween, foram vendidos cerca de US$ 2,5 bilhões, com produtos que abrangem doces, guloseimas, fantasias a apetrechos. Em 2002 a expectativa superou US$ 6,9 bilhões, com as mesmas coisas.

O Halloween é o segundo maior evento em faturamento financeiro nos EUA, perdendo somente para o Natal, e com maior volume financeiro do que a Páscoa. Casas e estabelecimentos comerciais são decorados com os motivos do Halloween. Nos trens e metrôs é possível ver vetustas senhoras e senhores com meias abóbora e a indefectível cara do Jack the pumpkin estampada nelas e em broches de lapela. As prateleiras das lojas e supermercados são inundadas por centenas de produtos com embalagens confeccionadas especialmente para a ocasião. Abóboras são cultivadas especialmente para o Halloween, e depois jogadas no lixo apodrecem durante semanas a fio.

A grande e crucial questão é que os EUA, antes voltado à pregação do Evangelho e aos valores cristãos, hoje se volta para o paganismo e para as práticas que envolvem bruxaria e feitiçaria, e em cerimônias que cultuam os mortos – Isaías 8.19 “… não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?”.

Algumas máscaras têm caído. A revista Época 231 de 21/10/2002 trouxe a reportagem Halloween para valer, A matéria traz o perfil e conta das peripécias de algumas bruxas, que logicamente enaltecem a sua religião pagã, que chamam de wicca. O engraçado desta situação é a justificativa para as suas crenças. Embora na matéria não aborde este assunto, todos os paganistas adeptos da wicca invariavelmente alegam que foram perseguidos pela inquisição, foram queimados, foram perseguidos. Depois de escrever o artigo, um dia recebi um e-mail de um bruxo, com a cantilena toda. Respondi-lhe perguntando o que nós crentes em Cristo temos a ver com a perseguição que eles dizem ter sofrido? Mandei que ele lesse Hebreus 11, não preciso dizer que até hoje estou esperando uma resposta, e já faz tempo que escrevi…

O texto da Época a mim me parece com mais uma daquelas defesas de algo que não há o que defender. Que somente cabe porque é oportunista – a proximidade do Halloween.

Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais

Todos os anos quando se aproxima o fim do mês de outubro, em alguns lugares no mundo, especialmente nos Estados Unidos e mais recentemente também no Brasil é espantoso ver o quanto as pessoas gastam em fantasias e produtos ligados ao que chamam de festa de Halloween. Bolachas, refrigerantes, alimentos, roupas, máscaras, fantasias, entre outros, sem contar as toneladas de abóbora que são usadas e jogadas no lixo, ou que apodrecem nas ruas e calçadas. O Halloween é um evento que movimenta milhões de dólares nos EUA anualmente. A Comemoração do Dia das Bruxas originou-se entre os celtas, povo que habitava a região da Irlanda e a Grã-Bretanha.

Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro as leis do tempo e do espaço eram suspensas. Nesta data comemorava-se o ano novo dos feiticeiros. Por causa disto, os espíritos vagavam soltos e os mortos visitavam seus antigos lares para exigirem comida. Havia também no fim de outubro o festival da colheita, conhecido como “Samhain”, também chamado de “O Senhor dos mortos”, onde se faziam grandes fogueiras para assustar os espíritos. Para que estes fossem embora, as pessoas saiam pelas ruas carregando velas acesas e nabos esculpidos com rostos humanos, vestidos de modo mais assustador possível. Faziam também muito barulho.

Nos Estados Unidos o Halloween chegou no século 19, e o nabo foi substituído pela abóbora, fruto mais comum que o nabo. Tanto o nabo quanto a abóbora são símbolos de imortalidade e juntando-se ao preto que significa a morte em muitas culturas, fazem o par perfeito para o ritualismo macabro e demoníaco. Na década de 20 a antiga tradição virou brincadeira e hoje é uma das principais festas do país. Crianças saem fantasiadas pelas ruas batendo nas portas, dizendo “trick or treat” literalmente travessuras ou bons tratos, para ganhar doces, tudo isto nos dia das bruxas.

Dia das bruxas? Vejamos: As bruxas modernas tendem a se referir a sua religião como wicca, a forma feminina de wicce – do inglês antigo, que significa witch – bruxa. Tanto os seguidores do sexo masculino quanto do feminino são conhecidos como bruxas e bruxos, embora o culto seja decididamente matriarcal, onde a suprema sacerdotisa de cada convenção é vista como a personificação – em alguns ritos, até mesmo como encarnação – da grande mãe deusa, que é a divindade principal do movimento. Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais.

Marcam o equinócio da primavera em 21 de março, Beltane em 30 de abril, o solstício de verão em 22 de junho, Lammastide em 1º de agosto, o equinócio de outono em 21 de setembro, o Halloween em 31 de outubro, o solstício de inverno em 21 de dezembro e Candlemas em 2 de fevereiro. O culto e as atividades da bruxaria são essencialmente atribuídos às mulheres.

Algumas bruxas trabalham vestidas com manto, outras ‘vestidas’ pelo céu – isto é nuas – e outras das duas maneiras, dependendo das condições meteorológicas. Apesar dos aspectos de fertilidade do culto, há pouco sentido sexual na nudez, que é adotada por causa da crença das bruxas que as roupas interferem na emanação da energia pessoal. Atribuem-se as bruxas evocar os ‘poderosos’, os soberanos, e os elementais da Terra, do Ar, do Fogo e da Água. Fazem parte das cerimônias os ritos de possessão mediúnica de muitas religiões xamânicas. É certo que na inquisição católica, mulheres velhas, solitárias e as parteiras, entre outras eram acusadas de bruxaria, e por isso foram queimadas e torturadas simplesmente porque eram denunciadas por seus vizinhos com quem não tinham um bom relacionamento.

Ou seja, o Halloween, não passa de um culto aos demônios. Pais, sem o saber, levam seus filhos para este culto, realidade que vem se intensificando no Brasil a cada ano que passa. Um dos focos são as escolas de inglês, que incentivam seus alunos a participarem das tais “festividades”. Empresas e comunidades, entre outros, promovem o Halloween no Brasil, e é cada vez mais comum ouvirmos nas ruas frases como “feliz halloween!”. Mas como pode ser feliz um procedimento que vem do inferno?

Nos EUA o evento é cercado de pompa e circunstância, e por anos seguidos o que se vê são personalidades e autoridades envolvidas nas celebrações do Halloween. As fantasias são diferentes a cada ano. Não é possível mensurar o faturamento total do Halloween nos EUA, mas presume-se que seja altíssimo, uma vez que não se pagam direitos autorais e nem royalties sobre o nome e marca. Ainda nos EUA, o faturamento da festividade de Halloween fatura é superior ao da Páscoa.

Participar do halloween é brincar com uma serpente venenosa ou ainda mexer com fogo. Quem sabe do real perigo de se envolver com práticas escusas certamente vai fazer de tudo para evitar tais coisas. Este artigo não vai certamente suprir a necessidade de informação a respeito da pretensa “festa”, mas creio que servirá para elucidar e avisar do perigo. Há de se ficar certamente chocado por ver que rituais pagãos da antiguidade ainda hoje influenciam a vida de muitos.

O grande problema é que o Halloween é tomado por uma festa, quando na realidade é uma aviltante afronta a fé cristã, enquanto que o Evangelho é claro, objetivo, direto e trata de salvar o homem perdido, tais rituais jogam o homem na mais profunda escravidão e escuridade. O halloween é pesado, soturno e sorumbático, carregado da atmosfera do inferno, assustando ao mesmo tempo em que quer fazer parecer que é uma inocente e pueril brincadeira. E de novo os órgãos de imprensa se prestam a divulgar o evento dando a ele um viso cultural, quando na realidade é um cerimonial funesto, cujo fim será uma humanidade abatida espiritualmente e carente da Graça e da misericórdia divinas.

Caros pai e mãe, jovem e adulto, pelo amor de Jesus Cristo, abominem rituais como este. Não devemos nos esquecer de que o halloween é um ritual de bruxas e de bruxarias, de demônios e de espíritos malignos. Participar é estar em conluio com tudo isto. Contudo o apelo para que participemos de tais atividades é intenso, lembro-me da minha infância e adolescência, quando na escola era compelido a participar das festas juninas, e meu falecido pai jamais permitiu que eu e meus irmãos tomássemos parte daqueles rituais. Ele explicava a cada ano e pela graça de Deus, não participar foi uma das grandes bênçãos da minha vida. Agradeço ao meu pai, por ter me preservado daquilo. Hoje o nosso papel é o mesmo. E cabe a nós alertarmos os nossos filhos, nossos amigos, lembrando-lhes de que Deus abomina os feiticeiros e todos aqueles que participam de tais rituais – Apocalipse 22.15.

Trago ainda à nossa memória de que aquilo que (supostamente) é bom para os EUA, necessariamente não é recomendado para nós brasileiros. Que Deus nos ajude a discernir e pelo poder da Sua Palavra nos livrar destas imposturas do nosso inimigo. Aviltamento. Isto é halloween! Não devemos nos esquecer que o halloween é um cerimonial dedicado aos mortos, e convém lembrar que nós somos vivos. Vivos, pelo poder glorioso e restaurador do sangue do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Todos direitos reservados ao autor

Jehozadak Pereira

2 Timóteo 4.6

Ninguém jamais falou com tanta saudade e vontade de estar de volta ao lar como Paulo. É possível ler nos seus escritos, que ele desejava, ansiava, por estar no lar. Tal como um viajor que não vê a hora de retornar para o acolhimento do seu canto, assim almejava estar Paulo, com o seu amado Salvador.

Os tempos de Saulo, já haviam ficado há muito para trás, e o que restava destes tempos era uma dor no coração, por tanta ignorância e crueldade para com os filhos redimidos do Senhor. Não havia um dia sequer que Paulo não pensasse naqueles tempos negros em que ele atendia por Saulo.

Agora ao dizer a Timóteo, que o seu tempo já estava no fim, Paulo com o olhar brilhante e desejoso, próprio dos que possuem a esperança viva no coração, lembrava do que havia escrito tempos atrás aos filipenses, de que nada o poderia deter no seu caminhar para as coisas que estão adiante, e sem olhar ou mesmo se importar com o que fica.

O que importava para Paulo, era recuperar o tempo da ignorância, e isso ele sabia e fazia com afinco e dedicação. Andando por lugares, levando a palavra de Deus, onde o perseguido agora era ele, Paulo não podia deixar de notar as diferenças de cada situação.

Antes como Saulo, era celebrado e recebido em cada cidade com pompa e circunstância, além das muitas deferências pessoais das autoridades eclesiásticas locais, que faziam de tudo para agradar ao ilustre visitante. A simples menção da sua presença nas cidades era motivo de pavor, tamanha era a fúria com que se atirava contra os crentes.

Em cada cidade que passava agora, vinha à mente de Paulo, cenas de pessoas simples, humildes, cujo único crime era a opção por Jesus Cristo. Paulo havia perdido a conta de quantas pessoas permitira matar, fossem apedrejadas, arrastadas, pisoteadas pelos cavalos, espancadas. Reminiscências.

Ninguém perseguiu como Saulo. Ninguém pregou a Palavra como Paulo. Se Saulo outrora viajava para cumprir sentenças de morte aos que trilhavam O Caminho, Paulo agora viajava pelo mesmo Caminho para levar anunciar a Vida, para cada um dos que se dispusessem ouvi-lo. E para os que não se dispusessem também. Não importava.

Paulo iria falar a cada um quisessem ou não. Nada poderia impedir Paulo de prosseguir na sua longa viagem rumo ao Lar. Dores, tristezas, provações, necessidades, rejeição, perseguições, pois ao recusar-se a olhar para trás, para o passado, Paulo sabia que não podia comparar as situações, contudo ele sem dúvida alguma preferia esta situação atual, pois o caminho por qual ele agora viajava o levaria ao Lar. O levaria para o céu com Jesus Cristo, o seu Único e Suficiente Salvador. E nosso também.

O pensativo Paulo, dizia consigo mesmo: o Céu, o Céu é um lugar de delícias!

Copyright©2008 – todos os direitos reservados ao http://www.jehozadakpereira.com – fevereiro/1997

Ponto a ponderar‏
De:Renan Vieira (renankvieira@gmail.com)
Enviada:segunda-feira, 15 de setembro de 2008 22:51:30
Para:jehozadakpereira@hotmail.com
Jesus Cristo é tão real quanto qualquer elfo, ou seja, zero! 

Procure um especialista em saúde mental ou pelo menos tenha o bom senso de não arriscar contaminar alguma outra mente fraca como a sua.

Jehozadak Pereira

Anos atrás quando escrevia para um jornal em São Paulo, criticava a tudo e a todos. Especialmente políticos e autoridades. Somente uma vez um deles estressou, mandou uma carta para o jornal, ameaçou me processar e recuou. O motivo?

O irmão deste político havia se candidatado ao cargo de vereador, e na sua propaganda enviada por mala direta, ele dizia que aquilo tudo estava sendo pago pelos amigos, correligionários e incentivadores da campanha.

Num dos meus textos eu usei de ironia com aquilo tudo, e disse que se dependesse dos amigos, correligionários e incentivadores da campanha, o nosso bom candidato não teria votos sequer para se eleger juiz de paz.

O parlamentar ficou apoplético, nervoso, irritado, e soube depois que queria me dar uma surra. Abertas às urnas, a minha previsão se concretizou. A votação foi pífia.

Recentemente tenho criticado a devoção que muitos dos nossos irmãos em Cristo tem por J. R. R. Tolkien e sua obra – no bom sentido, claro – pagã, especialmente O Senhor dos Anéis.

Isto tem me trazido alguns dissabores, como ouvir desaforos e xingamentos, além de estar em listas e listas e fóruns de discussão, onde invariavelmente sou destratado a exaustão.

Tempos atrás escrevi o artigo Tolkien e os meninos mimados, onde entre estas coisas repercuti a critica que Fernando Passarelli, crítico de cinema da seção Diversão & Arte do http://www.bibliaworldnet.com.br, fez para o filme As Duas Torres.

Meses depois sou surpreendido por um e-mail do Fernando Passarelli, cujo transcrição está abaixo:

From: “ferpanet” <ferpanet@uol.com.br>

To: “edson” <edson@estudosbiblicos.com>

Sent: Thursday, September 23, 2004 12:18 AM

Subject: [spam] AÇÃO NA JUSTIÇA

Aos cuidados do sr.

Edson Kawano

responsável pelo site www.evangelicos.com

Informo que encontrei no referido site, citações à minha

pessoa, tecidas pelo sr. Jehozadak A Pereira, na URL abaixo :

www.evangelicos.com/artigos/jehozadakap22.shtml

Solicito que essas citações sejam removidas ou estarei

acionando judicialmente o autor do texto, a partir desta

data, e o site como co-autor das ofensas, tendo em vista sua

veiculação. Como bem explica a lei de imprensa, o outro lado

de uma informação deve ser ouvido sempre que citado.

No aguardo de sua manifestação

Fernando Passarelli

Fiquei imaginando em que calo de Passarelli eu pisei, ou se pisei em todos eles de uma vez só. Deixei o Edson Kawano à vontade para retirar do ar o texto, mas resolvi colocá-lo no Destaque aqui.

Muito engraçado este crítico, que não aceita critica. O que fiz foi notar no texto as loas e elogios que Passarelli fez do filme As Duas Torres, talvez ele tenha ficado aborrecido por ter exposto a devoção dele a Tolkien e sua obra – sem nenhum sentido fisiológico – pagã.

Espanto maior ainda é que ele encontra guarida num site sério como o http://www.bibliaworldnet.com.br, fazendo apologia de paganismo e coisas demoníacas. Ser processado por Passarelli, será a prova de a devoção de alguns não tem limites.

Uma pena. Pena mesmo.

O Senhor dos Anéis e as Duas Torres – Os filmes

Postado por Gustavo D. – quinta-feira, 02 de janeiro de 2003 – 08:10 am:

Acho realmente tudo isso ridículo. Não sei se Jehozadak sabe, mas Tolkien era cristão fervoroso, defensor da moral e dos bons costumes. Dizem que não ouvia rádio nem assistia televisão, enfim, um padrão de comportamento. Como uma pessoa com estas credenciais poderia escrever “heresias”? É tudo fantasia, nada disso exerce influências negativas. Talvez apenas aos desequilibrados.

A mensagem acima foi postada no fórum principal do http://www.evangelicos.com, onde estão publicados muitos dos meus textos e onde há espaço aberto para os comentários dos leitores. Logicamente não me irrito ou me aborreço com aqueles que fazem comentários me criticando ou xingando. Mas um outro dia eu recebi um e-mail de um dos muitos devotos de Tolkien, perguntando-me porque eu os irritava tanto com as minhas críticas e “insistência” em mostrar comprometimentos, onde, segundo o bravo devoto não há comprometimentos.

Deixei para lá. Tratar com fanáticos é complicado. Tratar com gente adulta que se parece com meninos mimados é pior ainda. Eles sapateiam, rangem os dentes, mugem a grande, mas não conseguem escapar de uma realidade: em Tolkien, há sim comprometimentos espirituais em larga escala.

Há uma grande desinformação de quem foi Tolkien. Alguns o consideram – como Gustavo D – um cristão. Biblicamente um cristão é todo aquele que está devidamente imbuído dos princípios do genuíno Evangelho de Jesus Cristo. Os princípios são; regeneração – transformação de vida; adoração única e exclusiva ao Senhor e verdadeiro Deus. Regeneração significa mudança de vida associada com santificação. Dizer que um católico devoto – com todos os seus comprometimentos idólatras é um cristão, é no mínimo temerário e denota ignorância das Escrituras.

Deus não comunga com ídolos. Ao contrário, condena a idolatria. Ao que parece Tolkien era um idólatra. Tolkien foi um católico devoto, apaixonado pelo santíssimo sacramento influenciado que foi pela sua mãe – Mabel Tolkien. Tolkien era ligado por gratidão ao padre Francis que o levou a converter-se ao catolicismo, incutindo nele – Tolkien – a necessidade de seguir a devoção de Mabel a Roma e ao papa.

Nada ao longo da vida de Tolkien o fez perder a fé na igreja católica. Edith a mulher de Tolkien não gostava de confissão e não compreendia direito o alívio espiritual que Tolkien e outros católicos devotos diziam sentir.

Mesmo sendo um católico devoto, Tolkien tinha a sua mente voltada para o mundo místico e fantástico. Uma das suas leituras aos sete anos de idade foi Red Fairy Book – Livro vermelho de fadas – e por causa das muitas influências que recebeu ao longo da vida, Tolkien baseado em antigas tradições mitológicas descreve um mundo sem cristandade – o que derruba por terra o argumento de muitos de que há relação entre os demônios de Tolkien e o Evangelho.

A Terra Média, criada por Tolkien é um mundo imerso em magia e inteiramente intocado por qualquer forma de cristianismo. O contraste com o Evangelho, é que enquanto Tolkien fala de uma “terra-média” a Bíblia diz de uma Terra Prometida. Em palestras em Oxford, onde dava aulas sobre Literatura Medieval, alunos consideravam Tolkien “louco varrido”, porque abandonava o tema das suas palestras e se punha a falar de duendes e elfos.

Além de escritor prolífico Tolkien era pintor de aquarelas com figuras de dragões, fortemente influenciado pelo amor infantil que sentia pelo Livro Vermelho de Fadas.

Tolkien renegou ao longo de toda a sua vida qualquer influência oculta ou escamoteada na sua obra. Contudo, seus personagens vivem num mundo onde a magia é real e palpável. W. H. Auden, amigo e patrocinador de Tolkien afirmou que As crenças não declaradas de O Senhor dos Anéis são cristãs. Em meio as milhões de palavras de Tolkien sobre a Terra-Média, não aparece uma única vez sequer a palavra Deus. Tolkien se irritava sobremaneira quando lhe perguntavam se o seu mundo mitológico era alegórico. Resta então saber que tipo de crenças cristãs são estas que estão ao lado e em conluio com elfos, anões duendes, demônios, feiticeiros, magos?

O mundo de Tolkien é um mundo pagão, sem Deus e desprovido de qualquer tipo de luz divina, embora seus devotos afirmem o contrário.

C. S. Lewis um dos melhores amigos de Tolkien – amizade que com o passar dos anos esvaiu-se – era um agnóstico, provocou o desapontamento de Tolkien a quem considerava um devoto cristão – e ainda por cima católico, mais ainda, um quase fundamentalista católico – por aproximar-se do protestantismo e deixar de lado o catolicismo, que Tolkien desprezava. A opção de Lewis pelo protestantismo desapontou profundamente Tolkien.

Nada há contra os católicos, mas as suas práticas estão muito longe das práticas de um cristão verdadeiro – aquele que se parece com Cristo, a palavra de Deus é que julga a todos.

Igualmente nada há contra quem quer ser devoto de Tolkien. Cada um crê no que quer. Mas aqueles que se dizem convertidos e que devotam paixão por Tolkien e seus escritos devem rever a sua fé, ou melhor, a sua convicção pessoal de salvação.

Mesmo no nosso meio há alguns lugares onde a devoção a Tolkien é exacerbada. Um destes lugares é o site http://www.uol.com.br/bibliaworld, primeiro com Marcelo Gióia Oliveira e agora com Fernando Passarelli. Passarelli exacerbou na pajelança que fez do filme As Duas Torres – recentemente lançado – e que é a continuação de O Senhor dos Anéis. Ao babar e derramar-se em elogios e loas ao filme e a obra de Tolkien, Passarelli causa enjôo e deixa perplexo na crítica As duas torres – quem encara o pecado? A peroração do crítico talvez ficasse melhor num site secular, voltado para as coisas mundanas, nunca num site voltado para o público cristão.

Que Passarelli queira ser devoto de Tolkien que o faça com seus próprios argumentos e palavras e não use as Sagradas Escrituras para torcer o seu (mau) gosto pessoal, querendo fazer pensar a qualquer incauto, se é que há incautos – que na obra de Tolkien há qualquer semelhança ou um pequeno vislumbre que seja que se aproxime do Evangelho, e nem que busque distorcer as santas verdades bíblicas com as mazelas malditas de Tolkien.

O mais perto que Tolkien chegou do Evangelho foi a sua devoção ao catolicismo, devoção que carregou até o final da vida. Dizer o contrário é dar pérolas aos porcos. Ou querer enganar-se com argumentos fracos e inconsistentes.

Para os devotos de Tolkien falar contra as obras do professor como era chamado é querer ver o mal em tudo. Nem de ser legalista, xiita, fundamentalista ou o que queiram chamar, pois sou liberal nas minhas preferências, e como disse no início é só ler Tolkien para ver que na sua narrativa não há nada de espiritual, ao contrário é possível encontrar duendes, feiticeiros, magos, elfos, demônios, anões e todo o tipo de lixo espiritual. Como corroborar, ou melhor, como conjugar tudo isto com a Bíblia? Qualquer coisa distante disto é balela, enganação, tapeação, ou como queiram gosto pessoal deturpado, que não fica bem em quem se diz cristão.

Resta saber se estes que se dizem cristãos professam o Cristo vivo, ou se são “cristãos” como Tolkien foi? A mim me parece que eles são mais que meninos mimados a ranger os dentes quando contrariados quando perdem o doce que estão comendo.

De que adianta não assistir televisão ou mesmo defender a moral e os bons costumes e escrever livros repletos de misticismo e ocultismo? Devotos como Gustavo D confundem estes princípios morais inerentes a qualquer cidadão cumpridor dos seus deveres com qualidades de um verdadeiro cristão, que ao que parece não era o caso de Tolkien.

Cada um vê o que quer ver, inclusive cristianismo nas obras de Tolkien.

Copyright©2003 – todos os direitos reservados ao http://www.jehozadakpereira.com – agosto/2003.

Jehozadak Pereira

Kurt Bruner e Jim Ware – os Contorcionistas
João 8.44

Incrível como algumas pessoas tendem a colocar Deus nas suas paixões. Um dos maiores problemas do cristão hoje em dia, é espiritualizar as coisas ou mesmo seus gostos pessoais. Um exemplo disto é o livro Encontrando Deus em o Senhor dos Anéis – Bompastor – 2002 – Vida espiritual/Inspiração.

Este é um daqueles livrinhos irritantes e pretensiosos, cuja única finalidade é dar um lustro espiritual ao gosto deturpado dos seus autores. O livrinho causa asco e é um exercício de contorcionismo explícito, são daqueles arrazoados que buscam atrair outros para as predileções dos escritores. Não creio que um cristão comprometido com o reino de Deus se submeta à fraca argumentação de Bruner e Ware.

Os autores começam discorrendo sobre a fé cristã de Tolkien para justificar o injustificável. Mas que trajetória cristã é esta? Recentemente foi lançada no Brasil Tolkien uma biografia de Michael White, e é lá que vamos ver juntos qual era a fé cristã de Tolkien. “Na velhice, Tolkien afirmou que fora inspirado pelo catolicismo pouco antes da morte da mãe”. “Eu me apaixonei pelo Santíssimo Sacramento desde o início – e pela misericórdia divina jamais tornei a me afastar”. “… dessa época em diante, ele passou a ser um católico devoto,…”. “… mas não perdeu a fé na Igreja Católica…”.

Para quem não entendeu, Tolkien era um católico apostólico romano convicto, convicção que permaneceu até a sua morte, e é chamado de cristão, pelos autores. Ao que eu saiba, cristão é o seguidor de Jesus Cristo. É o que se parece com Cristo, é o que não se curva diante de imagens e nem de ídolos. É isto ou não? Ao que parece o cristianismo de Tolkien era deste último, se é que se pode chamar de cristão quem se curva diante de imagens e ídolos.

Mas, indo ao que realmente interessa, vamos encontrar autores preocupados em buscar na palavra de Deus razões que justifiquem suas predileções pelo mundo místico de J. R. R. Tolkien. Começam agredindo, quando citam que “Na verdade, muitos cristãos irredutíveis em sua linha de pensamento hesitam em aceitar uma obra criativa que inclui figuras míticas, anéis mágicos e temas sobrenaturais. Isto é lamentável porque as verdades transcendentes do Cristianismo fervilham por toda esta história,…”. Posso pensar e não me envergonho disto de que segundo os autores faço parte dos muitos cristãos irredutíveis que não se deixam levar pelos encantos dos anéis malditos e amaldiçoados de Tolkien.

Os autores afirmam que “Os Evangelhos contêm um conto de fadas, ou uma história de uma classe maior que abarca toda a essência dos contos de fada. Contêm muitas maravilhas, principalmente artísticas, belas e comoventes: ‘míticas’ em seu significado perfeito e completo (…). Deus é o Senhor dos anjos, dos homens – e dos elfos”. Quanto a primeira parte, concordamos que Deus é realmente o Senhor, mas de elfos? Fico pensando se estes dois vigaristas da fé leram de fato a Bíblia Sagrada e inerrante?

O que são elfos?
”Divindades aéreas de origem nórdica, amantes de danças noturnas nos prados, e que parecem convidar os humanos para unirem-se a elas, mas que na realidade trazem-lhe a morte. São os espíritos do ar, porém saídos da terra e das águas, deslumbrantes, caprichosos, pequeninos, flutuantes, vaporosos, temíveis. Simbolizam as forças etonianas e noturnas, que provocam pavores mortais, sobretudo nos adolescentes. Pois ao contrário dos adultos, menos perspicazes menos sensíveis ao imaginário, ao imperceptível e que por isso nada percebem, os adolescentes conseguem discernir o elfos na bruma. Estes entes são como as emanações confusas das paixões nascentes e dos primeiros sonhos de amor. Fascinam e enfeitiçam os jovens corações e as imaginações ingênuas. De noite que os elfos saem com suas vestes úmidas na fimbria e sobre os nenúfares arrastam seus pares mortos de fadiga’. A dama branca é a rainha dos elfos. Certos intérpretes consideram as rondas dos elfos como condensados energéticos, que imergem do universo: daí seu poder de fascínio e seu poder de fazer atravessar as portas que separam os três níveis do universo principalmente o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Eles agem sobre a imaginação exaltando-a através dos sonhos e aparições, e arrasta em sua dança o ser seduzido por sua beleza. Simbolizam as forças inconscientes do desejo, e metamorfoseada em cativantes imagens, cuja poderosa atração tende inibir o autocontrole e a capacidade de discernimento”.

Na sua ânsia de corroborar os escritos de Tolkien, e buscando dar o viso eles inserem versículos bíblicos fora de contexto. Para tentar alcançar o seu objetivo – de mostrar que Deus se faz presente em O Senhor dos Anéis – os autores contam uma lorota.

No seu anseio de tornar uma história pagã, mundana, mística e esotérica em verdade divina os autores do livrinho se saem com mais esta pérola – “Compare o exemplo de Frodo Bolseiro com o que se tornou o mantra de nossa geração. Desde gurus da Nova Era e psicólogos famosos a músicas que estão na parada de sucessos e filmes que fazem sucesso, as mensagens que recebemos acompanham a mesma melodia básica – dê ouvidos aos seus sentimentos. Olhe para dentro de si para encontrar as respostas. Siga o seu coração. Converse com a sua própria consciência superior”.

Não posso me furtar de perguntar de qual geração os autores estão falando? Qual geração de cristãos verdadeiros que recitam um mantra? Para quem não sabe mantra no tantrismo, é a fórmula encantatória que tem o poder de materializar a divindade invocada.

Você, amigo ministro do Evangelho já recitou o seu “mantra” hoje? Certamente a sua resposta será a mesma minha – arreda satanás com os seus mantras daqui! Na minha Bíblia, eu encontro acerca de uma esperança inaudita – Tito 2.12-14, no livrinho de Bruner e Ware, a esperança é um duende chamado Tom Bombadil – senhor das águas, da floresta e das colinas. E tome versículo em cima. O mesmo Bombadil que demonstra amor e graça em forma de pão, carne, cerveja e camas macias.

Os autores dizem que Pedro era confuso e não sabia o que estava fazendo, que o nosso Pedro “sofria da falta de visão que confunde a glória, o milagre, a alegria, a inspiração, o prazer ou o simples bem-estar de uma parada ao longo do caminho com o fim da jornada”. Talvez se Pedro tivesse na companhia de Frodo Bolseiro e Sam Gamgi, ele não ficasse confuso.

Mas eles conseguem se superar no festival de bobagens que escrevem sobre diversos personagens bíblicos: Que Abraão era um velho nômade sem esperança de ter filhos. Ao afirmar que Abraão era um velho nômade, os autores querem fazer pensar que Abraão era um andarilho errante e sem destino, não é o que nos diz a Bíblia – Gênesis 12.1-2 “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!”. Não há nada de nômade em Abrão. Ele estava estabelecido e era um cidadão respeitado no seu lugar. Mas ao sair atendendo uma ordem do Senhor, o fez com a promessa de que seria pai de uma grande nação.

Tem mais. Para Bruner e Ware, José era um menino detestável e mimado. A Bíblia, diz que Jacó amava José e que isto despertou ciúmes e ódio dos seus irmãos – Gênesis 37.4.
Moisés gaguejava quando ficava nervoso. Davi era uma criança, e finalmente eles se superaram ao afirmar que os doze discípulos de Jesus faziam parte da escória da sociedade. Leram direito? Isto mesmo escória da sociedade.

Não é possível aceitar tal afirmação de Bruner e Ware. Basta uma rápida leitura em qualquer dos Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João, para ver que os discípulos jamais foram escória. Talvez o parâmetro moral que os autores do livrinho adotem seja o da Terra Média, cuja descrição é feita pelo católico romano Tolkien. Mas os autores do livrinho encerram com chave de ouro as baboseiras sobre alguns personagens bíblicos ao dizer que a trajetória cristã de Paulo foi uma aventura.

Querem mais acintes e baboseiras? Então leiam esta: “Muitos cristãos no início do terceiro milênio se sentem como se tivessem muita coisa em comum com os Elfos no final da Terceira Era da Terra-média. Nosso mundo está mudando para pior. Muitas coisas que são boas estão desaparecendo; na verdade, muitas há muito já se foram. O manto do mal está se espalhando, se erguendo e engolindo tudo. A era pós-cristã chegou e estabeleceu um lugar permanente. Sem dúvida, restam poucos gestos de sanidade e bondade, uma Valfenda aqui, uma Lothlórien ali, mas logo esses também serão banidos”.

Quem são os cristãos a que se referem Bruner e Ware? Será que é gente da laia deles? Ou eles estão medindo todos pelo metro deles? Na sua busca insana de exaltar os demônios criados por Tolkien, Bruner e Ware jogam todos na vala comum da idolatria e do misticismo presente em O Senhor dos Anéis.

Estes dois gigolôs de Tolkien, que tentam convencer a todos que não conhecem o enredo dos livros com sua conversinha fiada, ainda se prestam ao papel de dizerem no final do livro que “Gostaram. Esta tentativa de compilar uma série de ‘reflexões cristãs’ sobre O Senhor dos Anéis, foi para nós, um exercício de pura alegria e enriquecimento espiritual e pessoal”. “Kurt e eu escrevemos este livro de um ponto de vista distintivamente cristão. É possível que os leitores que não gostem desta perspectiva aleguem que simplesmente impusemos nossas próprias tendências e crenças no texto épico de Tolkien. É uma acusação grave que merece uma resposta cuidadosa. Por outro lado, é provável que haja aqueles que compartilhem de nossas convicções cristãs, mas achem impossível concordar que algo puro, santo e de valor espiritual verdadeiro possa ser encontrado em uma história repleta de elfos, anões, gnomos, hobbits, magos, demônios no fogo e todos os tipos de seres estranhos e mágicos. O que dizer a eles?”.

Aí eles dizem que Tolkien já o disse, e disse que este – o mundo da Terra-Média – é o reino da fantasia.

Fico deveras intrigado com pessoas como os autores deste livrinho, que se dizendo cristãos; se prestam a este papel ridículo e intolerante de tentar legitimar uma obra das trevas, repleta de elfos, gnomos e afins, como eles mesmo o dizem, comparando-a com a santa e gloriosa palavra de Deus.

É inconcebível que crentes se curvem diante de todo tipo de personagens das trevas. Mas o que fazer? Só resta orar por eles. Já me acostumei a ser taxado de louco por contestar estas coisas. Mas antes ser louco por Deus do que por Tolkien.

Na Bíblia eu encontro esperança, encontro consolo, encontro repreensão e ao mesmo tempo conforto. Em Tolkien não encontro nada disto, só escuridade e confusão. Que Tolkien foi um literato prolífico, não há dúvida alguma disto, mas querer que isto se pareça e esteja no mesmo patamar que o Evangelho é o fim da picada. Felizmente como os autores do livrinho disseram há quem não concorde com o ponto de vista deles, e certamente somos muitos – uma multidão a não concordar com eles.

É necessário que levantemos nossas vozes a lhes dizer que se sequer existisse a possibilidade de que Deus pudesse ser encontrado em O Senhor dos Anéis, este encontro deixou de ser realizado, apesar do exercício de contorcionismo explícito de Kurt Bruner e Jim Ware.

Este barateamento da graça inaudita que os autores deste livrinho ruim, reles e ordinário fizeram tem de ser repudiado. A maravilhosa graça do Salvador não pode e não deve nunca ser jogada no mesmo chão imundo onde é o lugar dos demônios de O Senhor dos Anéis.

Creio que o tom definitivo desta questão envolvendo as histórias de Tolkien e o cristianismo foi dado por Michael White, autor da biografia já citada acima, que disse o seguinte: “… a Terra-Média é um mundo imerso em magia e inteiramente intocado por qualquer forma de cristianismo”.

Pois é este mundo infestado de magia, de demônios e seres míticos, que alguns querem fazer parecer com o cristianismo.

Aos adeptos de Tolkien, eles precisam se converter ao verdadeiro Senhor da história – Jesus Cristo!

Copyright©2003 – todos os direitos reservados – agosto/2003


Categories

Estatísticas do blog

  • 172,815 hits

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Join 846 other followers

Twitter Updates

%d bloggers like this: