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Jehozadak Pereira

Outro dia o meu telefone toca. O número não identificado não me preocupa, pois costumo atender todo mundo que me telefona. Uma voz pausada e tranqüila do outro lado começa a falar coisas pessoais, e diz um nome qualquer. Pergunta se não tenho medo, pois as coisas que escrevo deixam muita gente aborrecida. Digo que não tenho medo não, e que vou continuar escrevendo, gostem ou não.

Pouca gente tem o meu telefone, e fiquei me perguntando quem poderia ter dado o meu número a alguém. Resolvi deixar para lá. Se fiquei assustado? Nem um pouco. Conheço o meu público, e sei que as ameaças veladas do tal telefonema querem me intimidar. Intimidação que ocorre de diversos modos.

Há cerca de uns dois anos recebi uma série de e-mails, de gente criticando o ex-governador Garotinho e seu parceiro Silas Malafaia, um homem de negócios e cabo eleitoral travestido de pastor. Todos eles indistintamente tinham alguma coisa para me falar. Um outro, dizia no e-mail que havia trabalhado com o governador, que tinha informações, e uma série de outras coisas. Resolvi comparar as mensagens e todas elas tinham a mesma origem e fonte, embora com endereços eletrônicos diferentes uns dos outros.

Escrevi o artigo Um presidente evangélico, que teve grande repercussão, sem contar o xingatório, as pressões e as reclamações de gente que se sentiu ofendida com o teor do artigo, que chamava os evangélicos brasileiros a refletir sobre o assunto que você pode. Por causa deste artigo, escrevi O efeito Garotinho, e de novo houve uma gritaria daquelas. Por causa destes e de outros textos, fui ameaçado, e lembrei das palavras que o jornalista, pastor e escritor Paulo Romeiro, da AGIR. Ele me disse certa vez que quem quer criticar tem de estar pronto para ser xingado, mal falado, acusado, maltratado, etc. Outro amigo, disse certa vez que os criticados às vezes iriam apelar para expedientes, digamos, pouco ortodoxos e acusar-me de uma série de coisas. E não é que acusam mesmo?

A igreja brasileira não está acostumada a críticas e muito menos, que estas críticas sejam por escrito, como são as minhas. Uma vez criticados, reagem com virulência e truculência.

Mas, não me preocupo com isto não. Hoje, busco fazer uma seleção das sugestões de pauta que recebo. É tanta coisa, tanta pilantragem, tanta sordidez, que sequer posso pensar em citar qualquer uma delas, mas se eu resolver apontar uma delas sequer, é caos total.

E os satanistas? Por causa de O Senhor dos Anéis, sou xingado até…; tem um satanista do Rio Grande do Sul, cuja especialidade é me perseguir, e chegou a montar um site só para me “detonar”, como ele mesmo diz. Site tão fuleiro e vagabundo que saiu do ar antes de entrar. Não contente, o adepto do diabo, me colocou insistentemente numa lista de discussões, e um dos seus cupinchas criou um fã-clube para mim. Não é muita “honra”? Por causa de O Senhor dos Anéis, fui ameaçado de morte por um grupo de jogadores de RPG. Marcelo Del Debbio, o maior expoente do RPG no Brasil virou meu inimigo pessoal e até criou uma home page atrelada ao seu negócio com o meu nome, tudo no sentido de me constranger e pressionar.

E o mascarado atrás de um pseudônimo, que me acusou de adesismo, pois confundiu profissionalismo com parcialidade. Na minha profissão já fiz tantas coberturas jornalísticas, que perdi a conta. Já fui a duas visitas do presidente Lula aos Estados Unidos, fora outros eventos, e este entendido do assunto, quis me colocar onde não estava; queria forçar uma situação inexistente, tudo com o objetivo de me constranger.

Sem contar as ameaças…

Por enquanto veladas, e tenho a certeza de que as mais recentes foram por causa das minhas críticas a candidaturas de cristãos a cargos eletivos. Reservo-me o direito de continuar com meus artigos, sempre que julgar conveniente – embora seja inconveniente para quem se aproveita da condição de cristão para querer ser eleito – e estes sempre terão minhas críticas.

Medo deles?

Nenhum. Se é uma coisa que não tenho é medo.

De ninguém. Ninguém mesmo…

Copyright©2004 – todos os direitos reservados ao autor – março/2005.

 

Jehozadak Pereira

Terminada a eleição e abertas as urnas, aparecem os nomes de Tiririca e Garotinho como eleitos para cargos legislativos. É a entrada em grande estilo de dois cacarecos numa das casas legislativas de maior projeção na política brasileira. Tiririca e Garotinho vão se sentar ao lado de figuras controversas, polêmicas, notórias e outros velhacos velhos conhecidos. Há coisas que só acontecem no Brasil mesmo. Um horror!

Jehozadak Pereira

Escrito em 2007, mas bem atual, principalmente em tempos onde a imprensa é criticada pela petistada toda, Lula à frente querendo colocar uma mordaça em quem os denuncia e critica.

A grande questão é que o PT como instituição e enquanto governo não aceita ser criticado por ninguém, e quando o é pela imprensa grita aos quatro cantos que é vítima de um complô da mídia. Mentira. A mídia não persegue ninguém, e a cantilena é a mesma de gente do quilate de Silas Malafaia, quando o criticado era o seu protegido, o ex-governador Garotinho, que dizia da perseguição pelo fato de ser um evangélico.

Já pensou se o nosso Lula, passasse por um processo de impeachment que passou o abjeto Collor de Mello? Pelo contrário, quem se dispôr a ler e pesquisar vai ver que ninguém mais manipulou a imprensa do que o próprio PT, cujos militantes eram os primeiros a vazar para a imprensa extratos bancários, documentos, e tudo o que podiam para comprometer e enlamear ainda mais o péssimo nome de Collor e sua troupe. Quem foi que surgiu com o motorista Eriberto França a tiracolo numa CPI? Ou ainda quem não se lembra do senador Suplicy se fazendo de sonso e detonando com tudo? Ou o próprio José Dirceu, com sua falsa indignação e moralidade deitando falação?

Quando era a imprensa nos olhos e em outras partes menos pudendas dos outros era bom, mas e agora que a imprensa relata tudo e marca em cima? Sabe daquele ditado que quem com ferro fere? Pois é…

Juscelino governou com a imprensa no seu pé. Ribamar, o estadista do Maranhão também. O topetudo Franco, o Itamar e FHC idem, e nenhum deles, ao que me consta se disseram vítimas de perseguição da imprensa. Não foi a imprensa que inventou Marcos Valério, e muito menos o mensalão. Não foi nenhum jornalista ou dono de qualquer veículo noticioso que chefiou o mensalão, ou sequer foi denunciado no STF. Quem foi? Foi o defectível José Dirceu, que se julgava o todo poderoso, e uma vez acusado – não julgado – quer politizar um caso de polícia, de roubo e de falcatruas contra os cofres públicos.

Já pensou se o Lula enfrentasse e passasse pelo mesmo processo de Nixon? O que vocês fariam? Mandariam prender ou matar os jornalistas que os denunciasse? Nixon saiu calado e jamais acusou a imprensa de o ter derrotado.

O PT que sempre pregou a ética, a moralidade e a lisura na política não tinha o direito de errar, pois sabia que todos os olhos da nação estariam em cima, mas não, o que fizeram? Tudo o contrário. E quando pilhados saem-se com a conversa fiada de que a imprensa os persegue.

Acusam o finado Serjão das mesmas práticas. Claro que é comodo, se justificar acusando. A impressão é a de que se o Serjão fez e ninguém falou nada, nós – o PT – podemos fazer e se a imprensa nos detonar – na visão tacanha e miúda da companheirada – nós vamos nos fazer de vítimas. E não é o que tem acontecido?

Quando o presidente Lula já eleito, mas não empossado veio a Washington eu fui numa comitiva de jornalistas participar de um almoço onde ele estava. Nunca vi tanta arrogância e prepotência andando juntas. Membros da comitiva, olhavam todos por cima e estavam mais preocupados e deslumbrados com o que os cercava, do que tudo.

Outra coisa difícil de aceitar é a fala de Lula que não sabia de nada. Quanta mentira e cinismo. Para que serve o serviço de informações de um governo? Lembro que cada um dos envolvidos trabalhavam no mesmo palácio que Lula dá seu expediente e mesmo assim, ele continua afirmando que não sabia de nada. A quem ele quer enganar? Que busque outro trouxa. Aliás, trouxa é o que não falta.

Todos estes escândalos denunciados, servem para colocar o PT no seu devido lugar junto com todos os outros que o antecederam no exercício do poder, e é dever da imprensa sim, informar, denunciar, expor e noticiar os rolos de quem quer que seja. Aqui nos Estados Unidos a imprensa toma partido sim, e nem por isto é cerceada. Outro dia participei de um jantar onde estavam cerca de 2,5 mil profissionais de imprensa, e ao lado deles as principais autoridades do estado. Governador, prefeito da capital, deputados e senadores, e nenhum deles foi poupado de críticas ou gozações. Inclusive um ex-prefeito da capital que estava preso por causa de problemas na administração da cidade, mas como é um homem muito popular, as previsões dão conta de que ele se elegerá na próxima eleição.

Sabe quem o denunciou? Foi a imprensa. Ele foi investigado, julgado, condenado a cumprir uma pena de cinco anos por corrupção, formação de quadrilha e conspiração. Mas nem por isto culpou a imprensa.

O que me parece é que o PT quer estar acima do bem e do mal, e se pudesse calava a imprensa, como fez o idiota do Chávez ou criava uma imprensa oficial nos moldes da que Castro criou.

Conviver com as opiniões diferentes e com as diferenças é uma arte que o PT não aprendeu ainda, e pelo jeito não vai aprender nunca, e se continuar nesta toada, vai sobrar incapacidade e faltar culpado para ser apontado. Concorda?

Jehozadak Pereira

O que tem de figurão desolado porque não há nenhum candidato “evangélico” à presidência da república para que possam faturar uns trocados em cima não é brincadeira. Quem diria que um dia se sentiria falta do Garotinho…

Jehozadak Pereira

Só ontem recebi a Veja de duas semanas atrás, e e li o sabão que a revista passou no Silas Malafaia, que depois do “Passando o Manto” mandou que ouvintes seus escrevessem para a redação reclamando de um artigo publicado.

É realmente uma pena que 1.452 pessoas tenham dado ouvidos a este mercador de livros medíocres que ele diz que escreve terem reclamado. Silas quer ter o poder de um censor e se pudesse extirpava tudo aquilo que não o agrada da imprensa.

Aliás, ele quer posar de coerente, mas o que lhe sobra são incoerências tantas que vale a pena lembrar só de algumas. Quando resolveu apoiar o tal do Garotinho, meteu o pau no então candidato Lula, para pouco depois quando o seu candidato ter perdido a eleição, apoiar “incondicionalmente” o futuro presidente da república. Claro que sem nenhum interesse.

Uma vez foi falar numa igreja em Boston e diante da oferta que recebeu, derramou-se em elogios ao líder da igreja de um modo desconcertante. Tempos depois quando as coisas por lá tomaram outro rumo, foi o primeiro a desancar o homem. Só que quando ele – Silas, esteve pregando lá, as coisas já não iam bem, e o seu faro de “profeta” falhou, afinal importava era a grana que logicamente não foi devolvida, pois a fisiologia do reverendo é a mesma do lagarto – jamais vomitar o que come, não importando o quão indigesto seja a quantidade de “verdes”, e nem a sua origem – animal, vegetal, mineral ou de qualquer outra espécie, se é que me entendem…

Quem não se lembra dele – Silas, falando mal do G12 e do Terranova? Pois bem, quem é o mais novo amiguinho dele? Bingo! Acertaram! Até pregaram juntos no tal do “Passando o Manto”. Poderia escrever outras dezenas de contradições de Malafaia, mas penso que por enquanto estas bastam.

Outro dia mesmo, falou mal do Edir Macedo e da IURD e foi solenemente ignorado. Ele disse que estava falando “em amor”, mas na realidade foi ingênuo o tempo todo ao não ver onde o bispo Macedo chegaria, ou melhor, o seu faro de “profetão” falhou de novo.

Tempos atrás ele pregou na igreja onde eu congrego, e foi uma mensagem tão ordinária, tão fraquinha, tão xinfrim que fiquei com pena das pessoas que estavam lá. Ele perdeu, ou melhor, tomou mais tempo tentando vender seus livros porcarias, do que falando para a edificação do povo.

Agora resolve atacar a Veja, em mais uma atitude incoerente da sua parte, entre tantas que já teve ao longo da vida.

Claro que a questão do homossexualismo é delicada e meu ponto de vista é sempre o bíblico, mas querer colocar a Veja como inimiga dos cristãos é o fim da picada, além de ser uma manipulação terrível, tal como ele faz com a Globo, xinga, xinga, xinga, mas morre de vontade de pregar lá.

Quer maior incoerência do que esta?

PS Uma coisa chamou minha atenção. Já repararam que o reverendo se gaba de ser a “voz”  dos evangélicos no Brasil, não conseguiu eleger o Garotinho a presidente e quando “ordena” que o “seu” povo entulhe a Veja de cartas e e-mails, somente mil e poucos gatos pingados o fazem? Será que com todo o seu “prestígio” ele conseguiria eleger o síndico de um prédio?

Jehozadak Pereira

Santa ingenuidade Batman! O Malafaia foi enganado pelo Macedo!

Recebi um e-mail com a indicação de um vídeo onde o Silas Malafaia todo nervosinho ataca desta vez a IURD, sem contudo citar o nome da igreja do Edir Macedo. Com a falsa indignação que lhe é característica ele faz “um alerta” ao “povo de Deus”, sobre as reais intenções do dono do canal de TV e da igreja.

A quem ele quer enganar desta vez? Ou será que teve algum interesse específico contrariado para deitar falação nos seus antigos aliados? É melhor contar outra reverendo? Ou será homem de negócios? Ou cabo eleitoral? Está se sentindo enganado? Que peninha. Peninha mesmo.

Desde sempre se soube quem era Edir Macedo e onde ele pretendia chegar e as escadas que usou ao longo dos anos. A mim e a outros milhares nunca enganou, e o que está sendo revelado agora é nada mais do que a constatação de que as práticas dele – Macedo – sempre foram estas ai mesmo. Só os ingênuos é que não viram nada…

Mas é uma pena que só agora o reverendo Malafaia tenha se dado conta de que foi enganado e esperneia tal qual um garotinho – sem trocadilho algum – quando lhe tiram o pirulito preferido, pois quando emprestou a sua voz e o seu prestígio (?) anos atrás, certamente o fez desinteressadamente e na mais limpa das intenções na defesa do evangelho, já que a Globo atacava sem piedade.

A grande realidade é que o bispo é mais esperto e astuto do que o reverendo Malafaia pensava, e se naquela época ele tinha planos de jantar o Macedo, foi tomado no café da manhã, e descartado sem a menor cerimônia, e agora volta-se “em amor” contra o seu camarada de ontem. Não será surpresa alguma se dentro de algum tempo ele colocar a venda algum DVD desancando a IURD e as suas prátícas, tudo sem o menor interesse monetário é claro.

A grande realidade que o reverendo Malafaia não viu, ou não quis ver, é que Edir Macedo sempre foi um empresário que explora – no bom sentido é claro, a fé alheia, e que ficou rico graças a sua capacidade de criar coisas que os outros nunca pensaram. As intenções dele sempre foram bem claras para quem quizesse ver, o que parece que não foi o caso do reverendo Silas.

Profeta, reverendo Silas, é aquele que vem e fala antes da coisa acontecer, pois aos verdadeiros profetas Deus mostra antes. Falar depois é mera falácia. Mas esperar o que de quem se derrama em auto-elogios? Aliás, tem um ditado que diz que elogio em boca própria é vitupério. Entendeu?

Jehozadak Pereira

Artigo escrito em junho de 2003

Passados já alguns meses da eleição presidencial, parece que há em curso um terceiro turno, desta vez protagonizado pelos pastores Silas Malafaia e Jabes de Alencar. A revista Eclésia do mês de abril/2003 traz a reportagem A Hora da Tribulação, com declarações dos dois pastores. Malafaia reclama que Garotinho não foi defendido e muito menos apoiado pela comunidade evangélica brasileira no escândalo que envolve fiscais corruptos. Antes de continuarmos, forçosamente tenho de fazer um questionamento: qual é a obrigação da igreja brasileira em mostrar solidariedade num processo de roubalheira, onde não fica clara a participação de Garotinho?

Recentemente circulou pela internet e-mail assinado por Anthony Garotinho, com uma carta pessoal, dizendo-se vítima de calúnias e difamações. Para variar, levou a questão no plano espiritual, coincidentemente o mesmo tom empregado pelos pastores Alencar e Malafaia.

Malafaia prefere atacar a imprensa que no conceito dele “A imprensa odeia os evangélicos e está criando toda esta confusão”, não contente, continua impoluto a criticar a imprensa – “tudo não passa de campanha difamatória”. De quem pastor Malafaia? Qual é o setor da imprensa que “odeia” os evangélicos? Rede Globo? Conta outra que esta já não cola mais.

Foi a imprensa que nomeou Rodrigo Silveirinha para algum posto no governo Garotinho e depois do governo de Rosinha? Veja que não estamos aqui discutindo a corrupção, e sim a reportagem da revista Eclésia. Será que o reverendo Malafaia poria a mão no fogo pelo Garotinho? Pode garantir que ele não sabia dos rolos dos fiscais? Será que sabe que o Silverinha era gente da “copa e cozinha” do governador? Qual foi o pecado da imprensa neste episódio, a não ser revelar fatos e circunstâncias? De onde Malafaia tirou que a imprensa nos persegue?

O comportamento do pastor na campanha presidencial é digna de algumas observações. Vamos a elas. Afirmou que “Os evangélicos não têm unanimidade de marchar nem com Lula nem com Serra. Nossa unanimidade chama-se Garotinho. Quem falar que os evangélicos estão com Lula ou Serra não tem o respaldo dos ministros evangélicos do País”. Depois se saiu com esta pérola: “Como é que querem colocar para governar o Brasil um camarada que nunca dirigiu uma birosca, uma quitanda?” Referindo-se a Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, logo depois do primeiro turno, Silas bandeou-se para o lado do “camarada que nunca dirigiu uma birosca, uma quitanda”, e foi um dos signatários do Manifesto dos Evangélicos, com os seguintes dizeres: “Apoiamos Lula para Presidente porque reconhecemos que várias propostas do seu Programa de Governo se identificam com a vocação profética da Igreja de Jesus Cristo. A defesa da inclusão social, dos oprimidos, da ética nas relações, da distribuição de renda e da proclamação e busca da justiça e da fraternidade entre as pessoas.

Este momento representa para nós a possibilidade de resgatarmos a denúncia contra o pecado social em que está mergulhado o nosso país. Infelizmente, muitos que chegaram ao poder deixaram escapar a oportunidade da proclamação do sofrimento do povo. E, o que é pior, fizeram mal uso do espaço político que lhes foi outorgado pelo voto, inclusive de irmãos evangélicos.

Uma outra razão para apoiarmos Lula é a experiência que comunidades evangélicas têm tido com administrações do seu partido, que têm sido verdadeiras parceiras na construção do nosso País. Essas experiências têm dado provas de que tais relações podem ajudar na viabilização dos nossos ideais, sempre na perspectiva do Estado laico e da autonomia das comunidades religiosas.

Por último, expressamos publicamente nosso apoio à candidatura de Lula para contrapor os maldosos e inconseqüentes boatos que têm levado alguns a entenderem que sua chegada à Presidência da República irá obstruir a caminhada das Igrejas Evangélicas.

Como cidadãos brasileiros temos a garantia constitucional da liberdade da expressão religiosa, do livre direito de culto e da pregação do Evangelho de Jesus Cristo em nossos templos, casas e espaços públicos. Essa garantia é plenamente respeitada nas cidades e estados administrados por prefeitos, prefeitas, governadores e governadoras dos Partidos que apóiam Lula. E ele tem primado por defender a liberdade e as garantias individuais e coletivas conquistadas ao longo da nossa história, sempre combatendo a discriminação e a exclusão social.

Rogamos a Deus que abençoe Lula, seu vice, José Alencar, e que dê a ambos graça, coragem e sabedoria para dirigirem o nosso Brasil. Amém“, (sic).

Sem contar que um sorridente Silas Malafaia aparecia ao lado do então candidato e “camarada que nunca dirigiu uma birosca, uma quitanda”, foto que foi publicada no site da campanha de Lula.

Que mal há em Silas mudar de idéia de um dia para o outro e apoiar quem quisesse para a presidência da República? Nenhum mal, mas cadê o caráter cristão de que tanto fala Silas? O que é para Silas uma pessoa integra? É uma pessoa que fala a verdade. É uma pessoa que não é dúbia, é uma pessoa que tem palavra. Quem disse isto? O próprio Silas – http://www.sempreaovivo.com.br – vídeo 3, NOTA: O vídeo foi retirado do ar dias depois da publicação deste artigo. Se Silas estava fechado com Garotinho, qual foi o motivo do apoio a Lula? O discurso é bonito, mas a prática… E a atitude ambígua…?

Quem acredita em Silas, agora que ele vem dizendo que a imprensa não gosta dos evangélicos? Imprensa, reverendo é a voz do povo, é o fiscal dos atos e atitudes dos governantes. Falo da imprensa livre, profissional, desimpedida, daquela que elogia e critica quando necessário, cobrando atitude honesta e transparente de quem governa. Esquece-se, Malafaia, que foi a imprensa que denunciou Fernando Collor e sua quadrilha, que expôs o caso de violação do painel de votação no Senado Federal que culminou com a renúncia de dois senadores, entre eles o temido Antonio Carlos Magalhães, de novo as voltas com grampos telefônicos e de novo na eminência de ter de renunciar ao seu mandato.

Ou quem não se lembra do dinheiro apreendido no escritório de Jorge Murad, marido de Roseana Sarney? Dias atrás a justiça mandou devolver o dinheiro e deu o caso por encerrado. Tudo devidamente noticiado pela imprensa.

Se Garotinho não tem nada a ver com a roubalheira perpetrada em seu estado, porque não espera pela justiça? Qual é o medo dele? Por qual razão Malafaia arrosta arrogância e destempero neste caso? Apoio e solidariedade se dão, não se pede.

A imprensa não inventou que Silveirinha tem em contas no exterior milhões de dólares, que foram extorquidos de empresas e empresários no Rio de Janeiro. Tampouco li ou vi na imprensa que Garotinho tem algo ou estava em conluio com Silveirinha. A imprensa expôs sim a relação dos dois, muito mais próxima e íntima do que queria fazer supor Garotinho. Qual é o mal disto?

É este o trabalho da imprensa, mesmo porque foi a caneta de Garotinho primeiro e depois de Rosinha que assinou as nomeações de Silveirinha. O que a imprensa fez foi desmentir Garotinho, pilhado na negativa de que conhecia superficialmente o ex-funcionário. Já pensaram se Garotinho tivesse ganhado a eleição, que Silveirinha seria ministro…

Garotinho, como chefe do executivo carioca tinha a obrigação e o dever de saber do roubo que seus comandados e subordinados praticavam a grande, se não tomou atitudes mostrou fraqueza e despreparo. Se não sabia de nada do que se passava debaixo do seu nariz, foi omisso e de novo mostra despreparo para ocupar o cargo maior da nação.

Ai, tanto um – Malafaia, como outro – Alencar, cometem o erro de acharem que Garotinho é perseguido, caluniado e difamado, primeiro porque é evangélico e depois por causa da sua liderança no Rio de Janeiro. Ao darem o tom messiânico tanto no e-mail, quanto na matéria da revista Eclésia, jogam-nos contra todos.

Queria que o reverendo Malafaia apontasse qual é o grande veículo ou órgão da imprensa que persegue os evangélicos no Brasil. E para refrescar a memória do nosso especialista em monólogos – fala muito e quem fala muito fala bobagem – a revista Veja trouxe na edição número 1 758 de 3 de julho de 2002 – A NAÇÃO EVANGÉLICA. Ampla reportagem que mostra o crescimento e o avanço do Evangelho no Brasil. A matéria é honesta e reflete a realidade. Quem persegue dá matéria de capa? Note que a mesma Veja trouxe na sua edição número 1 748 de 24 de abril de 2002 – O CALVÁRIO DA IGREJA, sobre as agruras da igreja católica americana e seus padres pedófilos.

Não me lembro de ter visto nenhum católico reclamar de perseguição.

Já o Garotinho…
E o Malafaia…

Pode ser que não temos o espaço que merecemos, ou que as nossas realizações sociais não tenham a repercussão que deveria ter. Mas a culpa é exclusivamente nossa que não lutamos para ter os nossos próprios meios de comunicação. O reverendo Malafaia pode alegar que a revista Época nos persegue porque nas suas edições de 20 e 27.05.2002, contou as agruras e os calotes financeiros do casal Hernandes, controladores da Renascer em Cristo. Os documentos apresentados nas duas edições da revista circularam por diversas redações e eu pessoalmente tive acesso a eles um ano antes da revista Época. Aquilo era e é caso de polícia e não serve de parâmetros.

Já temos problemas de sobra, e não precisamos de outros arrumados por cabeças quentes como Malafaia e Alencar. Que eles queiram apoiar Garotinho, que o façam – é direito deles – que usem das suas tribunas e façam o que bem entender, mas que nos deixem em paz.

Quanto a Garotinho, quem quer ser presidente da república tem de tirar os esqueletos do armário, e ao que parece Silverinha et caterva, são uns vastos ossuários…


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