Jehozadak Pereira
Nasceu o Nathan Willian, meu terceiro neto. O moleque nasceu bem, é lindo tanto quanto o Luigi e a Sophia e tem uma fome daquelas.
Jehozadak Pereira
Nasceu o Nathan Willian, meu terceiro neto. O moleque nasceu bem, é lindo tanto quanto o Luigi e a Sophia e tem uma fome daquelas.
Jehozadak Pereira
É sempre constrangedor quando se ouve a notícia de que um alucinado qualquer sai disparando a esmo e matando a torto e a direito. Ontem um militar surtou no Fort Hood, no Texas e matou 13 pessoas, além de ferir outras 30. Agora há pouco em Orlando, Florida, um outro crime coletivo, matou uma pessoa e feriu outras seis. Um horror.
Tudo isto é a conjunção letal de arma de fogo + alucinação = mortos em profusão. Resta saber quando isto vai ter fim, se é que vai ter. O que não falta é tiroteio, e o grande problema é que quem acaba pagando a conta é gente inocente que não tem nada a ver com o problema.
Embora se debata nos Estados Unidos a questão da venda de armas, o problema parece longe do fim, pois muitos defendem o direito de se armar, armas que muitas vezes estão em mãos erradas e que não hesitam dispará-las provocando massacres.
Jehozadak Pereira
Estou (re)lendo Senhores da Terra, do Don Richardson, que conta a história de Stanley Albert Dale, um missionário australiano que foi trabalhar na Nova Guiné e acabou morto pelos nativos locais. Dale, que era atormentado pelo pai e pelos colegas de escola descobriu em Rudyard Kipling e no poema Se um aliado importante para vencer os obstáculos que se interpunham no seu caminho. Anos depois, Dale se converteu e o sentido da sua vida mudou. Pessoalmente gosto muito deste poema, pois Kipling conseguiu de forma brilhante mostrar que qualquer dificuldade da vida pode sim, ser superada.
Rudyard Kipling
Se fores capaz de manter a tua calma
quando todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se fores capaz de esperar sem te desesperares,
ou enganado, não mentir ao mentiroso,
ou sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais nem pretensioso.
Se fores capaz de pensar
sem que a isso só te atires,
de sonhar sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se fores capaz de sofrer a dor de ver mudadas, em armadilhas as verdades que dissestes,
e as coisas por que destes a vida estraçalhadas,
e refaze-las com o bem pouco que te resta.
Se fores capaz de arriscar numa única parada,
tudo o quanto ganhaste em toda tua vida,
e perder, e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos,
tudo a dar seja o que for que neles ainda existe,
e a persistir assim quando, exaustos contudo,
resta a vontade em ti que ainda ordena -Persiste!
Se fores capaz de entre a plebe não te corromperes,
e entre reis não perder a naturalidade,
e de amigos quer bons quer maus, te defenderes,
se a todos pode ser de alguma utilidade.
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a tua terra com tudo que existe no mundo,
e, o que é mais, tu serás um homem, meu filho.

Foto tirada dos jardins da Harvard University. Pena que num lugar de tanta história e tradição o relógio seja digital
Jehozadak Pereira
A Time Magazine trouxe na edição 18 volume 160 de 28 de outubro de 2002, um dado ao mesmo tempo interessante e alarmante. Em 1995 por ocasião do Halloween, foram vendidos cerca de US$ 2,5 bilhões, com produtos que abrangem doces, guloseimas, fantasias a apetrechos. Em 2002 a expectativa superou US$ 6,9 bilhões, com as mesmas coisas.
O Halloween é o segundo maior evento em faturamento financeiro nos EUA, perdendo somente para o Natal, e com maior volume financeiro do que a Páscoa. Casas e estabelecimentos comerciais são decorados com os motivos do Halloween. Nos trens e metrôs é possível ver vetustas senhoras e senhores com meias abóbora e a indefectível cara do Jack the pumpkin estampada nelas e em broches de lapela. As prateleiras das lojas e supermercados são inundadas por centenas de produtos com embalagens confeccionadas especialmente para a ocasião. Abóboras são cultivadas especialmente para o Halloween, e depois jogadas no lixo apodrecem durante semanas a fio.
A grande e crucial questão é que os EUA, antes voltado à pregação do Evangelho e aos valores cristãos, hoje se volta para o paganismo e para as práticas que envolvem bruxaria e feitiçaria, e em cerimônias que cultuam os mortos – Isaías 8.19 “… não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?”.
Algumas máscaras têm caído. A revista Época 231 de 21/10/2002 trouxe a reportagem Halloween para valer, A matéria traz o perfil e conta das peripécias de algumas bruxas, que logicamente enaltecem a sua religião pagã, que chamam de wicca. O engraçado desta situação é a justificativa para as suas crenças. Embora na matéria não aborde este assunto, todos os paganistas adeptos da wicca invariavelmente alegam que foram perseguidos pela inquisição, foram queimados, foram perseguidos. Depois de escrever o artigo, um dia recebi um e-mail de um bruxo, com a cantilena toda. Respondi-lhe perguntando o que nós crentes em Cristo temos a ver com a perseguição que eles dizem ter sofrido? Mandei que ele lesse Hebreus 11, não preciso dizer que até hoje estou esperando uma resposta, e já faz tempo que escrevi…
O texto da Época a mim me parece com mais uma daquelas defesas de algo que não há o que defender. Que somente cabe porque é oportunista – a proximidade do Halloween.
Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais
Todos os anos quando se aproxima o fim do mês de outubro, em alguns lugares no mundo, especialmente nos Estados Unidos e mais recentemente também no Brasil é espantoso ver o quanto as pessoas gastam em fantasias e produtos ligados ao que chamam de festa de Halloween. Bolachas, refrigerantes, alimentos, roupas, máscaras, fantasias, entre outros, sem contar as toneladas de abóbora que são usadas e jogadas no lixo, ou que apodrecem nas ruas e calçadas. O Halloween é um evento que movimenta milhões de dólares nos EUA anualmente. A Comemoração do Dia das Bruxas originou-se entre os celtas, povo que habitava a região da Irlanda e a Grã-Bretanha.
Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro as leis do tempo e do espaço eram suspensas. Nesta data comemorava-se o ano novo dos feiticeiros. Por causa disto, os espíritos vagavam soltos e os mortos visitavam seus antigos lares para exigirem comida. Havia também no fim de outubro o festival da colheita, conhecido como “Samhain”, também chamado de “O Senhor dos mortos”, onde se faziam grandes fogueiras para assustar os espíritos. Para que estes fossem embora, as pessoas saiam pelas ruas carregando velas acesas e nabos esculpidos com rostos humanos, vestidos de modo mais assustador possível. Faziam também muito barulho.
Nos Estados Unidos o Halloween chegou no século 19, e o nabo foi substituído pela abóbora, fruto mais comum que o nabo. Tanto o nabo quanto a abóbora são símbolos de imortalidade e juntando-se ao preto que significa a morte em muitas culturas, fazem o par perfeito para o ritualismo macabro e demoníaco. Na década de 20 a antiga tradição virou brincadeira e hoje é uma das principais festas do país. Crianças saem fantasiadas pelas ruas batendo nas portas, dizendo “trick or treat” literalmente travessuras ou bons tratos, para ganhar doces, tudo isto nos dia das bruxas.
Dia das bruxas? Vejamos: As bruxas modernas tendem a se referir a sua religião como wicca, a forma feminina de wicce – do inglês antigo, que significa witch – bruxa. Tanto os seguidores do sexo masculino quanto do feminino são conhecidos como bruxas e bruxos, embora o culto seja decididamente matriarcal, onde a suprema sacerdotisa de cada convenção é vista como a personificação – em alguns ritos, até mesmo como encarnação – da grande mãe deusa, que é a divindade principal do movimento. Os maiores festivais da bruxaria moderna são sazonais.
Marcam o equinócio da primavera em 21 de março, Beltane em 30 de abril, o solstício de verão em 22 de junho, Lammastide em 1º de agosto, o equinócio de outono em 21 de setembro, o Halloween em 31 de outubro, o solstício de inverno em 21 de dezembro e Candlemas em 2 de fevereiro. O culto e as atividades da bruxaria são essencialmente atribuídos às mulheres.
Algumas bruxas trabalham vestidas com manto, outras ‘vestidas’ pelo céu – isto é nuas – e outras das duas maneiras, dependendo das condições meteorológicas. Apesar dos aspectos de fertilidade do culto, há pouco sentido sexual na nudez, que é adotada por causa da crença das bruxas que as roupas interferem na emanação da energia pessoal. Atribuem-se as bruxas evocar os ‘poderosos’, os soberanos, e os elementais da Terra, do Ar, do Fogo e da Água. Fazem parte das cerimônias os ritos de possessão mediúnica de muitas religiões xamânicas. É certo que na inquisição católica, mulheres velhas, solitárias e as parteiras, entre outras eram acusadas de bruxaria, e por isso foram queimadas e torturadas simplesmente porque eram denunciadas por seus vizinhos com quem não tinham um bom relacionamento.
Ou seja, o Halloween, não passa de um culto aos demônios. Pais, sem o saber, levam seus filhos para este culto, realidade que vem se intensificando no Brasil a cada ano que passa. Um dos focos são as escolas de inglês, que incentivam seus alunos a participarem das tais “festividades”. Empresas e comunidades, entre outros, promovem o Halloween no Brasil, e é cada vez mais comum ouvirmos nas ruas frases como “feliz halloween!”. Mas como pode ser feliz um procedimento que vem do inferno?
Nos EUA o evento é cercado de pompa e circunstância, e por anos seguidos o que se vê são personalidades e autoridades envolvidas nas celebrações do Halloween. As fantasias são diferentes a cada ano. Não é possível mensurar o faturamento total do Halloween nos EUA, mas presume-se que seja altíssimo, uma vez que não se pagam direitos autorais e nem royalties sobre o nome e marca. Ainda nos EUA, o faturamento da festividade de Halloween fatura é superior ao da Páscoa.
Participar do halloween é brincar com uma serpente venenosa ou ainda mexer com fogo. Quem sabe do real perigo de se envolver com práticas escusas certamente vai fazer de tudo para evitar tais coisas. Este artigo não vai certamente suprir a necessidade de informação a respeito da pretensa “festa”, mas creio que servirá para elucidar e avisar do perigo. Há de se ficar certamente chocado por ver que rituais pagãos da antiguidade ainda hoje influenciam a vida de muitos.
O grande problema é que o Halloween é tomado por uma festa, quando na realidade é uma aviltante afronta a fé cristã, enquanto que o Evangelho é claro, objetivo, direto e trata de salvar o homem perdido, tais rituais jogam o homem na mais profunda escravidão e escuridade. O halloween é pesado, soturno e sorumbático, carregado da atmosfera do inferno, assustando ao mesmo tempo em que quer fazer parecer que é uma inocente e pueril brincadeira. E de novo os órgãos de imprensa se prestam a divulgar o evento dando a ele um viso cultural, quando na realidade é um cerimonial funesto, cujo fim será uma humanidade abatida espiritualmente e carente da Graça e da misericórdia divinas.
Caros pai e mãe, jovem e adulto, pelo amor de Jesus Cristo, abominem rituais como este. Não devemos nos esquecer de que o halloween é um ritual de bruxas e de bruxarias, de demônios e de espíritos malignos. Participar é estar em conluio com tudo isto. Contudo o apelo para que participemos de tais atividades é intenso, lembro-me da minha infância e adolescência, quando na escola era compelido a participar das festas juninas, e meu falecido pai jamais permitiu que eu e meus irmãos tomássemos parte daqueles rituais. Ele explicava a cada ano e pela graça de Deus, não participar foi uma das grandes bênçãos da minha vida. Agradeço ao meu pai, por ter me preservado daquilo. Hoje o nosso papel é o mesmo. E cabe a nós alertarmos os nossos filhos, nossos amigos, lembrando-lhes de que Deus abomina os feiticeiros e todos aqueles que participam de tais rituais – Apocalipse 22.15.
Trago ainda à nossa memória de que aquilo que (supostamente) é bom para os EUA, necessariamente não é recomendado para nós brasileiros. Que Deus nos ajude a discernir e pelo poder da Sua Palavra nos livrar destas imposturas do nosso inimigo. Aviltamento. Isto é halloween! Não devemos nos esquecer que o halloween é um cerimonial dedicado aos mortos, e convém lembrar que nós somos vivos. Vivos, pelo poder glorioso e restaurador do sangue do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Todos direitos reservados ao autor
Jehozadak Pereira
Hoje nasceu o Luigi. É o meu segundo neto, que veio fazer companhia à Sophia que o achou uma graça e um princípe, ou seja, adorou o moleque.
Que cresça com saúde e beleza.
Jehozadak Pereira
O escritor e jornalista Mário Prata, conta no seu livro Meus homens, minhas mulheres, a história de um casal que se divorciou por causa de um singelo rolo de papel higiênico. Explicando – o marido queria que o papel desenrolasse por baixo, e a mulher por cima. Foram anos mudando o sentido do rolo de papel higiênico. Ele colocava de um jeito e ela de outro. Até que o casamento acabou.
São às vezes pequenas diferenças que fazem com que relacionamentos que deveriam durar uma vida toda se esfacelem em pouco tempo. A estas diferenças se juntam a incompatibilidade de gênios, infidelidade, imaturidade e despreparo, violência, individualismo, ciúmes, opções erradas, falta de diálogo, e até falta de amor.
Muitos casamentos acabam por absoluta falta de amor – muitas vezes se casa por motivos interesseiros e pensa-se estar apaixonado, paixão que acaba quando surgem os primeiros problemas.
No entanto, a grande maioria dos casamentos começa a fracassar num único e importante item – a falta de amizade entre marido e mulher. Muitos ao se casarem o fazem com estranhos, com quem não tem a menor intimidade ou afinidade, e juntos vão tentar partilhar sonhos e ideais. Muitas vezes à vontade de acertar é insuficiente e logo o único caminho é o da separação. Por que a amizade é primordial em qualquer relacionamento? Às vezes não toleramos nada de ninguém, mas de um amigo toleramos e somos tolerados, o que não acontece num casamento. Uma toalha ou sapato deixados fora do lugar pelo marido é motivo de explosão de ira, ou um atraso da mulher no supermercado é o suficiente para desencadear as piores reações.
Descobre-se tardiamente que não há nenhuma comunhão de pensamentos e idéias com quem se casa, e muitas vezes o casamento só acontece por causa da atração sexual que com o tempo acaba e cai-se na perigosa rotina da mesmice.
Logo, o que deveria ser uma convivência pacifica, vai emperrando com o passar do tempo, tornando a convivência difícil e complicada. A estes fatores juntam-se a violência doméstica, o desprezo, a irascibilidade social, a introversão e igualmente a interferência de familiares, como os sogros e cunhados na relação, onde a simples colocação de um rolo de papel higiênico é motivo para desavenças e desunião.
A vida afetiva se desgasta com discussões, as brigas se tornam constantes e a vida fica insuportável. O casal já não se fala mais a não ser o necessário e não há respeito, cumplicidade, amizade. É preciso fazer uma análise e ver o que ainda há em comum, além de morar sob o mesmo teto.
Muitas vezes ambos concluem que nada mais de sadio os une e que não é mais possível melhorar a vida em comum, pois passam o tempo todo brigando ou sonhando com o afastamento, a separação, passa a ser uma opção – talvez a única.
Neste ponto muitas vezes marido e mulher tentam o diálogo que faltou ao longo do relacionamento, buscando muitas vezes algum vislumbre de esperança. Contudo, o que acontece é a evidência de que um abismo separa um do outro, e para muitos é a certeza de que a separação é inevitável. No Brasil, um em cada quatro casamentos é desfeito. Nos Estados Unidos este número é maior – onde para cada dois casamentos, há um divórcio, e após o divórcio os cônjuges tornam-se inimigos mortais, ou deixam de ser ver.
Separar-se de forma saudável, sem que um culpe o outro, manipulações ou preconceitos, não é fácil. A separação é sempre uma experiência desgastante em todos os aspectos.
Com o desgaste natural de um casamento, o desejo de separar-se quase nunca acontece de repente. Para muitos vai ficando claro com o passar dos anos, quando se percebe que não é mais importante para a vida do outro cônjuge.
Neste ponto já não há o desejo de estar juntos, já não mais sonhos em comum e muito menos à vontade de satisfazer os anseios mútuos. Às vezes pode até ser que uma das partes finja ou não perceba, que a outra parte vai dando sinais de desgaste, pois ninguém deixa de amar de uma hora para outra – a decisão da separação pode parecer súbita, porém o desejo já estava latente há muito tempo. O que um consegue ver no outro é só defeitos e mais defeitos.
Muitos homens e mulheres vão se surpreender que a atitude de separação não lhes provoca sofrimento ou constrangimento algum, ao contrário, a sensação de alívio é maior do que se pensa. E em contrapartida, á aqueles que não aceitam a separação de modo algum e sofrem como nunca. Outros se sentem culpados e rejeitados, fazendo com que a perda torne-se dolorosa, pois além de perder fisicamente o outro, perdem muitas vezes o referencial – pode parecer e é paradoxo, ter como referência alguém com quem não se vive harmoniosamente.
Para muitos casais, o casamento é uma prisão da qual eles querem se livrar o mais rápido possível, e para quem um simples problema que poderia ser resolvido no início com uma conversa, torna-se um pesadelo ao longo dos anos.
Invariavelmente uma má relação traz reflexos negativos sobre os filhos. Homens beberrões, espancadores e irresponsáveis que tratam suas mulheres e filhos com violência, e via de regra as marcas psicológicas permanecerão vida afora. Por outro lado, mulheres instáveis trazem sobre suas famílias as mesmas marcas nocivas.
Só quem vive um drama pode dizer a respeito dele, mas, quem sofre invariavelmente com a separação dos pais são os filhos. A sociedade de uns tempos para cá tem sido intolerante e o reflexo é que cada vez mais casais se separam sem ao menos tentar viver uma vida de harmonia e paz.
O refazer a vida é sempre difícil e espinhoso, principalmente quando os cônjuges têm filhos de relacionamentos anteriores, e muitos têm as suas expectativas frustradas na nova tentativa, vivenciando os mesmo problemas anteriores.
O diálogo sempre foi e sempre será a melhor saída para crises – inclusive conjugais.
Todos os direitos reservados ao autor. Copyrigth Jehozadak Pereira
Jehozadak Pereira
Li no blog do Volney Faustini, um post onde ele conta que assistindo o programa do Silas Malafaia viu o Morris Cerullo pedindo uma graninha, sabe-se-lá para que. Faustini escreveu uma carta aberta ao Malafaia perguntando se o dito cujo sabe o que significa 171. Resta saber se ele vai se dignar a ler.
Nota: Este artigo foi escrito em 2004, mas está mais atual do que nunca. Mesmo porque os espertalhões continuam aí na mídia pedindo dinheiro para seus projetos pessoais. Caem, os bigodes e os cabelos, mas as caras-de-pau continuam as mesmas.
Por causa da ética não criticamos. Por causa da tolerância, tomamos qualquer espertalhão como um dos nossos. Por causa da unidade aceitamos que vendilhões explorem a boa fé daqueles que, necessitados, vêem neles a esperança para os seus males e mazelas. Por causa da nossa ética, fazemos vista grossa àquilo que deturpa, corrompe e conspurca o santo Evangelho da graça de Jesus Cristo.
Eu me pergunto muitas vezes qual o rumo que a igreja está tomando? Para onde caminha a igreja? Qual será o resultado de tudo isto que nos cerca? Um tempo atrás entrevistei o Caio Fábio e ele disse uma coisa que me chamou a atenção. Afirmou que a igreja hoje – especialmente as neopentecostais – têm adotado práticas e ritos sincréticos que nada tem a ver com a liturgia das nossas igrejas tradicionais ou pentecostais. É um tal de sal grosso, banho de descarrego, corrente disto, corrente daquilo, mesa com toalhas brancas, velas, e tanta coisa que tomaria tempo e espaço demasiado para narrar aqui.
Ressalte-se que para o pobre necessitado nada é de graça. Há um preço a ser pago. Se ele quer prosperidade, assalta-se o bolso dele descaradamente. Se quiser saúde, tome o dinheiro dele. Se desejar um carro, uma casa? Veja o quanto a vítima tem na carteira? Não tem nada? Não tem problema! Dê um cheque pré-datado, que vai ser trocado na esquina com o agiota de plantão. E as campanhas dos “trezentos” de Gideão? O pobre deve estar se revirando na tumba de desgosto.
Haja trezentos valentes! É pregado nestes balcões de negócios que o indivíduo tem de dar para poder receber. Prega-se um evangelho deturpado, barato, vagabundo, insosso, nauseabundo, desprezível, e tudo o mais que se possa adjetivar este arremedo que eles teimam em corromper.
Onde está na Bíblia que é preciso dar algo para ter aquilo que se precisa? Os valentes de Gideão foram para uma batalha onde Deus estava no negócio, e a menos que minha Bíblia esteja errada, eu não encontro ali qualquer menção a dinheiro.
Mantém-se o cidadão encabrestado na ignorância de que ele precisa ofertar, ofertar, ofertar, cada vez mais, para que seja abençoado.
Mentirosos desprezíveis.
Um destes muitos bispos que povoam o mercado, certa feita afirmou que se um coitado – quem acredita nele, pede alguma bênção, paga por ela, pois é influenciado a dar, e não recebe o que espera, a culpa vai cair sempre em cima de quem suplica, e dizia ainda com cara de ratazana, que não recebeu por falta de fé. Prosseguia dizendo que o negócio dele é sempre sem risco algum de ter reclamação. Joga tudo na falta de fé e pronto. Se morrer não pode reclamar, se não recebe o que espera idem, e assim estes malandros prosseguem enriquecendo mais e mais.
A igreja hoje é doente por causa desta podridão a que é submetida, e não pensem que é somente no Brasil. É uma tendência mundial que varre as igrejas do planeta. Antigamente um homem entrava no ministério para ganhar almas, hoje – com raras exceções – entra para ganhar dinheiro.
Outro dia eu lia na internet, que o tal ”apóstolo” foi numa reunião de um clube de pastores, e disse na maior cara de pau, que seus “problemas” foram resolvidos. Logicamente, que ninguém espera que estes, digamos quadrilheiros, travestidos de crentes, sejam presos, mas me pergunto muitas vezes o que se passa na cabeça de um sujeito destes. Será que não tem o temor de Deus, será que não teme a mão do Senhor? Tem um outro arrogante que se diz escritor de livros – mas que na realidade são outros que escrevem para ele – que suas perorações, que ele transforma em livretos, sempre são inconclusas, pois quem quiser saber o que vai acontecer tem de comprar a série de três livros que ele vende ao final de cada uma das suas falas, seja em igrejas, seja na televisão. E o velhaco diz isto rindo, como que dizendo – enganei mais um trouxa. E olha que ele anda lépido e fagueiro a bordo de um carrão importado blindado que custa mais de R$ 200 mil. Perdoem-me a dureza, mas estes têm de ser denunciados.
Este mesmo, circunstancialmente, elege alguém para bater. O próprio Caio Fábio já foi vítima dele, quando o dito cujo recebia dinheiro para “bater” nele. Outras vítimas são conhecidas. Para uma delas nos Estados Unidos, ele pediu dinheiro para financiar um programa de televisão.
Quando ouviu a recusa falou mal até cansar, depois de receber uma régia oferta, que evidentemente ele nem falou em devolver.
Logo, logo tem mais uma eleição e certamente ele vai ganhar mais uns trocados defendendo algum “irmão” de fé. Para a platéia vai dizer que é por pura convicção. E há quem acredite nele.
E as oligarquias nas famosas convenções gerais? Passa de pai para filho ad eternum, os coronéis perpetuam-se no poder e na manipulação sem dar satisfação alguma, e suas vontades são leis que devem ser cumpridas de imediato, pois eles não admitem ser contrariados. Estão no poder há anos. Ouse perguntar quem será o substituto de qualquer deles? As decisões são verticais, manda quem pode e acabou.
E a apostolada? Nunca vi tanto apóstolo. E os carros? E as roupas? E os relógios? Tempos atrás eu vi um bispo pregando e ele se dizia muito humilde, muito simples, mas no púlpito disse que seu terno havia custado US$ 5 mil, na Laffaiette Galerie em Paris. Seu relógio havia custado à bagatela de US$ 12 mil, na Picadilly Circus, em Londres. No dia seguinte ele falou da camisa. O preço? US$ 1,2 mil, na Rodeo Drive, em Los Angeles, e o cara-de-pau dizia que aquelas eram parte das coisas que ele havia comprado. Fiquei imaginando o quanto custava o guarda-roupa dele. Vivia como outros tantos como um sibarita.
Quem bancava aquela luxúria toda? O povo que acreditava nele claro, tempos depois ouvi que ele havia se enveredado pelas barras da saia de uma jovenzinha, e o povo da sua igreja havia debandado. Ao ter esvaziado o negócio que ele chamava de igreja, o padrão de vida dele caiu bastante. Teve de vender o carro blindado, dispensar o séqüito de seguranças e motoristas, e se a coisa apertar ele pode vender os ternos, os relógios, as camisas… Como não era a primeira vez que o senhor epíscopo derrapava nas curvas de alguma donzela, a igreja foi contribuir em outra freguesia, deixando-o a ver navios.
De onde vem o dinheiro desta gastança toda? Do bolso de pobres coitados, explorados em intermináveis cultos diários nas filiais da sua igreja.
Voltando aos apóstolos, tem até apóstola no mercado. E o sonho dourado da apóstola é que cada estado brasileiro tenha o seu apóstolo, e cada um destes apóstolos deve ter outros doze com ele, e cada um destes doze deve ter outros e assim vai, e certamente gente que não conhece Bíblia, que não tem estofo moral e espiritual para o cargo que eles querem ocupar. Não demora e vai começar a estourar no Brasil escândalos e mais escândalos envolvendo estes “apóstolos”. É esperar para ver.
Irmãos, as bênçãos de Deus são gratuitas e dadas de bom grado, basta você ter fé. Se te pedirem dinheiro não dê.
Se te oferecerem uma corrente, não aceite, se te constrangerem a aceitar a palavra deles como verdade, refute, Deus não cobra nada de ninguém. Seu dever como crente em Cristo, é dar o seu dízimo e as suas ofertas alçadas, o que passar disto é errado diante de Deus, é pilantragem.
Gideão e os seus trezentos saíram para guerrear e vencer uma batalha. Hoje os tais “trezentos” envolvem invariavelmente dinheiro e usam o pobre do Gideão como desculpa esfarrapada. Manipulam o povo para que estes acreditem que para serem valentes tem de forçosamente mexer nas carteiras. Mentira.
E os leilões de “bênçãos” que eles fazem. Quem vai dar 10 mil? – Aqui não tem nenhum valente para dar 10 mil? E os de 5 mil? E por aí vão, extorquindo o povo.
Quem não tem dinheiro para dar, sente-se um lixo, e conseqüentemente desprezado por Deus. Nada disto. Repito que bênçãos não são vendidas, bênçãos são dadas por Deus. Pura e tão somente.
Hoje uma igreja não se mede pelas almas que ganha, e sim pelo que arrecada. É o fim da picada. Logicamente há as exceções a esta regra, mas elas estão cada vez mais difíceis de ser achadas.
Estes piratas seguem o exemplo e o legado de Geazi. Ao ver o verdadeiro homem de Deus recusar os presentes e o dinheiro de Naamã, um inconformado Geazi foi atrás da caravana do sírio para pegar para si aquilo que alimentaria seu espírito mercenário. Queria ficar rico, e a pequena fortuna rejeitada pelo profeta – o verdadeiro homem de Deus recusa os encantos do dinheiro fácil – Geazi deu início àquilo que ainda nos nossos dias encontra ressonância – o assalto aos bolsos alheios e deixou centenas, milhares de seguidores.
Fico imaginando o dia em que esta matilha tiver de prestar contas a Deus, todo poderoso, a respeito de tudo o que arrancaram do povo, o que eles vão dizer? Vão dizer que preferiram o exemplo e a prática de Geazi, em detrimento da atitude de Eliseu. É mais fácil, é mais cômodo e como enriquecem…
Em tempo: 171 é o artigo no Código Penal que define a pratica de estelionato.
Jehozadak Pereira
Não bata. Discipline.
Não acostume a criança com gritos. Fale com voz audível.
Mostre para a criança quem manda de fato. Você.
Não corrija a criança com beliscões, puxões de orelha ou safanões.
Não bata na cara da criança, isto faz com que ela se sinta humilhada.
Se a criança errou, tire privilégios dela.
Nunca corrija a criança fisicamente, na hora da raiva. Você pode se exceder.
Não aceite interferências na educação dos seus filhos.
Se prometeu castigar a criança, faça.
Converse bastante com seu filho.
Ambos vão ganhar com isto.
Seja o melhor amigo ou amiga do seu filho
Ame seus filhos. Você só tem a ganhar com isto.
A negligência é o pior crime que uma criança pode sofrer.
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